Um dia, quando estiver na solidão,
quero poder ter uma doce recordação
das pessoas que em minha vida passaram,
que de mansinho chegaram e ficaram.
Seres divinos, presentes de Deus,
que por um instante foram meus.
Dono deles achei que era —
coisas de madrasta megera.
Ninguém é dono de ninguém.
Alguém aqui quer alguém.
Mas o melhor das minhas recordações
são as emoções
que senti,
que sentia
e que sentirei.
São momentos únicos
por mim vividos,
por mim sentidos,
por mim absorvidos
de uma forma mágica,
de uma forma trágica.