No brilho dos seus olhos, vejo o amor —
o amor em forma de flor…
No brilho dos seus olhos, vejo as formas do amor:
são em bolhas…
bolhas de sabão, talvez —
por ser o amor puro e transparente,
por carregar consigo o que de mais leve possa ter.
O amor que se quer sentir, se permitir…
Mas vejo também, no seu rosto, a cruz —
que crucifica, que julga, que maltrata, que mata…
Mesmo assim, a perfeição da sua boca
transmite o sabor da luta, da esperança,
da criança que sempre vai acreditar
que o amor constrói,
que o amor traz paz,
que o amor é recíproco,
que o amor é único —
e este único é dois!