ASSIM BEM SIMPLES

O poema é uma declaração de identidade que rejeita rótulos convencionais — como idioma, religião, cor, gênero ou orientação sexual — para afirmar uma essência feita puramente de afeto e presença.

O eu lírico se define como:

Amor, cheiro, pele e flor

Abraço, carinho, beijo, toque

Sussurro, língua, corpo quente e sombra

Coração, choro, sorriso e emoção

Sua existência se resume a ser “todo seu” — uma entrega total, física e emocional, que transcende qualquer categoria e se define apenas pela intimidade e promessa compartilhada.

ESTAÇÃO DO MEU EU

O poema compara o “eu” do autor a uma estação de trem, onde as pessoas são como passageiros que chegam e partem.

Alguns trazem novidades, outros ficam pouco tempo, alguns aguardam o próximo trem (uma nova etapa), e há os que passam apenas pela janela — observando sem parar.

A ideia central é a sensação de espera e passagem constante: a estação (o “eu”) permanece, observando os encontros e despedidas, sempre à espera de algo ou alguém que talvez nunca chegue para ficar.

TURCO

Um poema que fala sobre saudade e afeto direcionado a alguém chamado “Turco”. O texto evoca memórias sensoriais — cheiro, toque, calor, beijo — e descreve a pessoa como uma mistura de manhoso, encrenca e carente, mas também sincera, envolvente e encantadora.

A saudade se manifesta no desejo de reencontrar não apenas a presença física, mas toda a intimidade e doçura que essa relação trazia, simbolizada pelo “calor de amor com cheiro de flor”.

ONDE ANDA O AMOR?

O texto descreve o amor de forma poética e despretensiosa: como algo que vagueia por aí — descamisado, embriagado, largado —, sem endereço fixo, mas que pode, inesperadamente, chegar ao seu lado a qualquer momento, hoje ou amanhã.

É uma imagem que mistura abandono e esperança, sugerindo que o amor não segue regras nem aparências, mas pode surgir de repente, na sua forma mais simples e verdadeira.

PRESENTES DESEJADOS

Um conselho sobre estar atento aos presentes que a vida oferece, mesmo quando eles não chegam no “embrulho” esperado. Muitas vezes, o que desejamos se concretiza de forma diferente da imaginada, e cabe a nós reconhecê-lo — ou perdê-lo para quem vier depois.

A segunda parte ilustra isso com uma experiência pessoal: depois de muito procurar, o autor quase não viu o que estava tão perto, mas não vacilou, abriu o presente, e encontrou algo para ver, sentir, gostar e amar. É uma mensagem sobre atenção, coragem de receber o inesperado e a felicidade de descobrir o amor onde menos se espera.

CAIR NOS TEUS ENCANTOS

O poema descreve a atração por alguém com uma “cara de moleque” e jeito brincalhão, que também carrega as múltiplas faces de um poeta. O eu lírico expressa medo de cair nos encantos dessa pessoa, fascinado especialmente por seus cabelos grisalhos e pela boca desenhada que convida a beijos demorados, intensos e cheios de furor.

É um retrato de desejo e admiração, onde a combinação de jovialidade e maturidade (no jeito e nos cabelos) cria uma sedução irresistível e temida.

PARTIR

Um poema sobre partir, mesmo sem saber para onde. O narrador, imerso em pensamentos alheios ao redor, observa as luzes dos faróis como testemunhas silenciosas de sua despedida. Na bagagem, leva memórias de alegrias e tristezas e um coração que chora — chora por amar sem ter mais a quem dar esse amor, e por deixar para trás uma metade que nunca quis abandonar.

A partida é descrita como uma escolha necessária e dolorosa, um movimento rumo ao desconhecido, carregado de dúvida, mas inevitável. É um texto sobre a dor do desapego e a coragem de seguir em frente, mesmo quando o destino é incerto.

ASSIM TE AMO

Um relato intenso e corporal sobre um amor que se expressa através do desejo físico avassalador e da conexão emocional profunda. O narrador descreve a agonia de estar perto do amado sem poder tocá-lo, imaginando em detalhes sensoriais um encontro ardente onde roupas são arrancadas, corpos se colam e se confundem, e o prazer se torna uma linguagem comum.

O amor é apresentado como uma força dupla: a animalidade do sexo e a pureza do sentimento, fundidos em uma experiência única, simples e sincera. No fim, amar assim é ser “um em dois” — completo no corpo e no coração.

MEU SORRISO SEU

O poema brinca com a lógica circular do amor e da identidade compartilhada. O sorriso do outro seduz e liberta, fazendo com que os dois se tornem “um” único ser, que ainda guarda suas individualidades (“partes, sentimentos, metades”).

A magia está no ciclo diário: mesmo unidos, cada entardecer traz a possibilidade de reencontrar-se como “um” e, ao mesmo tempo, como indivíduos únicos. No fim, o sorriso — símbolo de alegria e identidade — é ao mesmo tempo meu e seu, num jogo de pertencimento mútuo que não apaga a singularidade de cada um.

QUERO SER NA SUA VIDA

Um poema que expressa o desejo de ocupar três papéis complementares na vida da pessoa amada: o menino que encanta, brinca e busca aconchego; o moleque que fascina, corre, ensina e admira; e o homem que enlouquece, vê a amada como igual, a ama verdadeiramente e sente que a merece.

É uma declaração de amor que une ternura, cumplicidade e paixão, mostrando o desejo de estar presente em todas as dimensões do viver a dois — do lúdico e protetor ao intenso e maduro.

plugins premium WordPress

você tem mais de 18 anos?

*Confira se o computador não é compartilhado com menores de idade.