DO NADA, MAURO RESOLVE FALAR SOBRE SEUS FETICHES

Em um papo informal, Mauro revela seus fetiches de forma surpreendente: começou com um fetiche por profissões (ficou com dentista, padeiro, vendedor, padre), depois evoluiu para um fetiche de controle sobre pessoas — sem necessariamente ter relação sexual, mas com prazer em dirigir ações, receber relatos e consultar decisões. Ele também tem um fetiche por seus próprios pés (gosta que os admirem e cuidem deles) e, às vezes, participa de fetiches de outros, como a fantasia de ser um “gigante”.

O mais marcante é a pergunta que fica no ar: será que esse “ursinho” aparentemente tímido está aplicando seu fetiche de controle no próprio grupo de amigos sem que eles percebam? O texto destaca a ambiguidade entre a imagem inocente e os desejos de poder e submissão que ele cultiva.

COITO INTERROMPIDO

O texto é um relato erótico e nostálgico sobre um encontro sexual interrompido durante uma festa.

Contexto: O narrador, uma pessoa com mais de 50 anos, relembra a situação, mais comum na juventude, de um “coito interrompido”.

Cenário: Uma festa chique (“ÚNICA”), com todos vestidos de preto, em um local magnífico com jardins.

Conexão: O narrador descreve uma atração intensa e imediata por outra pessoa (“Você”), com beijos e um tesão palpável no ar.

Clímax: O casal se retira para os jardins, onde, aproveitando a iluminação que os esconde parcialmente, começam a fazer amor com muita paixão e urgência.

Interrupção: No auge da excitação, quando a razão já se perdeu, eles são repetidamente interrompidos por pessoas passando perto ou procurando o mesmo local nos jardins.

Conclusão: A situação de “coito interrompido” se concretiza, deixando a tensão sexual sem resolução.

Em essência: É a descrição de um desejo intenso e mutuo que, apesar de quase ser consumado, é frustrado por interrupções externas, revivendo uma experiência comum da juventude.

UM GURI E UNS DIAS ATRÁS

Inspirado pela leitura de um livro sobre diversidade sexual, o narrador relembra um encontro casual que teve há alguns anos. Insatisfeito com a atmosfera de um bar numa sexta-feira, ele decide ir embora ao amanhecer.
No estacionamento, um jovem estudante de arquitetura, descrito como “clarinho como a lua” e “um pouco acima do peso”, inicia uma conversa pela janela do carro. Apesar do humor inicialmente pouco simpático do narrador, o “guri” o convence a sair do carro para conversar.
A atração é imediata, e o papo logo se transforma em beijos e carícias. Dominado pelo tesão, o narrador decide “liberar o louco” e transa com o jovem passivo ali mesmo, no capô do carro, sob a luz do amanhecer. O ato é rápido, intenso e delicioso, considerado por ele como um “café da manhã divino”.
O narrador conclui presumindo que o jovem mentiu sobre ser da cidade, já que nunca mais o viu no bar. No entanto, em um pós-escrito, ele revela um desfecho inesperado: reencontrou o “guri” em 2016, já adulto, que se tornou um leitor assíduo de seus textos.

GURI MAROTO

O narrador encontra-se nu na cama, num dia frio, coberto apenas por uma meia vermelha e distraído com um livro. A cena é interrompida pela abordagem silenciosa e sensual de um parceiro não identificado.
O ato sexual começa de forma única e devota: o parceiro beija e adora os pés do narrador como se fossem divindades. Esse culto ao corpo prossegue com beijos e lambidas que sobem lentamente pelas pernas, causando um prazer quase incontrolável. O narrador mantém-se quieto, escondendo suas expressões de prazer atrás do livro, numa tentativa de prolongar a cena.
A excitação atinge seu ápice quando a língua do parceiro explora sua virilha e a área sensível entre os testículos e o ânus. A calma inicial do parceiro transforma-se em uma voracidade gulosa, que leva o narrador ao clímax. O texto termina com a linha “e goza”, que pode ser interpretada como o parceiro atingindo o orgasmo ou como o clímax do próprio narrador.

QUARTO DE HÓSPEDES

O narrador descreve um encontro sexual anônimo e intenso durante um casamento chique em um casarão antigo. Excitado pela atmosfera elegante e pelo álcool, ele troca olhares com outro convidado e, dominado pelo desejo imediato, combina um encontro secreto através de um bilhete.

