NOTA 73

 

 

Às vezes, as pessoas se sentem no direito de criar versões sobre a nossa vida sem sequer nos ouvir. Observam de longe, interpretam do jeito que querem e tiram conclusões baseadas apenas nas próprias suposições.

Mas a verdade é simples: quando alguém fala sobre você sem buscar entender, sem perguntar, sem conhecer a sua história de verdade, isso diz muito mais sobre quem julga do que sobre quem é julgado.

Cada pessoa enxerga o mundo a partir do que carrega por dentro — suas crenças, suas inseguranças e suas próprias experiências. Por isso, nem todo julgamento reflete a realidade, mas sim a limitação de quem observa.

E tudo bem.

Porque quem sabe quem é não precisa viver se explicando para quem nunca esteve disposto a ouvir.

No fim, quando o assunto é você, mas a conclusão veio de alguém que não conhece a sua verdade, então nunca foi realmente sobre você.

Sempre foi — e sempre será — sobre quem escolheu julgar.

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