#NOMEUCONSULTORIO 67 – SABE QUANDO VOCÊ NÃO QUER NINGUÉM, QUANDO VOCÊ SE BASTA E ESTÁ FELIZ SOLTEIRO? ENTÃO, É UM ESTADO DE GRAÇA, ATÉ QUE APARECE ALGUÉM PARA BAGUNÇAR TUDO ISSO, E A PESSOA NEM SE ENCAIXA NAS SUAS PERSPECTIVAS, ENTÃO, ESSE CARA É O #FULANODETAL.

 

 

E há quem diga que eu não seja psicólogo. Vocês acreditam?
Pois é, nem eu.

Solteiro convicto. Que delícia quando chegamos a este ponto, é quase um ponto G masculino. Ponto G masculino?
Sim, digo isso porque atendi Anthony hoje, uma pessoa que está solteira há um tempão, mas ele chegou a um ponto que abriu mão das… vadiagens de solteiro e está realizado consigo mesmo.

Ele inicia a conversa falando disso, da sua realização, e logo diz:
— Mas… (o silêncio toma conta da sala) meu coração andou aprontando.

Sabe quando você passa aquele tempão solteiro?
Quando falo “aquele tempão”, não vou definir datas, mas sim… sentimentos.
Quando você chega naquele ponto em que você se basta, que você levanta pela manhã, se olha no espelho, dá um largo sorriso e diz: “Bom dia, bonito.” É assim que eu estava — diz Anthony —, até conhecer Gilberto.

Anthony, este é o ápice do estar solteiro. Você tem as certezas de que se ama, de que não precisa de ninguém para ser feliz, você consegue ser feliz consigo mesmo.
Esta sensação é maravilhosa, é a sensação do amor próprio, e isso faz muito bem ao seu ego, à sua vida, aos seus sentimentos, que com certeza há pouco tempo passaram por um turbilhão e que sangraram muito, mas o bom e velho tempo os curou e aí está você, pronto para ser feliz… sozinho.

Quando se está assim, a gente abre mão de muitas coisas, como o sexo por sexo, que muitas vezes se torna uma necessidade diária; abre mão de estar postando que está solteiro, ou que está neste ou naquele lugar. Você está bem, está leve, feliz e realizado. Mas daí…
Daí aparece alguém que, de cara, você sente que o coração deu aquela batida mais forte e mais compassada. À primeira vista, você acha que é só mais uma carinha bonitinha, ou um corpinho bonito, ou uma barba. Enfim, você acha algo para ser a desculpa.
E você olha de novo, e de novo, e de novo, e quando percebe está com aquela sensação de borboletas no estômago. Você chega a pensar: “Ih, ferrou”. Mas no mesmo instante pensa que isso é só o momento.

Os dias passam e você se pega pensando naquele alguém e até já chega a se perguntar se está sentindo algo. E, meu amigo, quando você se faz essa pergunta, a resposta é mais que positiva.
Então você dá um jeito de conhecer o fulano de tal, afinal, hoje em dia isso é fácil. Acha interessante, de cara nota que vocês têm mais diferenças do que coisas que os tornam iguais, mas, afinal, quem disse que os iguais dão certo? Eu ainda defendo que os opostos se atraem.
Você acaba até enaltecendo algumas diferenças, afinal, esta vida de casado consigo mesmo está tão boa, tão calma. Mas as diferenças não conseguem fazer você parar de pensar nas poucas — poucas mesmo — coisas que te prendem e não te deixam esquecer o fulano.

Saber o que é isso? É o sábio coração se manifestando. Vocês podem estar pensando: “Sábio? Mas pode me enfiar em uma encrenca, em uma desilusão”. E daí? Quem disse que tudo tem que ser eterno? Tem que ser eterno enquanto dure.
Quando o coração se manifesta, é porque tem sempre algo de positivo nisso, e você vai deixar isso passar? Vai deixar de experimentar e acreditar nisso para continuar no “solteiro, mas feliz”??

Quando o coração se manifesta, é o resultado do corpo todo. É porque o corpo quer, a cabeça quer, o desejo quer. É porque o fulano de tal faz a diferença entre tudo e todos que estavam passando por você. É porque o fulano de tal fez a pele do seu saco escrotal mudar de cor. É porque, mesmo sem você saber… existe química. E nessas horas, acredite, vale a pena se jogar. Vale a pena enumerar todas as diferenças e começar a ajustar uma a uma, porque depois elas serão apenas um detalhe. Quando as bocas se encontrarem, as mãos se tocarem, o corpo sentir o calor do outro e o gozo for algo pleno, você vai entender por que o coração bate diferente, por que você, fulano de tal, é diferente de todos.

Viu? E dizem ainda por aí que eu não sou psicólogo!

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