ME INCOMODA

Em resposta ao amigo Mel, o autor lista o que o incomoda: principalmente o atraso e a lerdeza das pessoas (que ele assume como um “karma” pessoal), a indiferença social, sua própria covardia e os “chefes” arrogantes que desvalorizam subordinados. Também critica quem trata os outros como meros contatos virtuais, ignorando-os na vida real.

No entanto, a reflexão final revela uma virada: o que realmente o incomoda é ele mesmo — sua dificuldade em aceitar as coisas como são. Ele percebe que o verdadeiro incômodo é incomodar-se, e que a felicidade estaria em simplesmente deixar ser.

ENCANTO

Um poema sobre desejar que o encanto que se transmite ao outro nunca se torne motivo de pranto, espanto ou excesso, mas sim de alegria, luz e equilíbrio.

O eu lírico pede que esse encanto traga apenas coisas boas e leves, que some sem nunca subtrair, e que possa ser usado para construir algo bonito. A ideia final é transformar esse encanto em um “canto” — uma melodia harmoniosa e compartilhada, onde entre dois, tudo possa ser bom.

Uma reflexão solitária sobre o paradoxo de tornar outros felizes e, no fim, ser deixado para trás. O eu lírico questiona por que as pessoas que ama estão sempre distantes ou o abandonam, e se seu propósito seria justamente amar, aproximar, fazer feliz… e depois seguir só.

Há um tom de melancolia e resignação: após ensinar e dar amor, ele se vê esquecido, enquanto os outros seguem amando. O poema encerra com uma pergunta dolorida sobre se sua jornada será sempre esta — uma caminhada solitária após semear a felicidade alheia.

EU TÔ AÍ.

Um poema que transmite uma presença intensa e sensorial, mesmo na ausência física. O eu lírico afirma que, embora esteja saindo, sua alma permanece ao lado do amado, sentindo cada detalhe: a respiração, a pele, o calor, o desejo, o cheiro.

A conexão é descrita como mútua e tranquilizadora — ambos sabem que desejam estar juntos. É uma declaração de amor que ultrapassa a distância, mantendo vivos o toque, o abraço, o beijo e o amor desejado.

SER ÚNICO

A mensagem defende que cada pessoa é um ser único e que a chave para a felicidade está em respeitar essa singularidade. Ao aceitar os outros como são — com qualidades e defeitos —, criamos relações genuínas e afetuosas.

A essência importa mais que a aparência: o que vale é o que temos dentro da alma e do coração. Como ninguém é perfeito, o texto questiona o direito de julgar o outro e conclui com um desejo de aceitação incondicional: “Quero você do jeito que você é”.

E EU CANTO PARA VOCÊ

Uma declaração de amor dedicada e ansiosa, que afirma que o sentimento sempre existiu — “só faltava você chegar”. O eu lírico descreve a intensidade de seu amor e desejo, com imagens sensoriais (perfume, gosto da boca) que expressam o anseio físico e afetivo.

A luz do amado é apresentada como guia e iluminação, e o coração confirma que “igual a ti não tem ninguém”. É um canto de entrega total, expectativa e celebração do encontro finalmente concretizado.

NOTA 10

A reflexão parte da ideia de que “um instante é pouco para aproveitar e muito para perder” e questiona quanto tempo desperdiçamos preocupados com o futuro, deixando de viver o presente.

A mensagem central é um lembrete urgente: só temos garantia do hoje. Portanto, devemos cuidar do que temos e de quem está ao nosso lado agora, pois o amanhã é incerto e pode não mais nos pertencer.

NÃO TENHO TEMPO PARA TE ENSINAR A AMAR

Este é um poema de despedida e autoafirmação. O eu lírico dirige-se a alguém que sente apenas “distância” e não consegue amar de forma plena e recíproca. Ele declara que não tem tempo para ensinar o outro a amar, a dar atenção e respeito, pois sua vida segue em frente, na luta por algo verdadeiro.

Em contraste, ele descreve o que busca: uma outra metade que o complete, não pela perfeição ou beleza, mas por ser companheira, cúmplice, surpreendente e capaz de oferecer atenção e carinho genuínos no cotidiano — algo que a pessoa a quem se dirige não foi. É um texto sobre reconhecer o próprio valor e seguir em busca de um amor que some, e não que subtraia.

PELOS TEUS OLHOS

O poema descreve a observação profunda e afetuosa de alguém que vê a pessoa amada relaxando na água. O eu lírico expressa o desejo de entrar nos olhos do outro para ver os mundos, memórias e emoções que eles guardam — especialmente a tristeza que percebe em sua expressão.

É um convite silencioso para compartilhar o universo interior do amado, seguindo seus pensamentos e encontrando seu “eu” mais íntimo. O poema termina com o anseio de permanecer sempre nesse lugar privilegiado de conexão: dentro do olhar do outro.

#NOMEUCONSULTORIO 67 – SABE QUANDO VOCÊ NÃO QUER NINGUÉM, QUANDO VOCÊ SE BASTA E ESTÁ FELIZ SOLTEIRO? ENTÃO, É UM ESTADO DE GRAÇA, ATÉ QUE APARECE ALGUÉM PARA BAGUNÇAR TUDO ISSO, E A PESSOA NEM SE ENCAIXA NAS SUAS PERSPECTIVAS, ENTÃO, ESSE CARA É O #FULANODETAL.

O ápice da solteirice não é a carência, mas a plenitude conquistada. É quando você se basta, se ama e está realizado sozinho. É o “ponto G” do amor-próprio.

Só que, ironicamente, é justamente nesse estado de completa autossuficiência que o coração pode “aprontar” de forma mais intensa e genuína. Quando aparece alguém que causa aquele choque químico, aquele frio na barriga que não se ignora, não é um sinal de fraqueza, mas de força.

É o corpo e a alma sinalizando algo qualitativamente diferente. Quem está pleno sozinho não busca alguém por necessidade, mas por escolha. A beleza está em se arriscar sem a pressão da eternidade, vivendo um amor “enquanto durar”, com a segurança de que, se acabar, você não perde seu valor — porque já era completo antes.

É o momento de maior poder para amar: quando você realmente não precisa, mas pode querer.

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