É tudo branco.
As belas cores sumiram.
Não sei explicar o que sinto.
Se o branco é absoluto,
ele tem sua beleza,
tem também sua nobreza.
Mas de muito branco
pode-se perder o encanto.
Com a palheta nas mãos,
procuro uma cor escolher
para poder completar
o vazio do branco
que vem me atormentar.
Entre todas elas, escolho o preto,
pois com o branco se completa.
São positivo e negativo
em todos os sentidos.
Um completa o outro —
são velhos amigos,
os dois unidos.