#NOMEUCONSULTORIO 49 – TALVEZ VOCÊ ATÉ JÁ ENCONTROU O GRANDE AMOR DA SUA VIDA, MAS NEM SEMPRE VALE A PENA LUTAR PARA ESTAR COM ELE

O narrador (Salum) reflete sobre a natureza dos grandes amores e a complexidade de mantê-los. Ele conversa com Miguel, que questiona como alguém pode acreditar em grandes amores mas aceitar não ficar com eles. Salum explica que, embora já tenha vivido um amor intenso, hoje tem expectativas mais racionais: o amor pode existir, mas a vida real impõe barreiras (diferenças sociais, sonhos incompatíveis, doenças, etc.).

Ele critica a idealização romântica (“o amor conquista tudo”) e destaca que amar não significa ficar juntos — às vezes, a maior prova de amor é deixar o outro ir. Exemplifica com casos reais, como o de Manuella, que se separou do “amor da sua vida” porque seus projetos não se alinhavam.

O texto também aborda como amores passageiros podem ser tão marcantes quanto relacionamentos duradouros, comparando a vida a uma estação de trem onde pessoas entram e saem, deixando lições profundas. Por fim, Salum admite que ainda busca seu grande amor, mas reconhece que a felicidade não depende necessariamente de tê-lo ao lado — e brinca com a dúvida sobre ser ou não psicólogo.

#NOMEUCONSULTORIO 48 – ATENDI O SALUM HOJE

O narrador (possivelmente Salum) reflete sobre sua identidade, questionando se é realmente um psicólogo e brincando com a ambiguidade de seu papel. Ele descreve a si mesmo como uma figura complexa, “indecifrável” e “insuportável”, mas que possui ética e bom senso.

O texto aborda temas como:

O impacto das ações individuais no mundo – Cada escolha gera consequências, como um efeito dominó, afetando pessoas próximas e distantes.

Mudanças pessoais – O narrador relata transformações significativas em 2016 (um ano difícil) e 2023 (quando decidiu “limpar” aspectos de sua vida).

Autenticidade e liberdade – Ele afirma estar mais reservado, menos preocupado em agradar os outros e mais focado em viver por si mesmo, sem medo de dizer “foda-se” ao que não lhe convém.

Erros e aprendizados – Reconhece seus equívocos, mas também destaca os acertos e o crescimento que vieram com eles.

Relacionamentos – Embora evite detalhes, menciona surpresas e mudanças em suas interações pessoais, enfatizando que agora prioriza sua felicidade.

No final, reforça a ideia de que nossas ações geram energias (boas ou ruins) que se propagam, incentivando o leitor a refletir antes de agir. E, com ironia, conclui: “E ainda dizem por aí que eu não sou psicólogo!”

Ideia central: Uma reflexão filosófica e autocrítica sobre identidade, consequências das escolhas e a busca por autenticidade.

#NOMEUCONSULTORIO 47 – CHEGA A UM PONTO QUE VOCÊ NEM SABE MAIS SE ACREDITA, SE QUER OU SE TEM FORÇAS PARA CONTINUAR LUTANDO POR ALGUÉM QUE PARECE NUNCA CHEGAR, OU EXISTIR

O diálogo entre Salum e Lola reflete sobre a possibilidade de se apaixonar novamente. Lola demonstra dúvidas e resistência, enquanto Salum admite não saber como será o próximo amor, mas expressa desejo de viver essa experiência outra vez. Ele desconhece os detalhes do futuro parceiro — seus hábitos, gestos, personalidade —, mas mantém a esperança de encontrar alguém com quem possa compartilhar amor, cumplicidade e alegria.

Salum reconhece que, assim como Lola, ele já sofreu decepções, mas acredita que essas experiências o tornaram mais seletivo. Ele rejeita a ideia de que as pessoas são “metades” à procura de uma complementação, defendendo que relacionamentos saudáveis são formados por dois indivíduos inteiros. Apesar de considerar a paixão algo arriscado, ele ainda crê no amor, na fidelidade e na união.

Lola, mais cética devido às suas experiências, ainda hesita em se entregar novamente. Salum reflete sobre sua própria exaustão emocional, questionando se deve persistir ou desistir do amor, mas mantém uma postura de abertura e esperança. O texto encerra com uma nota irônica, brincando com a ideia de que Salum, mesmo sem ser psicólogo, acaba exercendo esse papel nas conversas sobre o coração.

#NOMEUCONSULTORIO 46 – RESSACA SEXUAL, ISSO EXISTE?

O narrador relata duas situações distintas que envolvem o conceito de “ressaca sexual”:

Encontro com um homem não assumido e casado:

O narrador encontra um homem que inicialmente esconde seu relacionamento heterossexual e depois revela que é casado, mantendo encontros ocasionais com homens.

Apesar de terem ficado juntos, o homem diz que ficará um tempo sem relações com homens, deixando o narrador confuso sobre suas intenções.

