DO NADA, MAURO RESOLVE FALAR SOBRE SEUS FETICHES

 

 

O papo era informal até que chegamos ao assunto sobre fetiche, e Mauro, um amigo que à primeira vista até parece um pouco tímido, se manifestou:

— Meu fetiche inicial foi com profissões.

Todos olharam para ele e ele se calou. Acho que aquela frase escapou, mas logo eu disse: agora você vai contar, e vai contar tudo. Ele se ajeitou na cadeira e reiniciou:

— Meu fetiche inicial foi com profissões. Era como se eu tivesse prazer pegando os caras colecionando profissões.

Peguei dentista, padeiro, funcionário do McDonald’s e por aí vai… peguei vendedor de urso gigante, esses que são vendedores de rua que vendem bicho de pelúcia grandão, kkk… Finalizei esse fetiche no dia que peguei um padre no velório do cantor Tim Maia.

Na sala pairava um silêncio mórbido. Mauro é o típico ursinho de pelúcia, sabe daqueles que você quer abraçar e levar pra casa? E ele continuou:

— Meu segundo fetiche foi com controle. Controlar pessoas, e não necessariamente tem ligação com sexo. Prazer que a pessoa realize ações para mim e reporte tudo que acontece no dia.

Atualmente não controlo ninguém oficialmente, mas parece algo de atração: pessoas se aproximam de mim com essa vibe de submissão e eu gosto.

Então tem amigos que eu estabeleço meu fetiche sem que eles tenham isso conscientemente. É uma coisa natural. Eles gostam de reportar as coisas deles, me mandar fotos do dia a dia, me consultam em relação a decisões que precisam tomar.

Um outro fetiche que tenho, mas nunca realizei, é dos pés.

Eu tenho muito prazer em que admirem meus pés. Mas eu não gosto de admirar os pés de outros. Eu imagino como deve ser gostoso ter alguém submisso, que eu chegue em casa e cuide dos meus pés enquanto eu assisto TV. Chupe meus dedos, cheire o pé, esfregue a cara e também cheire meu saco, esfregue a cara no meu saco. Esse fetiche é aliado ao sexo. Me dá vontade de trepar com a pessoa que fizer isso.

Eventualmente já tive fetiches dos outros que eu participei, como, por exemplo, pessoa que tem tara em ser pequeno, tamanho de um inseto, e eu sou o gigante. Kkkk.

Mas eu entro no fetiche dos outros na boa, desde que eles abasteçam o meu fetiche de controle. Entendem?

Mas esse fetiche do controle é muito difícil de se estabelecer. Porque a pessoa tem que estar disposta a agir como se eu fosse dono dela. Ela tem que me reportar tudo que faz. E ela tem que ter prazer nisso. Então é bem difícil encontrar alguém.

Ano passado eu controlei um americano por 1 ano. E um italiano por uns 3 meses. Esses dois tinham o prazer de eu ser o gigante deles.

Quando Mauro termina, ninguém ousa falar nada, e ele logo termina dizendo:

— Espero que vocês mantenham em sigilo. Tudo bem? Estou confiando que vocês, tudo que contei aqui, não revelem para ninguém.

Nessa hora, só uma coisa me passava pela cabeça: será que esse ursinho que a gente acha inofensivo está exercendo o fetiche de controle sobre nós?

{{ reviewsTotal }}{{ options.labels.singularReviewCountLabel }}
{{ reviewsTotal }}{{ options.labels.pluralReviewCountLabel }}
{{ options.labels.newReviewButton }}
{{ userData.canReview.message }}

você tem mais de 18 anos?

*Confira se o computador não é compartilhado com menores de idade.