Olhar para fora quase sempre é mais confortável do que encarar o próprio reflexo. É ali, na vida dos outros, que muita gente se sente segura para opinar, julgar e até “organizar” o que nem lhe pertence — afinal, isso não exige responsabilidade, só exige opinião.
O difícil mesmo é voltar o olhar para si. É lidar com a própria bagunça sem distrações, sem plateia e sem desculpas. Porque cuidar da própria vida exige silêncio, exige maturidade para reconhecer o que precisa mudar e, acima de tudo, coragem para fazer diferente.
E, sejamos sinceros… nem todo mundo está disposto a esse tipo de confronto interno.