Relato de Gustavo B. sobre uma experiência em grupo:

Gustavo participa de uma pegação em grupo numa piscina (um casal e outro homem) após beber e, apesar de ter curtido, fica mentalmente confuso e sem ereção devido ao desconforto.

No dia seguinte, sente uma forte “ressaca sexual” — arrependimento, enjoo e questionamentos sobre o que aconteceu.

O narrador sugere que o desconforto de Gustavo veio da falta de controle na situação, diferente de outras experiências em que ele dominava o cenário.

Reflexão sobre a “Ressaca Sexual”
O texto explora possíveis causas desse fenômeno:

Arrependimento por impulso: Fazer algo que, sóbrio ou em outro contexto, não faria.

Conflito com a “normalidade”: A situação foge do padrão de comportamento do indivíduo (como no caso do homem casado ou de Gustavo, que não costuma sair em grupos).

Autopunição: A culpa por ter cedido a desejos momentâneos (seja por tesão, álcool ou pressão social).

Conclusão
O narrador brinca dizendo que, apesar de não ser psicólogo, analisa bem as situações. A “ressaca sexual” parece ser uma mistura de culpa, confusão e questionamento pós-experiência, especialmente quando há perda de controle ou quebra de expectativas. A sugestão irônica de “abstinência sexual como Engov” encerra o texto com humor, mas sem uma resposta definitiva.

Ideia central: A ressaca sexual é menos sobre o ato em si e mais sobre o conflito interno entre desejo, moral e autopercepção.

#NOMEUCONSULTORIO 45 – VOCÊ SAI DA SUA ZONA DE CONFORTO OU SE ACOMODA E ESCORA NELA?]

O texto discute a dificuldade das pessoas em sair da zona de conforto para construir relacionamentos, usando exemplos de dois homens: Marcelo, que só acredita em namoro presencial (mesmo nunca tendo namorado), e Samuel, um ruivo charmoso que reclama da solidão, mas não toma atitude.

O autor critica a repressão emocional que leva muitos a evitar compromissos, resultando em solidão, ansiedade e depressão. Ele contrasta isso com o caso de uma mulher que antes tinha um “coração peludo” (resistente a amar), mas hoje está em um relacionamento feliz, mostrando que vale a pena arriscar.

Há também uma reflexão sobre liberdade e compromisso: o autor admira quem ama sem possessividade, permitindo que o parceiro viva experiências, mas confessa que, pessoalmente, não divide afeto ou sexo com outras pessoas. Ele reconhece que, apesar de ser aquariano (associado a liberdade), tem limites e prefere relacionamentos exclusivos.

Por fim, questiona: “Você está solteiro por querer ou por medo de sair da zona de conforto?” Relacionamentos exigem abertura, risco e renúncia—e só quem se dispõe a isso encontra algo verdadeiro.

(E ainda brinca com sua “maldição do ruivo” e a ironia de ser chamado de psicólogo.)

#NOMEUCONSULTORIO 44 – SALUM, CONHECI ALGUÉM E ACHO QUE ESTOU APAIXONADO, DIZ ELE SAINDO DA SALA. EU NÃO ME LEMBRO DE MICHEL TER FICADO SOLTEIRO POR MAIS QUE UM MÊS

Michel, agora com 39 anos, está solteiro e enfrenta a solidão de maneira crítica. Ele sempre foi um namorador, mesmo quando se assumia como hétero, e raramente ficava sozinho por muito tempo. Seus relacionamentos eram marcados por paixões arrebatadoras, geralmente com homens mais jovens, e ele sempre seguiu seus desejos sem medo.

No entanto, após uma grande decepção amorosa — uma traição que o abalou profundamente —, Michel entrou em um luto emocional. Ele criou uma barreira inconsciente, afastando possíveis novos amores e justificando suas recusas com desculpas. Apesar de dizer que está bem e focado em outras coisas, ele demonstra medo de se entregar novamente.

O narrador observa que Michel, antes destemido e corajoso no amor, agora parece hesitante e inseguro. Ele até tentou reatar com um antigo amor, mas sem sucesso. Apesar de tudo, há sinais de que Michel ainda deseja se abrir para alguém.

No final, quando o narrador menos espera, Michel anuncia que conheceu alguém e pode estar apaixonado, mostrando que, mesmo após a dor, há esperança de recomeçar. O texto encerra com o narrador reafirmando, com ironia, suas habilidades psicológicas.

#NOMEUCONSULTORIO 43 – E SE EU DISSESSE TODAS AS MINHAS VONTADES?

O texto narra o encontro do autor (um ouvinte, não psicólogo) com Junior, um homem tímido que questiona se é normal guardar desejos secretos. A partir dessa pergunta, o autor reflete sobre a natureza complexa das vontades humanas: algumas são devaneios inofensivos que alimentam a alma; outras, se não expressas, nunca se realizam.

