Voltando Em 2024

O texto descreve a história de Hugo Salum e seu retorno ao mundo dos blogs após um período de ausência. Ele menciona que seu site desapareceu misteriosamente, levando-o a uma pausa na escrita. Depois de reformular o site volta com novos posts, decidiu voltar de maneira mais tranquila, apenas como um arquivo pessoal de pensamentos e emoções.
O site de Hugo é direcionado para maiores de 18 anos e enfatiza o respeito e a empatia nas discussões. Ele encoraja seus leitores a participarem dessas conversas importantes sobre direitos iguais e diversidade, promovendo a liberdade de ser quem você é.

CORAGEM

O texto fala sobre um menino que sempre hesitava por excesso de medo — de errar, de cair, de não ser suficiente. Enquanto outros tentavam, ele calculava. Mas chegou um momento em que a vida não aceitou mais adiamento: a guerra não estava do lado de fora, mas dentro dele, e ninguém podia lutar por ele.

Coragem, para ele, não veio como impulso heroico, mas como uma decisão silenciosa: escolher ir mesmo com medo, aceitar o risco de falhar para não carregar a certeza de não ter vivido. E ele não estava sozinho: havia uma presença firme e constante disposta a caminhar ao lado, segurar quando preciso e lembrar que desistir também é escolha — e quase nunca a melhor.

No fim, coragem nunca foi sobre não ter medo — foi sobre decidir que, apesar dele, era hora de seguir.

DIA DO BEIJO

O poema celebra o beijo como encontro de almas e corpos — um gesto que é ao mesmo tempo posse e partilha (“meu” e “seu”). Cada verso explora a dança dos lábios que se procuram, se tocam e se provocam, num misto de desejo, ternura e cumplicidade.

O beijo é descrito como manso e atrevido, que guarda segredos de amor e faz o mundo silenciar. No fim, tudo o que resta é a fusão de dois num só instante: “só existe você e eu”.

CADÊ VOCÊ?

A busca acontece em um espaço vazio e silencioso — corredor, portas, janelas. Quem procura sente falta de alguém que ao mesmo tempo se esconde e provoca, misturando desejo e irritação. No fim, o tom muda: o desejo se revela num gesto leve e brincalhão, como um bocejo ou um gracejo.

O NOVO OU O VELHO?

O poema contrapõe o novo e o velho. O novo atrai pelo glamour, pela expectativa e pelo desejo de perfeição. O velho conquista pelo charme da história vivida, pelas experiências acumuladas — e, ao final, revela-se o preferido: o eu lírico lista com afeto seus pertences envelhecidos, destacando que o velho tem vivência e memória, enquanto o novo nada sabe, nada tem.

AH… NÃO CHORA…

Um consolo amoroso. Quem fala se oferece como abrigo, força e beleza para o outro, pedindo que não chore e lembrando a promessa feita.O eu lírico consola alguém que está chorando, afirmando que está ao seu lado para amparar, acariciar, abraçar e cuidar. Declara-se como porto seguro, força e beleza para a pessoa amada. No final, lembra uma promessa feita e reafirma que seu amor pertence a ela, pedindo mais uma vez que não chore.

NA MINHA VARANDA

O eu lírico imagina sua velhice, sentado na varanda em tardes de verão. A chuva chega e ele fecha os olhos para recordar os momentos vividos com alguém especial. No final, chama por “Jakutinga” e pergunta por onde essa pessoa anda, revelando saudade e distância.

EU TE DESEJO

O poema repete “Eu te desejo…” seguido de várias palavras que rimam com “desejo” (poejo, cortejo, vilarejo, etc.). A repetição esvazia o sentido do desejo, transformando-o em algo mecânico, disperso e até irônico.

VERBO AMAR

O poema mostra que há três formas de “amar”:

Eu amo — é a declaração, o que se diz, mas pode ser só palavras.

Estar amando — é a ação contínua, o sentimento vivido no presente, que nem sempre acontece.

Que eu ame — é a possibilidade, o desejo, aquilo que ainda não se concretizou.

No fim, o poema revela que declarar amor não significa vivê-lo, e vivê-lo não significa que ele seja real ou duradouro.

COISAS SIMPLES

O texto valoriza a beleza das coisas simples da vida. Começa com uma frase em dialeto caipira que expressa orgulho por Bataguassu — um lugar que, para alguns, pode não significar nada, mas para quem vive ali pode valer tanto quanto Paris.

A mesma lógica se aplica às relações e momentos: um dia frio com cobertor, chocolate e boa companhia pode ser mais valioso que qualquer cenário sofisticado.

A mensagem central é que as melhores coisas e pessoas estão na simplicidade — e saber reconhecer isso é um grande aprendizado.

VIAGEM CERTA

O texto reflete sobre a única certeza da vida: a morte — vista aqui não como algo ruim, mas como uma passagem inevitável, que todos farão, independentemente de qualquer condição. O que muda é a “bagagem” que cada um leva.

Muitos adiam a felicidade e negligenciam o que realmente alimenta a alma: carinho, amor, amizade, compaixão. Outros acumulam bens materiais, esquecendo que nada disso se leva.

A mensagem central é um convite à reflexão sobre o que realmente importa: “Só levaremos desta vida o que conseguirmos guardar no coração.” O resto fica.

você tem mais de 18 anos?

*Confira se o computador não é compartilhado com menores de idade.