É MEU

 

 

Por que temos sempre essa sensação de posse?

Sim, temos sim. Não vamos ser hipócritas: todos que estão aqui lendo vão lembrar de algo relacionado ao que estou falando. Não vão assumir, mas vão lembrar.

Somos, sim, possessivos — e por mais que muitos digam que não, é mentira.

Somos assim com namorados(as): por mais seguros que sejamos, ficamos com ciúmes de algum amigo ou ex.
Somos assim com aquele parente com quem temos mais afinidade.
Somos assim com os amigos — ainda mais quando esse amigo tem outro amigo que não seja só a gente.
Somos assim até no mundo virtual, com pessoas que nem conhecemos, mas com quem criamos laços.

Será tudo isso uma carência mundial? Algo que o mundo está vivendo?
E aí nos apegamos a quem nos dá atenção, quem nos dá carinho… e quando achamos que estamos perdendo isso, ficamos bem neuróticos?

Não sei. Não sei mesmo. E acho que nem Freud explica…

A questão é que o ciúme é uma constante na nossa vida. Em uns, mais leve; em outros, mais forte e intenso. Só não sejamos hipócritas de negar.

Quem sabe nem seja ciúme… mas egoísmo.

É meu!

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