Sabe aquele medo que temos e às vezes nem sabemos por quê? Mais ou menos como diz o ditado: “Cachorro mordido de cobra tem medo de linguiça”.
Então, às vezes nos deparamos com algumas situações… Vamos baixando a guarda, baixando, e de repente algo acontece que faz você parar tudo, gelar e pensar: DE NOVO?
E aí, o que fazer?
Fazer como o caramujo? Que aguarda um pouco, sai de leve da casca e segue seu caminho — até o próximo susto?
Assim se comportam o piolho-de-cobra, os corais, as anêmonas e as moreias. Mas as moreias ainda têm a chance de atacar… e os outros?
E nós, seres humanos? Fazer o que?
Às vezes fico me perguntando: se faço como eles — corais, anêmonas, piolho-de-cobra e caramujo —, ou se faço como o cachorro, que corre léguas de tudo que possa lembrar o ocorrido.
Ah, e não me venha com aquele papo de: “Se joga, se liberte, se solte e se apaixone…”
Quem tem cicatrizes fundas pensa bem antes de subir de novo no topo. O topo pode te dar holofotes e muito brilho, mas o tombo é bem mais fundo.
Enfim: cada um com seus riscos. Meça o seu — que eu penso no meu.