COMO SE SENTE?

O texto é uma reflexão poética sobre a natureza complexa e indomável dos sentimentos humanos. Ele propõe que, apesar da maturidade e experiência acumulada com a idade, continuamos essencialmente despreparados diante da intensidade das emoções.
O eu lírico descreve uma busca incessante por respostas para sentimentos que não conseguimos definir, compreender ou controlar. Existe uma ilusão de domínio, que se desfaz completamente quando nos confrontamos diretamente com a força avassaladora de uma emoção profunda. Nesse momento, somos reduzidos à vulnerabilidade e à ingenuidade de uma criança, chorando e reconhecendo nossa limitação como “meros mortais”.
A conclusão aponta para uma contradição fundamental da condição humana: somos seres capazes de amar e sentir com grande intensidade, mas permanecemos, de uma forma quase inocente, sem compreender verdadeiramente a natureza desses sentimentos que nos movem e nos definem.
QUANDO A TRISTEZA VEM…

O texto é um lembrete direto e prático: a vida não para quando estamos tristes, machucados ou decepcionados. Enquanto nos prendemos a dores e energias negativas, perdemos oportunidades e momentos bons que continuam acontecendo ao nosso redor.
A mensagem central é: Levante-se, siga em frente e não desperdice tempo ou energia alimentando sofrimentos. Cicatrizes fecham com o movimento, e o sorriso é uma escolha necessária diante da vida que nunca espera por ninguém.
METAMORFOSE AMBULANTE

O texto usa a metáfora da metamorfose da lagarta em borboleta para falar sobre transformação pessoal, humildade e resistência. Ele convida o leitor a voar com a leveza e liberdade de quem alcançou seu potencial, mas sem esquecer as raízes difíceis de quando ainda “rastejava” — enfrentando pedras, espinhos e limitações.
A mensagem central é viver com consciência das duas fases: honrar a essência da lagarta (humildade, simplicidade, força) enquanto se desfruta a beleza e a mobilidade da borboleta. A vida é uma eterna metamorfose, cheia de riscos, quedas e perigos, mas também de possibilidades de renascimento e inspiração para os outros.
O texto encerra com um chamado à ação:
Imagine, seja, viva, pratique, surpreenda, invente, transforme — sem nunca esquecer de onde veio e quantos não conseguiram completar a própria transformação.
IGUAIS E DIFERENTES

O texto reflete sobre a dualidade humana: todos somos iguais na essência (alma, sentimentos), mas diferentes em características físicas, crenças e identidades. O autor questiona por que é tão difícil respeitar o outro quando as diferenças nos desafiam, e defende que a verdadeira igualdade está em reconhecermos nossa humanidade comum.
A riqueza da convivência está justamente em aceitar e aprender com as diferenças, sem exigir que o outro seja igual a nós em tudo. A beleza do ser humano está em ser, ao mesmo tempo, igual e diferente — e é nessa diversidade que a vida ganha sentido.
O MURO

A morte não é o fim, mas o começo da imortalidade da alma. Enquanto o corpo humano é uma prisão terrena e grosseira, a alma anseia pelo absoluto e pela luz eterna do mundo espiritual invisível.
A morte é apenas uma troca de vestes: a alma abandona a “sombra” do corpo físico para vestir a “luz” da eternidade. Cada transição torna a alma mais luminosa e próxima de Deus. Portanto, a partida de um ente querido não é uma desgraça, mas sua libertação para a Grande Viagem no infinito.
SYLVAIN NORGET – TERAPIA DE CONFRONTO

Este texto apresenta o projeto artístico do fotógrafo francês Sylvain Norget, intitulado “O Projeto do Coelho Nu”.
Eis um resumo dos pontos principais:
A Técnica: O projeto é uma “terapia de confronto”, onde o artista se transforma no próprio objeto de seu medo para superá-lo. Neste caso, o seu pavor eram coelhos albinos.
A Obra: Norget se fotografou por anos, nu, usando uma máscara bizarra de coelho em diversas situações inusitadas, criando uma série de imagens homoeróticas.
O Objetivo: O texto defende que a nudez foi usada com sensualidade, bom humor e bom gosto para transformar algo perturbador (o medo) em arte. A intenção era enfrentar e personificar a fobia.
O Resultado: As 180 fotos se tornaram um livro, lançado na França em 2009. O texto conclui com um toque de humor, questionando se o artista realmente superou seu medo, mas brinca que “muita gente não teria o menor medo ‘deste coelhinho'”.
Em essência, o texto defende que a arte pode usar a nudez e o incomum de forma inteligente e criativa para explorar e confrontar os medos mais profundos.
FALANDO DE PROMISCUIDADE

