Na minha jornada íntima, embora predomine em mim o papel ativo, há uma fascinação intrigante pela experiência de ser passivo.
Esta escolha não é sobre negar quem sou, mas sobre experimentar quem não sou.
No papel de passivo, aprecio ceder ao controle que tanto valorizo; é uma forma de me abrir para o toque e para a presença do outro de uma maneira mais profunda e vulnerável.
Quando assumo o papel passivo, encontro prazer em ser dominado, algo que contradiz meu eu original que prefere não ser controlado. Permitindo que outro exerça controle sobre mim, até mesmo gostando de umas palmadas e mordidas.
Introduzindo uma dinâmica de submissão que é estranha, mas ao mesmo tempo atraente. Esse desequilíbrio entre quem eu sou e quem eu me permito ser nessas horas, parece refletir uma busca por experiências opostas.
Essa dualidade entre dominar e ser dominado revela uma complexidade na minha sexualidade que me atrai fortemente. Parece que é exatamente a busca pelos contrários que me fascina, desafiando-me a explorar além dos limites do meu “eu” habitual, e a encontrar prazer e descoberta nos papéis que, à primeira vista, parecem contraditórios com minha natureza predominante.
Talvez o meu desejo estava na busca que não tenho no momento ou de explorar os limites do meu corpo.