Nas janelas d’alma vejo o ser incrível,
algo intransferível que se cria, que se molda…
entre tecidos… entre sangue e células…
elas formam a estrutura que armazena a mais pura alma,
que acalma minhas noites,
que me dá segurança ao deitar,
que me ama no beijar…
Nas formas que teu corpo tem,
vejo o J de juventude —
ele está à frente da letra da plenitude.
Não é o I de gente que vem ali,
é o H de homem que quer casar.
Na face de quem vem, as lembranças de quem já foi…
Foi um dia de encontro ao amor, deu a ele seu real valor.
Se surpreendeu, se espantou,
criou e elogiou.
Viveu, viveu este forte amor que um dia só lhe trouxe dor.