Escrever é bom? É sim.
Posso dizer que escrever chega a ser uma diversão, uma terapia para quem o faz.
Mas essa diversão às vezes nos coloca em várias saias justas, em mal-entendidos, em confusões.
Por quê? Hahahahahaha… quem escreve sabe do que estou falando.
A grande maioria das pessoas que nos leem levam aquelas palavras a ferro e fogo — sim, como se aquilo fosse o que somos, como somos, quem somos, como fazemos e como não fazemos. E não é assim. Quem escreve precisa de algo, na maior parte das vezes irreal, para sua inspiração, para que as coisas fluam.
Às vezes, o foco é real, é como pensamos, mas no decorrer do texto, muitos caminhos são abertos e nem todos são reais.
Posso escrever que vi fulano com uma camisa vermelha linda — isso não quer dizer que eu goste de vermelho ou que vá usar.
Posso escrever que vi alguém na rua e o imaginei nu na minha cama — isso pode até ser verdade, mas até ele estar nu na minha cama são outros quinhentos… se bem que, dependendo de quem seja, a gente até tenta… hahahahaha… pronto, já vou ser julgado por isso, hahahahahahaha…
Mas é verdade. Esse texto veio à tona porque uma amiga escreveu um texto erótico e postou no blog. Muitas pessoas, principalmente as que a conhecem, a julgaram, questionaram a posição dela na sociedade, na família, etc… etc… etc… aquela listinha de coisas hipócritas que a “sociedade” tem — enfim, muitas dessas não só pensam como fazem o que ela escreveu, mas estavam crucificando.
Para escrever, basta pensar e deixar sua criatividade — eu disse criatividade, não vontade — voar solta. E é assim que acontecem as grandes histórias, poemas e crônicas.
Uma dica? Sempre que for ler, lembre-se de que, se aquilo não é uma “História” ou uma biografia autorizada — pois as não autorizadas têm muita mentira — enfim, se aquilo não for um nem outro, é um texto para você se deliciar, se divertir, rir, chorar, imaginar e relaxar.
Apesar de ninguém ter esse direito, julguem-nos, mas não pelo que escrevemos — e sim pelos nossos atos.