Este texto é uma reflexão crítica e contundente sobre o termo “promiscuidade”. O autor desmonta o conceito, expondo seus vieses morais e hipocrisias sociais.
Em essência, o texto é um manifesto pela liberdade sexual sem julgamentos, defendendo que a forma como cada um vive sua sexualidade — desde que seja consensual e responsável — é uma decisão pessoal e não um indicador de caráter ou moral.
PAIXÃO E ENCANTAMENTO

O autor faz uma reflexão pessoal e crítica sobre a paixão, contrastando-a com um sentimento mais tranquilo que ele chama de encantamento.
Pontos principais:
Rejeição da Paixão: O autor declara ter “abolido” a paixão de sua vida, por associá-la a experiências dolorosas, angustiantes e que sempre terminaram em sofrimento.
A Paixão como uma Ilusão Perigosa: Ele descreve a paixão como um estado cegante e obsessivo, caracterizado por comportamentos considerados “idiotas” (como silêncios prolongados ao telefone), angústia na separação e uma visão idealizada e irreal do outro.
A Queda Inevitável: Segundo o texto, a fase eufórica da paixão é inevitavelmente seguida por uma queda dolorosa (“um PÉ NA BUNDA”), revelando-a como um sentimento “traiçoeiro” e “peçonhento” que mascara a realidade.
O Encantamento como Alternativa: O autor apresenta o “encantamento” (conceito inspirado em um padre) como uma alternativa saudável. É um sentimento calmo, tranquilo e gostoso, sem a loucura e a dependência da paixão.
Metáfora Final: Ele usa a metáfora da água aquecendo gradualmente na panela (da novela indiana) para ilustrar como um relacionamento deve se desenvolver de forma lenta e constante, e não de forma intensa e explosiva como a paixão.
Em resumo: O texto defende a troca da paixão — vista como uma montanha-russa emocional destrutiva — pelo encantamento, um estado de afeição mais sereno, realista e sustentável.
DE VOLTA, A CHAVASCA

O texto é uma continuação humorada sobre os apelidos femininos (as “chavascas”) e, agora, também sobre os apelidos dados ao pênis.
Pontos principais:
Reação do Público: O autor relata que o texto anterior sobre “chavascas” fez sucesso e que recebeu feedback de leitores.
Crítica e Novo Desafio: Uma leitora o acusou de ser “preconceituoso” por não ter escrito também sobre os apelidos masculinos, defendendo que as mulheres têm o mesmo direito de dar apelidos aos órgãos genitais.
Exploração de Apelidos Masculinos: A partir dessa provocação, o autor começa a listar e brincar com os apelidos que descobriu através de amigos e amigas:
Citados no texto: Jhonny Love, Bilau, Leleca.
Novos Apelidos Femininos: O autor complementa a lista anterior com novos termos enviados por amigas:
Citados no texto: Peka, Cheirosa, Popoca, Toca da Sucuri, Pão d’Água.
Tom e Estilo: O texto mantém o tom descontraído, cheio de humor e ironia, especialmente com a repetição do apelido “Dirce” para o órgão feminino, que o autor acha particularmente engraçado.
Em resumo, o texto expande a brincadeira inicial para incluir os apelidos masculinos, mantendo o foco na leveza e no humor com que as pessoas nomeiam a sexualidade no dia a dia.
MINISTRO DA SAÚDE RECEITA SEXO

O texto comenta, de forma humorada e crítica, a declaração do Ministro da Saúde sobre a prática sexual ser recomendável.
Pontos principais:
Crítica ao Tabu: O autor critica a forma como o sexo é tratado como um “assunto proibido” ou algo anormal, quando, na realidade, é uma prática comum e saudável.
Humor e Ironia: O texto usa tom descontraído e piadas (como o trocadilho com a palavra “meter”) para abordar o tema.
Normalização: A ideia central é que o sexo deve ser visto como algo normal, relaxante e prazeroso, e que recomendações como a do Ministro ajudam nessa normalização.
Referências: O texto também menciona a famosa frase “relaxa e goza” da ex-ministra Marta Suplicy, lembrando como declarações assim costumam causar polêmica.
Aceitação Pessoal: O autor, brincando com sua própria idade, afirma que vai seguir os conselhos dos ministros para cuidar da saúde.
Em essência, o texto defende que o sexo seja tratado com naturalidade, sem os estigmas sociais ou religiosos que ainda o cercam.