A LUA COMO TESTEMUNHA

O texto narra um encontro sexual intenso e proibido entre dois homens, sob o cenário de uma noite de lua cheia, que serve como testemunha silenciosa da paixão e do desejo reprimido.

Principais pontos:
A excitação e a provocação – O narrador, excitado pela lua cheia, liga para Beto, um antigo amante, e insiste em um encontro imediato, apesar da presença de familiares na casa dele.

O encontro clandestino – Eles combinam se encontrar em um clube afastado, onde, sob a luz da lua, se entregam a um sexo animalesco e apaixonado, cheio de desejo e carência.

A intensidade do momento – O texto descreve com detalhes sensoriais a troca de carícias, beijos e o sexo oral, culminando em uma transa selvagem no capô do carro, onde ambos alcançam o clímax.

O passado e a saudade – Revela-se que Beto foi um dos primeiros amantes do narrador, mas que nunca se assumiu e hoje está casado. O texto termina com um tom nostálgico (“Que saudades…”), sugerindo que aquela noite foi um dos últimos momentos de liberdade entre os dois.

SER ROMÂNTICO

O texto é uma reflexão divertida e descontraída sobre o que significa ser romântico, desafiando estereótipos e defendendo que o romantismo é subjetivo.

Pontos principais:
Questionamento do rótulo de “não romântico” – O narrador brinca com a ideia de que não é considerado romântico, mas argumenta que seu jeito prático, sarcástico e cheio de humor pode ser sua forma única de demonstrar afeto.

Romantismo pessoal vs. expectativas alheias – Ele reconhece que, para algumas pessoas, romantismo envolve gestos clichês (como surpresas doces), mas sua definição é mais simples e cotidiana:

Apenas estar junto (assistir filmes, massagens, banhos compartilhados).

O prazer da presença e do toque (cheirar, beijar, curtir a companhia).

A inspiração por trás da escrita – O autor admite que, embora muitas vezes escreva sobre loucuras sexuais, isso não significa falta de romantismo. Ele sugere que até textos eróticos podem ter sido inspirados por alguém especial.

Promessa de tentar (sem garantias) – Ele não promete mudar, mas se compromete a tentar se adaptar à definição de romantismo do outro, mantendo, porém, sua autenticidade.

Tom provocativo e afetuoso – O texto termina com uma mistura de carinho e provocação, deixando claro que o desejo e a atração também fazem parte do seu romantismo.

Mensagem central:
O romantismo não tem uma fórmula única – pode ser prático, sarcástico, sensual ou quieto. O que importa é a conexão genuína e a maneira como cada um expressa seu afeto.

Final irônico: O narrador, já “excitado”, reforça que, mesmo sem gestos tradicionais, o tesão e a admiração pela pessoa são suas formas de romantismo.

“Estar com você é ser romântico. Prático demais, né?”

DOS CÁRCERES PRIVADOS – SALUM E JAKUTINGA

O texto discute a ideia de que os “cárceres” (prisões) que nos limitam são, muitas vezes, criados por nós mesmos – especialmente pelas cobranças internas e externas que aceitamos. A pior prisão é a autocobrança, que nos leva a viver sob a ditadura das expectativas alheias, buscando ser mais bonitos, inteligentes ou amados apenas para agradar aos outros, enquanto negligenciamos nossa própria essência.

O autor defende que a verdadeira liberdade e felicidade vêm do autoconhecimento e da autoaceitação. Em vez de se torturar tentando se encaixar em padrões impostos por uma sociedade muitas vezes infeliz, é preciso olhar para dentro e admirar sua própria essência, sem medo de se ver “nu e cru”.

A mensagem central é um chamado à libertação dessas prisões invisíveis:

Pare de se cobrar excessivamente e de buscar validação externa.

Ame-se como você é, com suas contradições e singularidades.

Diga “não” ao que oprime e “sim” ao que traz felicidade.

Seja seu maior admirador, não seu carrasco, pois a plenitude só vem quando nos aceitamos verdadeiramente.

Conclusão: A receita para a felicidade não está em agradar aos outros, mas em ser autêntico e priorizar o amor próprio, reconhecendo que sua essência já é completa.

