#NOMEUCONSULTORIO 59 – QUANDO O MACHO ALFA DOS ANOS 80 SE TORNA O “BOY” DO SÉCULO 21.

O texto narra a história de Samuel, um homem de 50 e poucos anos que, nos anos 80, era o estereótipo do “macho alfa” heterossexual, mas que na verdade sempre soube ser gay e vivia um personagem.
A trama central gira em torno do relacionamento secreto de Samuel com o Sr. S., um homem assumido. O problema é que Samuel mentiu sobre sua vida (dizendo ser casado) e não percebeu que o Sr. S. já o conhecia de longa data, inclusive através dos sobrinhos do próprio Samuel. Sua vida dupla foi descoberta.
A situação é complicada porque o Sr. S. é próximo da família de Samuel, evidenciando como a cidade é pequena e as aparências são frágeis. O texto termina destacando o impasse: Samuel não tem coragem de se assumir, e a relação só continua de forma esporádica quando o Sr. S. está solteiro. A história serve como um reflexão sobre as consequências de uma vida não autêntica e a difícil escolha entre a conveniência e a felicidade verdadeira.

UM GURI E UNS DIAS ATRÁS

Inspirado pela leitura de um livro sobre diversidade sexual, o narrador relembra um encontro casual que teve há alguns anos. Insatisfeito com a atmosfera de um bar numa sexta-feira, ele decide ir embora ao amanhecer.
No estacionamento, um jovem estudante de arquitetura, descrito como “clarinho como a lua” e “um pouco acima do peso”, inicia uma conversa pela janela do carro. Apesar do humor inicialmente pouco simpático do narrador, o “guri” o convence a sair do carro para conversar.
A atração é imediata, e o papo logo se transforma em beijos e carícias. Dominado pelo tesão, o narrador decide “liberar o louco” e transa com o jovem passivo ali mesmo, no capô do carro, sob a luz do amanhecer. O ato é rápido, intenso e delicioso, considerado por ele como um “café da manhã divino”.
O narrador conclui presumindo que o jovem mentiu sobre ser da cidade, já que nunca mais o viu no bar. No entanto, em um pós-escrito, ele revela um desfecho inesperado: reencontrou o “guri” em 2016, já adulto, que se tornou um leitor assíduo de seus textos.

CAFÉ

Um poema lúdico que celebra o café em suas múltiplas formas e rituais.
Representa os pequenos prazeres do cotidiano e a criatividade que surge dos hábitos simples, com um estilo brasileiro e descontraído

GURI MAROTO

O narrador encontra-se nu na cama, num dia frio, coberto apenas por uma meia vermelha e distraído com um livro. A cena é interrompida pela abordagem silenciosa e sensual de um parceiro não identificado.
O ato sexual começa de forma única e devota: o parceiro beija e adora os pés do narrador como se fossem divindades. Esse culto ao corpo prossegue com beijos e lambidas que sobem lentamente pelas pernas, causando um prazer quase incontrolável. O narrador mantém-se quieto, escondendo suas expressões de prazer atrás do livro, numa tentativa de prolongar a cena.
A excitação atinge seu ápice quando a língua do parceiro explora sua virilha e a área sensível entre os testículos e o ânus. A calma inicial do parceiro transforma-se em uma voracidade gulosa, que leva o narrador ao clímax. O texto termina com a linha “e goza”, que pode ser interpretada como o parceiro atingindo o orgasmo ou como o clímax do próprio narrador.

QUARTO DE HÓSPEDES

O narrador descreve um encontro sexual anônimo e intenso durante um casamento chique em um casarão antigo. Excitado pela atmosfera elegante e pelo álcool, ele troca olhares com outro convidado e, dominado pelo desejo imediato, combina um encontro secreto através de um bilhete.

O encontro acontece rapidamente em um quarto de hóspedes no andar superior. A cena é marcada pela urgência e pelo risco, com beijos, pegação e sexo rápido, sem que sequer tirem totalmente as roupas. O narrador defende o ato como uma vivência do puro prazer, sem intenção de criar vínculos, e encerra o texto lançando um mistério sobre a identidade do parceiro (cujo nome nem sabe) e sobre quem seria “Mimi”, sugerindo que essa pessoa em breve também dará seu relato.

#NOMEUCONSULTORIO 58 – CHEGA O SEU CASAMENTO E VOCÊ DESCOBRE QUE NUNCA TEVE ALGUNS AMIGOS.