Ele critica a sociedade hipócrita que julga as pessoas por seus desejos — especialmente os relacionados à sexualidade — enquanto muitos vivem vidas reprimidas. Exemplifica com casos de pessoas que experimentaram relações homoafetivas sem que isso definisse sua identidade, mas que, por medo de julgamento, escondem a experiência.

O texto defende que algumas vontades devem ser vividas (com responsabilidade), outras apenas sonhadas, e que o importante é não se aprisionar ao medo dos outros. A mensagem final é um incentivo a Junior (e ao leitor) para que, dependendo do desejo, “diga, grite, realize e ligue o foda-se” — mas com discernimento, pois nem toda vontade vale a pena.

#NOMEUCONSULTORIO 42 – EU REALMENTE ME PERMITI VIVER O AMOR OU ARRUMEI DESCULPAS PARA NÃO SAIR DA MINHA ZONA DE CONFORTO?

O texto começa com o diálogo entre o narrador e Lola, uma mulher cansada de amar sem se sentir correspondida. Ela questiona se é possível ser amada de verdade quando se sente só, levando o narrador a refletir sobre os limites do amor: até onde vale a pena lutar, abrir mão de si mesmo, ou quando é hora de desistir?
Por que o amor morre?
O amor não acaba por “causas naturais”, mas por:
• Falta de cuidado (ninguém reabastece sua fonte).
• Falta de diálogo e paciência (preferem brigas a conversas).
• Orgulho, traição e desleixo (feridas que viram mágoas).
• Substituição (quando coisas ou pessoas tomam o lugar do parceiro).
• Falta de esforço (promessas não cumpridas, conflitos não resolvidos).
Amar é difícil, mas pode ser diferente
Muitos acreditam no amor, mas não estão dispostos a abrir mão de vaidades, orgulho ou comodismo. O problema não é a falta de amor, mas a falta de disposição para cultivá-lo.
A chave: “Os dispostos se atraem”
Não são os opostos que se atraem, mas aqueles que estão verdadeiramente dispostos a lutar pelo amor. Se não há entrega, o amor se esvai. O narrador então questiona Lola:
“Você foi amada, mas será que deixou esse amor chegar até você?”
Conclusão
O amor vale a pena quando há entrega genuína — sem orgulho, sem medo de vulnerabilidade. Não é sobre sofrer infinitamente, mas sobre escolher estar presente, mesmo quando é difícil. A pergunta final não é “até onde aguentar?”, mas “você está disposto a amar de verdade?”.

#NOMEUCONSULTORIO 41 – QUANDO A SUA ROCHA SE PARTE EM DUAS E VOCÊ NÃO SABE QUE PARTE SEGURAR, OU, SE DEIXA AS DUAS ROLAREM MORRO ABAIXO

O texto é uma reflexão profunda sobre vulnerabilidade, autoconhecimento e a dualidade entre força e fragilidade. O autor fala sobre cancelar “consultas” externas para se encontrar consigo mesmo, reconhecendo suas próprias inseguranças e loucuras. Ele descreve a “síndrome da casca grossa” — uma aparência de resistência que, com o tempo, se rompe, revelando a fragilidade interior.
Apesar da dificuldade em admitir fraquezas, ele ressalta que todos somos humanos, passíveis de erros e dores. Compara-se a uma rocha que, mesmo sólida, tem fendas por onde a vida penetra, até que um dia racha — e questiona como lidar com essas partes divididas de si mesmo.
Com referências à música de Mart’nália e uma declaração poética sobre amor e desejo (“Queira sempre a lua e muito mais”), o autor celebra a escrita como forma de expor emoções sem medo, mesmo na vulnerabilidade. O texto termina com uma afirmação de autenticidade: suas emoções, expostas e plenas, são a essência de quem ele é.

#NOMEUCONSULTORIO 40 – CHUVA DOURADA

O autor, com seu humor característico, discute os fetiches de Tiago, que tem medo de se relacionar com pessoas “caretas” por ter desejos considerados tabus, como:
• Homem suado (pós-treino ou trabalhador braçal)
• Chuva dourada (urina como fetiche)
• Pés, meias sociais e meias femininas
• BDSM leve (tapas, cuspe)
Tiago realizou o fetiche da chuva dourada com um ex-namorado que também tinha essa vontade. O autor defende que, desde que haja consentimento e prazer, não há motivo para julgamentos (“o mijo foi em vocês?”).
Outro fetiche que Tiago queria explorar era sexo pós-academia (com o parceiro suado), mas o relacionamento acabou antes. Ele também tentou introduzir bolinhas tailandesas (brinquedo erótico), e o parceiro, apesar de inicialmente chocado, acabou gostando — tanto que enviou foto para um amigo, sugerindo um ménage (que não aconteceu).
O texto questiona a hipocrisia em torno dos fetiches: como alguém pode achar normal um ato (como a chuva dourada) mas se assustar com um brinquedo sexual? O autor reforça que cada um tem seus desejos, e o importante é realizá-los sem culpa, desde que com consentimento.

você tem mais de 18 anos?

*Confira se o computador não é compartilhado com menores de idade.