OWWW ME LEVA

O poema é um pedido intenso e afetivo de entrega e proximidade. O eu lírico clama para ser levado nos braços do outro, sentir seu calor, seu abraço, sua pele — ao mesmo tempo humana e profana.
Há um desejo de se perder nesse “emaranhado” de corpos e sentimentos, embalado no colo do amado, mergulhando no prazer que a vida oferece. É um convite à fusão sensual e emocional, repetido num apelo que é quase súplica: “Owwwwwwww me leva…”.
UMA PEÇA CHAMADA VIDA

O texto narra uma experiência simbólica: assistir a uma peça de teatro em que o ator principal era ele mesmo, e o tema era a felicidade. Durante o monólogo, compreendeu que só ele pode ser feliz por si mesmo — que sua felicidade depende apenas de si.
No fim, os aplausos vieram de uma única pessoa: ele próprio. A mensagem central é que não devemos buscar validação externa, mas sim nos aplaudirmos por nossa própria jornada. A felicidade é uma conquista pessoal e intransferível.
DEIXOU SÓ A DOR NO MEU CORAÇÃO…

O poema reflete sobre um amor intenso e profundo, construído na alma — entre carne e sentimento — que trouxe segurança, afeto e a sensação de plenitude. A figura amada é descrita em camadas: no corpo, o “J” da juventude aliado à maturidade do “H” de homem disposto a se casar.
Há também a lembrança do que esse amor representou no passado: foi encontro, valorização, surpresa e criação. Mas tudo isso, no fim, só deixou dor no coração — um amor que se viveu intensamente, mas cujo saldo final foi a saudade e o vazio.
NOTA 55

Muitas pessoas querem ao lado alguém incrível — presente, leal, que ouça, apoie e ame de verdade. Mas poucas param para refletir que, para atrair alguém assim, também é preciso ser incrível.
Espera-se atenção, respeito e lealdade, mas nem sempre se está disposto a oferecer o mesmo. Relações verdadeiras não se sustentam só de expectativa — exigem troca, reciprocidade e esforço dos dois lados.
No fim, não basta procurar alguém extraordinário: é preciso também se tornar alguém que valha a pena encontrar.
COM VOCÊ

O poema descreve a plenitude de um amor compartilhado em todas as suas camadas. Com o outro, o eu lírico sente segurança, leveza, alegria e aconchego. Percebe também as fragilidades — a braveza que esconde um tesouro, os medos, as dificuldades — e, em tudo, enxerga um companheiro de jornada.
A relação é um apoio mútuo: os desafios se tornam oportunidades de crescimento, e as imperfeições revelam proteção e afeto. No fim, a vitória não está nas quedas evitadas, mas em seguir junto com quem se adora, rumo à mesma direção.
NOTA 54

O texto defende que qualidade supera quantidade em todas as áreas da vida. Não se trata de ter muito, mas de ter o que realmente faz sentido.
Uma escolha consciente vale mais que várias impulsivas; uma amizade verdadeira vale mais que dezenas de contatos vazios. O mesmo vale para relações, oportunidades e palavras.
No fim, o que importa não é o volume do que acumulamos, mas o valor, a verdade e o significado do que escolhemos cultivar e viver.
É DE ALGUÉM

O poema mistura a leveza do imaginário infantil com a força de um amor verdadeiro e maduro. O eu lírico deseja um mundo de brincadeiras, casinhas e fantasia, onde pode explorar, cair, chorar, mas sempre abraçar e seguir junto — porque o afeto é o que sustenta tudo.
Apesar da atmosfera lúdica, há uma declaração séria: esse amor não é fantasia. É puro, real e pertence a alguém — é “de alguém”, com toda a intensidade e verdade que essa posse afetiva carrega.
JAKUTINGO

O poema brinca com o conceito de ser um JakuTingo — uma espécie de identidade lúdica e cheia de camadas. O batizado é leve e prazeroso, mas a aceitação envolve tempo, conversa e até “lagartão e camaleão” (trocadilho com o autor Salum).
Os deveres incluem prazeres e menos “eles”, mais “elas”. Os direitos são liberdade, igualdade, amizade — sem limites de idade. As vantagens misturam aventura, malandragem e cenários diversos (garagens, pastagens).
No fim, ser JakuTingo é estar num movimento constante de rir, curtir, ir e vir — sem definição rígida, só fluindo.
NOTA 53

Mudar de opinião é parte do crescimento e da maturidade — rever ideias, aprender e enxergar o mundo com novos olhos demonstra evolução. Ninguém deve se prender a uma opinião por orgulho.
Porém, há diferença entre mudar de opinião e abandonar princípios. Opiniões podem e devem evoluir com o tempo e o conhecimento. Já os princípios são a base do caráter — aquilo que sustenta sua essência.
Permita-se aprender e ajustar suas ideias, mas nunca abra mão dos seus valores. Eles são o que mantém sua identidade firme em meio às transformações da vida.
A VIDA NÃO ESPERA

O texto é um lembrete direto de que a vida não para enquanto processamos nossas dores. Enquanto nos prendemos a decepções, mágoas ou tristezas, oportunidades e momentos bons podem passar despercebidos.
A mensagem central é: levante-se e siga em frente. A cicatriz fecha com o movimento, não com a paralisia. Remoer o que machuca só desperdiça energia e nos afasta do que ainda pode vir.
A vida não espera — e quem escolhe sorrir e continuar não se deixa derrubar.