#NOMEUCONSULTORIO 70 – SURPRESAS DO APLICATIVO + CIÚMES

 

 

E há quem diga que eu não seja psicólogo. Vocês acreditam?
Pois é… nem eu.

Vítor chegou até mim através do aplicativo. Aliás, o app demorou, mas caprichou — o ruivo que esperei a vida toda.
Sério: em meados de 1991, uma cartomante falou de uma pessoa ruiva na minha vida. Será que chegou? Mas isso é outra história.

Vítor falava do ciúme de um ex. O espanto dele era o nível que o ciúme atinge: a ponto de a pessoa ir até um bar onde ele estaria com as amigas. Mas até aí, eu acho normal. Oi? Vocês estão me achando louco por achar isso normal? Digo normal porque vocês não têm noção do que eu ouvi a seguir.

A conversa seguiu e chegou ao ponto de que, se Vítor sugerisse algo novo na cama, em vez de o parceiro apenas curtir o momento a dois, a sugestão se transformava numa DR — onde ele, o parceiro, queria saber com quem e onde ele tinha aprendido aquilo. E aí, me desculpem, mas não tem pau que fique em pé.

Porra, meu: se teu parceiro está sugerindo algo novo na cama (o que, muitas vezes, é bem raro), só aproveita e vai gozar! Não fica com minhoca na cabeça. Ele pode ter visto num filme, numa revista, no X — ou pode até já ter feito com outro. E o que isso importa? Se ele está com você hoje, é isso que importa.

Ciúmes é bom? É sim, mas desde que seja dosado. Se eu sou ciumento? Sou… quando tenho motivos.

Aquele ciuminho saudável é até a pimenta do relacionamento. Agora, chegar a esse nível? Não há foda que resista, muito menos relacionamento.

Nós, gays, sabemos que, quando estamos com alguém, sempre — sim, sempre — vai ter aqueles que não respeitam e tentam invadir o espaço: mandam mensagens, adicionam nas redes, enviam fotos. Não respeitam a situação do outro. Claro que tem quem dê abertura pra isso, mas estou falando do casal monogâmico — que não dá abertura. Ah, não sou contra a não monogamia, mas pra mim não serve (que fique registrado). Enfim, vamos receber essas investidas e sentir aquele ciuminho sim: do tipo “que delícia, meu marido, namorado, companheiro é desejado, é lindo e gostoso”. Ponto.

Se a coisa for assim, é aí que digo: é ciúmes saudável. Desde que a pessoa que recebeu ignore ou até exclua o indivíduo afinal sabemos que tem viado que não respeita quem é casado e claro também temos os casados que dão abertura pra isso, a questão é: como é o comportamento de quem recebe essas coisas estando comprometido com alguém que seja monogâmico? Se ele der corda, der abertura… aí não dá, né. No meu caso, nem vira ciúmes — vira término.

Então, acredito que o ciúmes também está relacionado ao comportamento do outro. Isso pode te dar a medida: se precisa abrir os olhos ou apenas curtir isso com o outro. Tudo que é saudável faz bem — até o ciúme.

Mas o que está me intrigando nisso tudo é: o que Vítor sugeriu? Se fiquei curioso? Claro que fiquei — ainda mais sabendo que existe a possibilidade de ele ser o ruivo da minha vida.

Viu? E ainda dizem por aí que eu não sou psicólogo!

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