O encontro acontece rapidamente em um quarto de hóspedes no andar superior. A cena é marcada pela urgência e pelo risco, com beijos, pegação e sexo rápido, sem que sequer tirem totalmente as roupas. O narrador defende o ato como uma vivência do puro prazer, sem intenção de criar vínculos, e encerra o texto lançando um mistério sobre a identidade do parceiro (cujo nome nem sabe) e sobre quem seria “Mimi”, sugerindo que essa pessoa em breve também dará seu relato.

CAMINHO DA PERDIÇÃO

O texto explica de forma humorada a expressão “caminho da perdição”. O autor ouviu a expressão há três anos e pediu para uma pessoa descrevê-la.
A descrição dada foi que se trata de “pele clara e pelinhos lisos que vão encaminhando”.
A piada é estabelecida com a pergunta se “pelos crespos” também seriam um caminho, ao que a pessoa responde que não, pois neles “a gente se perde”, enquanto nos lisos “eles encaminham”.
Em resumo, o texto define de maneira brincalhona e sugestiva que o “caminho da perdição” é uma referência aos pelos pubianos lisos.

A LUA COMO TESTEMUNHA

O texto narra um encontro sexual intenso e proibido entre dois homens, sob o cenário de uma noite de lua cheia, que serve como testemunha silenciosa da paixão e do desejo reprimido.

Principais pontos:
A excitação e a provocação – O narrador, excitado pela lua cheia, liga para Beto, um antigo amante, e insiste em um encontro imediato, apesar da presença de familiares na casa dele.

O encontro clandestino – Eles combinam se encontrar em um clube afastado, onde, sob a luz da lua, se entregam a um sexo animalesco e apaixonado, cheio de desejo e carência.

A intensidade do momento – O texto descreve com detalhes sensoriais a troca de carícias, beijos e o sexo oral, culminando em uma transa selvagem no capô do carro, onde ambos alcançam o clímax.

O passado e a saudade – Revela-se que Beto foi um dos primeiros amantes do narrador, mas que nunca se assumiu e hoje está casado. O texto termina com um tom nostálgico (“Que saudades…”), sugerindo que aquela noite foi um dos últimos momentos de liberdade entre os dois.

MESA POSTA COM COURO, CHICOTE E ALGEMAS

O narrador chega em casa em um dia de calor intenso e, ao entrar, percebe que seu parceiro está à sua espera em cima da mesa de jantar, vestindo um traje de couro provocante. Os dois se envolvem imediatamente em um encontro apaixonado e intenso, explorando o corpo um do outro com desejo e urgência. A relação sexual é descrita como selvagem e prazerosa, culminando em um clímax simultâneo e intenso. Após o momento íntimo, o narrador expressa gratidão pela surpresa e pelo reacender da paixão no relacionamento. Finalmente, os dois tomam banho juntos e saem para comemorar seu aniversário de casamento, reforçando o amor e a conexão entre eles.

E AGORA QUE JUNTOU O APLICATIVO COM FETICHE? Sr. J

O narrador relata um encontro marcado por desejo, fetiche e criatividade após conversas com um homem atraente (Sr. J) em um aplicativo. Apesar de adiamentos, a conexão se manteve, e eles descobriram afinidades — como o amor por chocolate e a ausência de fetiches ligados a dor ou vestuários (embora o narrador tenha seus próprios interesses não mencionados ali).

GATO DA MADRUGADA

O autor relembra uma experiência sexual intensa e arriscada que teve no passado, marcada pela excitação da clandestinidade e da aventura. Tudo começa quando um conhecido médico, de plantão em um hospital, o chama. Movido pelo tesão, o narrador escala o prédio e entra sorrateiramente pela janela.
O encontro é ávido e prático: beijos, carícias e sexo rápido, aproveitando a privacidade do plantão. O narrador descreve com detalhes a atração pelo corpo peludo do médico, a preparação rápida (com camisinha e lubrificante) e o sexo anal intenso, culminando em um orgasmo potente.
Depois do ato, ele sai do hospital como entrou — furtivamente, como um “gato vadio” —, satisfeito e ainda sob o efeito da adrenalina da transa proibida. O texto mistura nostalgia, humor e sensualidade, celebrando a loucura momentânea de um encontro arriscado.

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