NOTA 50

 

 

Minha intuição nunca se calou.
Ela sempre esteve ali — clara, sutil, insistente.

O que falhou, muitas vezes, foi a minha coragem de escutar.
Foi a minha tendência de duvidar, de racionalizar demais,
de ignorar aquele aviso silencioso que vinha de dentro.

A intuição não grita.
Ela sussurra.
E quase sempre acerta.

Não é ela que me abandona —
sou eu que, por medo, insegurança ou expectativa,
escolho não acreditar.

Aprender a confiar na própria intuição é aprender a confiar em si mesmo.
E talvez esse seja um dos maiores atos de maturidade que existem.

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