Tão longe parece que você está —
muitas vezes até distante.
E num seguinte segundo se manifesta,
se faz presente… e some de novo.
Diz que me quer, que me deseja,
e isso alimenta meu coração de novo.
Mas vai e vem como o vento de fim de tarde,
como a flor que cai e segue.
Meu desejo só aumenta,
meu medo me segura.
Coração acelera e o corpo responde
a desejos guardados.
Não vejo a hora de sentir tua pele,
teu beijo, teu cheiro,
poder ficar colado, corpo com o corpo.
E cadê você? De novo…
Coração velho, arisco, se pergunta
e vagueia nelas… sem resposta.