FLORBELA ESPANCA

Um poema inspirado em Florbela Espanca que celebra o amor recíproco e ativo. Ele contrapõe a dor de amar sozinho à beleza de um amor compartilhado, onde dois se tornam um — “nem um, nem dois, só uma cama”.
A mensagem é um chamado para transformar o amor em luta ativa, onde dar e receber se equilibram, levando à felicidade plena.
IGUAIS E DIFERENTES

O texto reflete sobre a dualidade humana: todos somos iguais na essência (alma, sentimentos), mas diferentes em características físicas, crenças e identidades. O autor questiona por que é tão difícil respeitar o outro quando as diferenças nos desafiam, e defende que a verdadeira igualdade está em reconhecermos nossa humanidade comum.
A riqueza da convivência está justamente em aceitar e aprender com as diferenças, sem exigir que o outro seja igual a nós em tudo. A beleza do ser humano está em ser, ao mesmo tempo, igual e diferente — e é nessa diversidade que a vida ganha sentido.
ON WHITE

Um sonho lúcido sobre um encontro íntimo e cultural. A cena se passa em um café, onde línguas diferentes (português, inglês) se fundem no clima envolvente. A atração é física (“língua e boca quente”, “corpo profundo”) e emocional, retratando o amado como um “pequeno gigante” de passos errantes, cuja presença é constante e cuja conexão transcende fronteiras, unindo os amantes além do mundo percorrido.
OS 7 PECADOS CAPITAIS

O poema subverte o conceito tradicional dos sete pecados capitais, transformando cada um em um ingrediente de paixão e desejo dentro de uma relação intensa. O eu lírico deseja libertar o “animal” interior e usar os “pecados” do outro — como a ira, a gula, a inveja, o orgulho, a avareza, a preguiça e a luxúria — como combustível para versos, loucuras, cumplicidade, atenção, entregas corporais e êxtase sexual.
A visão é de uma comunhão transgressora, onde os vícios se tornam expressão de um amor arrebatador, carnal e eternamente fascinado.
PARIS…PARIS…PARIS…

Um poema que captura o encantamento e a nostalgia vividos em Paris. O eu lírico descreve a cidade em suas “tardes gris” (cinzentas), suas luzes, aromas e o clima de paixão que flutua no ar, onde as pessoas se misturam e se enamoram.
No entanto, mesmo imerso nessa beleza, surge a saudade do Brasil. O poema termina com a promessa de um retorno futuro, não apenas para rever, mas para ficar e viver definitivamente na cidade-luz, unindo o amor pelos dois lugares..
O MURO

A morte não é o fim, mas o começo da imortalidade da alma. Enquanto o corpo humano é uma prisão terrena e grosseira, a alma anseia pelo absoluto e pela luz eterna do mundo espiritual invisível.
A morte é apenas uma troca de vestes: a alma abandona a “sombra” do corpo físico para vestir a “luz” da eternidade. Cada transição torna a alma mais luminosa e próxima de Deus. Portanto, a partida de um ente querido não é uma desgraça, mas sua libertação para a Grande Viagem no infinito.
FELICIDADE?

Este breve poema, “FELICIDADE?”, é um momento de insight e autoavaliação crítica. O eu lírico confronta a contradição entre o que ele sabe ser verdade e o que ele pratica.
Aqui está a essência da sua mensagem:
O poema parte de um ensinamento já conhecido: a felicidade é uma escolha e uma responsabilidade pessoal (“só nós podemos viver, só nós podemos querer”). No entanto, o próprio eu lírico se flagra repetindo um padrão antigo: sacrificar a própria felicidade em busca da felicidade de outra pessoa.
Ele se vê “mais uma vez no perder”, tentando “obter” ou “fazer” a felicidade alheia, algo que ele já sabe ser uma tarefa impossível e autodestrutiva.
A conclusão é uma lição aprendida pela experiência, um lembrete urgente consigo mesmo: “Não deixe a sua felicidade pela felicidade de ninguém”. É um aviso sobre os perigos do altruísmo excessivo e a importância de preservar o próprio bem-estar emocional. O poema, portanto, é sobre reconhecer um erro cíclico e firmar um propósito de mudança para quebrar esse padrão.
SEU OLHAR TRISTE

Um poema dirigido a alguém de “olhar triste” e “bom coração”, que sofre imerso em suas cores vivas e mágicas. O eu lírico questiona a origem da dor (uma perda, promessa ou paixão) e a exorta a erguer os olhos, buscar força nos arcanjos e libertar-se da tristeza. A razão final é revelada: a alegria daquela pessoa é vital, pois contagia e alimenta a alma, o coração e a magia de quem a observa. É um apelo pela restauração de uma luz compartilhada.
FACES DO AMOR

O texto descreve as múltiplas faces do amor — desde o amor familiar e de amizade até aquele que nasce dentro de nós e só faz sentido quando encontramos a “outra parte”.
A declaração principal é um amor incondicional: amar o outro exatamente como ele é, com qualidades e defeitos, acertos e erros, loucuras e responsabilidades.
O amor, aqui, não busca mudar, mas aceitar e celebrar a essência única do ser amado: “Amo você porque você é você!”.
#NOMEUCONSULTORIO 65 – MAS E QUANTO AOS QUE FORAM APENAS SEXO POR SEXO? PODEMOS SER AMIGOS?

Este texto, escrito em um tom de conversa íntima e reflexiva, aborda a complexa questão de manter ou não contato após um relacionamento ou encontro sexual.
Eis um resumo dos principais pontos e argumentos:
Tese Central: O autor é favorável a manter contato e uma possível amizade pós-relação, desde que o término tenha sido pacífico e sem grandes traumas. Ele acredita que a afinidade que levou ao encontro inicial pode se transformar em algo positivo, mesmo que não seja mais romântico.
Argumentos a Favor do Contato:
Afinidade Preexistente: Se houve atração ou conexão, essa base pode sustentar uma amizade.
Intimidade e História Compartilhada: O conhecimento profundo que as pessoas adquirem em um relacionamento pode ser a base de uma amizade forte e compreensiva.
Oportunidade de Recomeço (para alguns casos): Em situações de “sexo por sexo”, se foi bom, o contato pode levar a novos encontros casuais sem compromisso (o que ele chama de P.A. ou C.A.).
Reconhecimento das Complexidades e Obstáculos:
O Outro Lado Nem Sempre Quer: Muitas pessoas (como os ex do autor) não desejam amizade, usando frases como “Se ex fosse bom, seria atual”.
Comportamentos Ambíguos: O texto aponta a contradição de quem corta o contato direto mas continua seguindo a vida do outro nas redes sociais, sugerindo que pode haver sentimentos mal resolvidos ou uma “defesa” contra algo que ainda dói.
Descarte e Frieza: Reconhece que o mundo não é só emoção; muitas pessoas são “calculistas” e veem os outros como “descartáveis”.
Conselho Pragmático (para encontros casuais): Para os casos de “apenas sexo”, a recomendação é clara: mantenha contato apenas se o sexo foi realmente bom. Para os ruins, a sugestão é deletar e seguir em frente.
Conclusão Reflexiva: O texto não dá uma resposta única, mas convida à reflexão. Cada caso é um caso, e a decisão depende dos sentimentos de ambos os lados. O autor admite seu próprio viés romântico e “coração mole”, enquanto reconhece que nem todos funcionam dessa forma.
Em essência, o texto explora o desejo humano de preservar conexões valiosas, mesmo após mudanças na sua natureza, ao mesmo tempo que reconhece, com humor e realismo, as defesas emocionais e a complexidade dos sentimentos que tornam essa preservação tão desafiadora.