CORAGEM

O texto fala sobre um menino que sempre hesitava por excesso de medo — de errar, de cair, de não ser suficiente. Enquanto outros tentavam, ele calculava. Mas chegou um momento em que a vida não aceitou mais adiamento: a guerra não estava do lado de fora, mas dentro dele, e ninguém podia lutar por ele.

Coragem, para ele, não veio como impulso heroico, mas como uma decisão silenciosa: escolher ir mesmo com medo, aceitar o risco de falhar para não carregar a certeza de não ter vivido. E ele não estava sozinho: havia uma presença firme e constante disposta a caminhar ao lado, segurar quando preciso e lembrar que desistir também é escolha — e quase nunca a melhor.

No fim, coragem nunca foi sobre não ter medo — foi sobre decidir que, apesar dele, era hora de seguir.

DIA DO BEIJO

O poema celebra o beijo como encontro de almas e corpos — um gesto que é ao mesmo tempo posse e partilha (“meu” e “seu”). Cada verso explora a dança dos lábios que se procuram, se tocam e se provocam, num misto de desejo, ternura e cumplicidade.

O beijo é descrito como manso e atrevido, que guarda segredos de amor e faz o mundo silenciar. No fim, tudo o que resta é a fusão de dois num só instante: “só existe você e eu”.

CADÊ VOCÊ?

A busca acontece em um espaço vazio e silencioso — corredor, portas, janelas. Quem procura sente falta de alguém que ao mesmo tempo se esconde e provoca, misturando desejo e irritação. No fim, o tom muda: o desejo se revela num gesto leve e brincalhão, como um bocejo ou um gracejo.

O NOVO OU O VELHO?

O poema contrapõe o novo e o velho. O novo atrai pelo glamour, pela expectativa e pelo desejo de perfeição. O velho conquista pelo charme da história vivida, pelas experiências acumuladas — e, ao final, revela-se o preferido: o eu lírico lista com afeto seus pertences envelhecidos, destacando que o velho tem vivência e memória, enquanto o novo nada sabe, nada tem.

AH… NÃO CHORA…

Um consolo amoroso. Quem fala se oferece como abrigo, força e beleza para o outro, pedindo que não chore e lembrando a promessa feita.O eu lírico consola alguém que está chorando, afirmando que está ao seu lado para amparar, acariciar, abraçar e cuidar. Declara-se como porto seguro, força e beleza para a pessoa amada. No final, lembra uma promessa feita e reafirma que seu amor pertence a ela, pedindo mais uma vez que não chore.

NA MINHA VARANDA

O eu lírico imagina sua velhice, sentado na varanda em tardes de verão. A chuva chega e ele fecha os olhos para recordar os momentos vividos com alguém especial. No final, chama por “Jakutinga” e pergunta por onde essa pessoa anda, revelando saudade e distância.

EU TE DESEJO

O poema repete “Eu te desejo…” seguido de várias palavras que rimam com “desejo” (poejo, cortejo, vilarejo, etc.). A repetição esvazia o sentido do desejo, transformando-o em algo mecânico, disperso e até irônico.

NOTA 71

O texto fala sobre a diferença entre como nos vemos e como os outros nos percebem. Aquilo que dentro da nossa cabeça parece coerente, sincero ou admirável pode soar, do lado de fora, como falta de cuidado, arrogância ou falta de noção.

O que chamamos de sinceridade pode ser visto como falta de tato; o que vemos como atitude pode ser interpretado como arrogância. O problema não está nos outros, mas na dificuldade de questionar a própria versão dos fatos.

Pensar sobre isso não é fraqueza — é maturidade.

VERBO AMAR

O poema mostra que há três formas de “amar”:

Eu amo — é a declaração, o que se diz, mas pode ser só palavras.

Estar amando — é a ação contínua, o sentimento vivido no presente, que nem sempre acontece.

Que eu ame — é a possibilidade, o desejo, aquilo que ainda não se concretizou.

No fim, o poema revela que declarar amor não significa vivê-lo, e vivê-lo não significa que ele seja real ou duradouro.

NOTA 70

O texto afirma que o sofrimento, na maioria das vezes, é criado pela mente, não pela realidade. Ao antecipar problemas e criar cenários imaginários, acabamos sofrendo por situações que ainda não aconteceram. O futuro, que deveria representar possibilidades, transforma-se em medo. A solução está em desacelerar os pensamentos e focar no presente, pois a realidade tende a ser mais leve do que a imaginação nos faz acreditar.

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