O autor reflete sobre a natureza da amizade verdadeira a partir de um caso envolvendo seu amigo “Pedro”.
A Ideia Central: A verdadeira amizade é caracterizada pelo apoio incondicional, especialmente quando um amigo faz escolhas pessoais (como a escolha de um parceiro) com as quais podemos não concordar totalmente.
A mensagem final é que amigos de verdade respeitam as escolhas uns dos outros e desejam acima de tudo a felicidade mútua. Quem se afasta por não aprovar a pessoa amada pelo amigo demonstra que a amizade não era sólida. Pedro seguiu feliz ao lado de quem ama, sem aqueles “amigos”.
O texto termina com uma nota irônica, com o autor questionando os que duvidam de suas habilidades como “psicólogo” após dar esse conselho.

MINHA REDE

A essência do poema é o desejo de não se afastar da pessoa amada (“Longe de você eu não quero ficar”). A rede, um lugar de descanso e balanço suave, se transforma no símbolo desse relacionamento—um “porto seguro” onde se pode descansar (“nanar”), brincar, lembrar e, finalmente, encontrar um lugar para ficar em paz, balançando eternamente junto ao ser amado.

Em poucas palavras: É uma declaração de amor que usa a imagem aconchegante de uma rede para expressar o desejo de estar sempre perto da pessoa amada, em um refúgio de carinho e segurança.

#NOMEUCONSULTORIO 57 – QUANDO A PESSOA FALA DEMAIS, ACABA COMENDO NO PRATO QUE CUSPIU. FALE MENOS, OUÇA MAIS E AJA MODERADAMENTE.

O narrador, Salum, recebe a visita de seu amigo Paulo, que está eufórico para relatar um romance intenso que viveu.

Paulo conta que conheceu um homem pelo Facebook e, mesmo desconfiado (já que não costuma se atrair por homens “malhados”), marcou de encontrá-lo em Porto Alegre. Para sua surpresa, a atração física e a “química” entre os dois foram instantâneas e avassaladoras.

Contrariando suas próprias regras, Paulo foi ficar na casa do homem e passou dez dias mergulhado em uma relação intensa, repleta de conversas, beijos e muito sexo, que descreve como delicioso e mutuamente satisfatório. A conexão foi tão forte que Paulo questiona se não se apaixonou.

De volta à sua cidade, Paulo reflete sobre a experiência. Ele prefere não manter contato, por acreditar que um relacionamento não daria certo devido às suas diferenças (o outro homem é mais velho e centrado), mas valoriza profundamente a vivência.

Salum, o narrador, comenta a história com um misto de humor e cautela. Ele celebra o fato de Paulo ter se permitido viver uma experiência positiva e intensa, mas alerta para as armadilhas que o coração e, principalmente, o sexo podem pregar, aconselhando maturidade para aproveitar esses momentos sem se perder neles.

O texto termina com a ironia característica de Salum, já que sua intervenção foi mais de escuta do que de julgamento.

#NOMEUCONSULTORIO 56 – ESSA COMPULSÃO SEXUAL PODE SER FUGA?

O texto explora a compulsão sexual como possível mecanismo de fuga emocional, usando o diálogo com “Miguel” como estudo de caso.
Conclusão: O texto é uma reflexão crua sobre como o sexo pode ser usado não apenas para prazer, mas como um analgésico para carências emocionais, levantando a questão sobre até que ponto isso é saudável quando começa a causar arrependimento e mal-estar.

ABDICAR É AMAR

O texto reflete sobre a natureza humana através da comoção causada pela morte de uma artista como Whitney Houston. O autor observa como a perda faz com que as pessoas revisitem a obra da artista e, consequentemente, as próprias memórias e momentos do passado que estavam esquecidos.
A partir daí, o foco central do texto é a análise da música “I Will Always Love You” e seu profundo significado sobre o amor como um ato de abdicação. O autor argumenta que:
• Abdicar é difícil porque o instinto humano é não querer perder ou ceder.
• O verdadeiro amor é demonstrado através da renúncia, ou seja, abrir mão de alguém ou de um relacionamento por seu bem-estar, mesmo que isso cause sofrimento.
• As pessoas usam clichês como “eu te amo” sem refletir sobre seu verdadeiro peso e o sacrifício que o amor puro pode exigir.
• Abdicar não é uma derrota, mas uma vitória e uma prova de evolução pessoal. É um ato doloroso, mas que prova a pureza e a sinceridade do sentimento, indo contra o instinto de posse.
Em conclusão, o autor defende que, em muitas situações da vida, amar é, de fato, abdicar.

plugins premium WordPress

você tem mais de 18 anos?

*Confira se o computador não é compartilhado com menores de idade.