JAKUTINGO

O poema brinca com o conceito de ser um JakuTingo — uma espécie de identidade lúdica e cheia de camadas. O batizado é leve e prazeroso, mas a aceitação envolve tempo, conversa e até “lagartão e camaleão” (trocadilho com o autor Salum).

Os deveres incluem prazeres e menos “eles”, mais “elas”. Os direitos são liberdade, igualdade, amizade — sem limites de idade. As vantagens misturam aventura, malandragem e cenários diversos (garagens, pastagens).

No fim, ser JakuTingo é estar num movimento constante de rir, curtir, ir e vir — sem definição rígida, só fluindo.

EU TE QUERO ATÉ A ALMA – CÁSSIO JUNQUEIRA

Este poema joga com a estrutura circular da repetição para expressar um desejo absoluto e paradoxal. A frase “Eu te quero até” se desdobra em situações opostas — desde o infinito da alma até a ausência, do riso ao choro, do gozo ao abandono.

O clímax está no jogo de palavras:
“Eu te quero até pra te deixar me deixar” e “pra não te deixar me deixar” revelam um amor que tanto segura quanto liberta, num ciclo de posse e desapego.

No fim, o desejo retorna ao início, completando-se na espera pelo retorno do outro, como se o amor fosse um movimento infinito entre encontrar, perder e reencontrar.

O SAGRADO PROFANO – RAPHAEL VINICIUS

O poema descreve um despertar sensual e espiritual por meio da dança, em que corpo e alma se libertam. O “menino” inicialmente contido, cheio de sustos e sentimentos contraditórios (soluços, deleites, ranço), aos poucos se solta — a música, o incenso, os pés em movimento geram uma explosão de harmonia e energia que depois acalma.

No clímax, a vergonha é perdida, e ele se entrega completamente: canta, dança com os pés, dança no ar, desfazendo todas as amarras sem cerimônia. O título “O Sagrado Profano” sugere a fusão entre o espiritual (sagrado) e o corporal/sensual (profano) nesse rito de libertação.

O CAMALEÃO – DANILO AMADOR

O poema descreve Salum como um Camaleão — alguém que se camufla na multidão, mas que, para quem o conhece bem, revela um coração sensível, apaixonado e cheio de luz. O autor destaca que, apesar de poder “sumir” quando precisa, Salum aparece para quem realmente importa, afastando a solidão e conquistando confiança.

A dedicatória final expressa afeto e confiança: o autor entrega simbolicamente seu coração a Salum, reconhecendo que ele guarda suas chaves emocionais com cuidado, sem entregá-las a qualquer um.

É um elogio à complexidade e lealdade de alguém que sabe ser invisível para o mundo, mas presente e brilhante para os seus.

DEVANEIOS – SALUM E JAKUTINGA

O poema celebra um amor intenso e íntimo, que é tanto físico e sensorial quanto emocional e secreto. Ele explora a tensão entre manter esse amor escondido e o desejo de vê-lo explodir e ser plenamente realizado, concluindo que a realidade desse amor supera até os sonhos mais ideais.
“Devaneios” é um hino a um amor profundo que é valorizado tanto por sua intimidade secreta quanto por seu potencial de plena realização. O poema move-se da descrição de um amor sensorial e escondido para a celebração de uma parceria que é uma verdadeira obra de arte, cuja beleza e realidade superam qualquer fantasia.

SALUM – JUAREZ SANTOS

O poema é uma declaração de conexão cósmica e eternidade do ser. O eu lírico se apresenta como uma consciência expandida que transcende as limitações do tempo e do espaço, integrando-se à vastidão do universo enquanto mantém uma centelha divina individual.

JANELAS DA MINHA ALMA – MAHARA DICKSON

O poema explora a fascinante complexidade e dualidade de uma mulher, capturada através do olhar do eu lírico. Ele descreve a perplexidade diante de uma personalidade que é uma mistura de maturidade e inocência, razão e dúvida, silêncio eloqüente e fala cativante, que desafia a compreensão plena.
O poema é um tributo à natureza multifacetada e intrigante de uma pessoa. Ele celebra o mistério de uma personalidade que não pode ser facilmente categorizada, cuja força reside justamente na sua dualidade e na sua capacidade de comunicar-se tanto pelo silêncio quanto pela palavra. A resposta final do observador não é a análise, mas a pura e simples admiração.

LEMBRANDO E TENDO – MAHARA DICKSON

O poema explora a poderosa e vívida lembrança de um encontro íntimo e intenso com alguém cuja identidade é desconhecida, mas cuja presença física e sensual ficou marcada na memória. Ele fala sobre desejo, saudade de um futuro que não se viveu e uma urgência de aproveitar o presente.
O poema captura a essência de um momento fugaz, porém profundamente marcante. É sobre a impressão duradoura que um estranho pode causar e como a memória sensorial dessa pessoa desperta um misto de desejo pelo passado, lamento por um futuro impossível e, finalmente, uma vontade renovada de abraçar as oportunidades do agora. A persona recusa-se a ficar presa na nostalgia e transforma a lembrança em combustível para viver com mais urgência.

TE DEVORO – JAKUTINGA

É um poema sobre a entrega total ao instinto e ao prazer físico, onde o desejo se expressa não pela compreensão, mas pela consumação corporal. É um jogo de poder sensual onde a única escolha é entre ser devorado pela paixão ou ser analisado pela razão. A sensação geral é de urgência, carnalidade e intensidade visceral.

DOS CÁRCERES PRIVADOS – SALUM E JAKUTINGA

O texto discute a ideia de que os “cárceres” (prisões) que nos limitam são, muitas vezes, criados por nós mesmos – especialmente pelas cobranças internas e externas que aceitamos. A pior prisão é a autocobrança, que nos leva a viver sob a ditadura das expectativas alheias, buscando ser mais bonitos, inteligentes ou amados apenas para agradar aos outros, enquanto negligenciamos nossa própria essência.

O autor defende que a verdadeira liberdade e felicidade vêm do autoconhecimento e da autoaceitação. Em vez de se torturar tentando se encaixar em padrões impostos por uma sociedade muitas vezes infeliz, é preciso olhar para dentro e admirar sua própria essência, sem medo de se ver “nu e cru”.

A mensagem central é um chamado à libertação dessas prisões invisíveis:

Pare de se cobrar excessivamente e de buscar validação externa.

Ame-se como você é, com suas contradições e singularidades.

Diga “não” ao que oprime e “sim” ao que traz felicidade.

Seja seu maior admirador, não seu carrasco, pois a plenitude só vem quando nos aceitamos verdadeiramente.

Conclusão: A receita para a felicidade não está em agradar aos outros, mas em ser autêntico e priorizar o amor próprio, reconhecendo que sua essência já é completa.

plugins premium WordPress

você tem mais de 18 anos?

*Confira se o computador não é compartilhado com menores de idade.