E há quem diga que eu não seja psicólogo. Vocês acreditam?
Pois é, nem eu.
Resolvi atender o Salum, afinal ele anda falando muito em mudanças: mudanças para os outros e mudanças na vida dele mesmo.
Novos projetos, sem data de validade; novos planos; novas pessoas; novas mudanças.
Apesar de ele ser muito convicto em mudanças, anda se questionando quanto a algumas.
Hã? Você quer saber o que eu acho dos seus questionamentos?
Eu pensava, às vezes sim, que já estava muito velho para mudar. Mas não foi uma nem duas vezes que ouvi meu avô dizer que nunca é tarde, que “QUEM QUER MUDA”, tanto que ele foi estudar aos 80 anos e é nome de turma!
Depois disso, a frase “QUEM QUER MUDA” é algo diário, e QUERO MUDAR ATÉ O FIM DOS MEUS DIAS.
MUDAR não é deixar de ter a sua personalidade; MUDAR é ter a consciência de que o mundo está em eterna mutação e que podemos ser melhores.
Vi um vídeo que falava de mudanças em várias fases da vida e só tive mais certeza de tudo que vi e de que nunca é tarde para recomeçar.
Aos 24 anos, eu me casei.
Aos 35 anos, tinha 3 filhos.
Aos 36 anos, descobri que sentimento não tem sexo e que isso é muito bom.
Comecei duas faculdades e não dei fim nelas, mas aos 38 anos me formei em Marketing com MBA — num ano só, as duas coisas.
Aos 38 anos também lancei meu livro de poemas, e olha que muita gente se espantou; cheguei a ouvir: “Você? Um escritor?” Sim, eu!!!
Aos 39 anos já tinha filhos, plantado uma árvore e escrito um livro. Posso morrer? Que nada, tem muita coisa ainda para se fazer!
Sempre quis fazer teatro, mas só aconteceu aos 42 anos, e em pouco tempo me surpreendi comigo mesmo — que o digam a “Justiça”, um personagem que o meu diretor escreveu para mim.
Inglês? Eu sempre detestei; passei na escola graças à “ajuda” do amigo Frederico. Mas por que não aprender agora? Aos 45? Afinal, se você quer casar com um diplomata… vai precisar… mas isso também já se foi por água abaixo.
Malhar sempre foi um castigo, mas estou precisando.
Aos 45, ainda mandei o preconceito de várias pessoas à ¿$?%!¡ e voltei sim a namorar alguém bem mais novo que eu — quase 20 anos, rsrsrsrsrs…
Aos 46, transformei o Blog do Camaleão em site, escrevia para outro e rascunhando o segundo livro em parceria com Marta Albuquerque, que não saiu do rascunho.
Aos 47, resolvi cursar Design de Interiores; aos 48, fui avô pela primeira vez; aos 51, o site foi perdido e eu desisti de publicar os textos; aos 52, fui avô pela segunda vez; e assim foi seguindo.
Com 52, resolvi criar um novo site e republicar tudo; aos 53, perdi um grande amor. Agora chega — não que não queira muito mais, é que ainda estou nos 54.
São poucas as mudanças que aqui descrevi, mas são muitas as que fazem parte diária da minha vida. Então, não se limite; não coloque validade nos seus sonhos. Eles têm que existir, e você é que tem que correr atrás. E quando alcançar esse, crie outro, e outro, e outro, e outro…
Não tenha medo das escolhas, nem mesmo que elas sejam as erradas; no momento, pode ter sido a certa. Não tenha medo de querer e depois desistir, de mudar a escolha, de conhecer gente nova e eliminar outras mais antigas. O importante é não estar na inércia e mudar sempre. Tudo muda; mude sem medo. Mude porque você quer melhorar, porque você quer acrescentar, porque você é diferente da grande maioria.
Mude porque você quer mudar, afinal… QUEM QUER MUDA. E não ligue para o que os outros vão achar; as mudanças são suas.
Viu, e dizem ainda por aí que eu não sou psicólogo!