Ei, calma!
O minério não é meu e nunca foi seu.
Fomos apenas escolhidos — talvez surpreendidos —
por ele: um elo criado.
Ele é da terra, assim como eu e você.
Cria elos e alianças… e quem sabe até destrói esperanças.
Mas… se por um motivo ou outro separados vocês foram,
deixe-o livre para seguir seu caminho.
Sinta-se livre e siga o seu.
O tempo desta união se esgotou.
Não somos donos de nós mesmos —
nem quando queremos,
nem se queremos,
ou quem sabe não queremos.
Nem sempre belo é o caminho.
Mas vamos nos lembrar do que ele nos deixou:
dos bons momentos a recordar,
do elo, do belo e do singelo,
de mim, de você e de nós.
Ah… o nós —
tão intenso, propenso, suspenso…
E agora tudo isso num imenso,
num imenso mar vazio,
que é tão frio.
Deixe-o ir e fique com você:
as boas lembranças que este elo te trouxe,
as boas vivências que ele nos deu,
as belas passagens de um único eu —
o meu eu, o seu eu, o nosso eu.