#NOMEUCONSULTORIO 48 – ATENDI O SALUM HOJE

O narrador (possivelmente Salum) reflete sobre sua identidade, questionando se é realmente um psicólogo e brincando com a ambiguidade de seu papel. Ele descreve a si mesmo como uma figura complexa, “indecifrável” e “insuportável”, mas que possui ética e bom senso.

O texto aborda temas como:

O impacto das ações individuais no mundo – Cada escolha gera consequências, como um efeito dominó, afetando pessoas próximas e distantes.

Mudanças pessoais – O narrador relata transformações significativas em 2016 (um ano difícil) e 2023 (quando decidiu “limpar” aspectos de sua vida).

Autenticidade e liberdade – Ele afirma estar mais reservado, menos preocupado em agradar os outros e mais focado em viver por si mesmo, sem medo de dizer “foda-se” ao que não lhe convém.

Erros e aprendizados – Reconhece seus equívocos, mas também destaca os acertos e o crescimento que vieram com eles.

Relacionamentos – Embora evite detalhes, menciona surpresas e mudanças em suas interações pessoais, enfatizando que agora prioriza sua felicidade.

No final, reforça a ideia de que nossas ações geram energias (boas ou ruins) que se propagam, incentivando o leitor a refletir antes de agir. E, com ironia, conclui: “E ainda dizem por aí que eu não sou psicólogo!”

Ideia central: Uma reflexão filosófica e autocrítica sobre identidade, consequências das escolhas e a busca por autenticidade.

#NOMEUCONSULTORIO 47 – CHEGA A UM PONTO QUE VOCÊ NEM SABE MAIS SE ACREDITA, SE QUER OU SE TEM FORÇAS PARA CONTINUAR LUTANDO POR ALGUÉM QUE PARECE NUNCA CHEGAR, OU EXISTIR

O diálogo entre Salum e Lola reflete sobre a possibilidade de se apaixonar novamente. Lola demonstra dúvidas e resistência, enquanto Salum admite não saber como será o próximo amor, mas expressa desejo de viver essa experiência outra vez. Ele desconhece os detalhes do futuro parceiro — seus hábitos, gestos, personalidade —, mas mantém a esperança de encontrar alguém com quem possa compartilhar amor, cumplicidade e alegria.

Salum reconhece que, assim como Lola, ele já sofreu decepções, mas acredita que essas experiências o tornaram mais seletivo. Ele rejeita a ideia de que as pessoas são “metades” à procura de uma complementação, defendendo que relacionamentos saudáveis são formados por dois indivíduos inteiros. Apesar de considerar a paixão algo arriscado, ele ainda crê no amor, na fidelidade e na união.

Lola, mais cética devido às suas experiências, ainda hesita em se entregar novamente. Salum reflete sobre sua própria exaustão emocional, questionando se deve persistir ou desistir do amor, mas mantém uma postura de abertura e esperança. O texto encerra com uma nota irônica, brincando com a ideia de que Salum, mesmo sem ser psicólogo, acaba exercendo esse papel nas conversas sobre o coração.

ME LEIAM

O texto é uma reflexão sobre o ato de escrever como um meio de expor sentimentos, medos, loucuras e paixões — seja no papel, na tela ou em qualquer superfície. O autor descreve a escrita como um processo de desnudamento emocional, onde palavras se tornam um canal para dores, amores, desejos e fraquezas.

Embora às vezes haja receio de como o escritor será interpretado, a escrita flui de forma espontânea, misturando imaginação e experiências pessoais. O texto questiona o que significa ser “escritor”: uma figura paradoxal, vista ora como intelectual, ora como arrogante, louco ou santo. Os leitores criam suas próprias concepções sobre quem escreve, julgando, amando ou odiando sem realmente conhecer a pessoa por trás das palavras.

Apesar disso, o autor assume que prefere continuar escrevendo, mesmo sabendo que será rotulado e interpretado de mil formas. No fim, o que importa é a liberdade de brincar com as palavras, deixando que elas façam sentido (ou não) para quem as lê.

CARTA PARA ROMEU

O texto é uma carta emocionada dirigida a alguém que partiu, expressando a dor da ausência e a dificuldade de se adaptar à rotina sem essa pessoa. O autor descreve pequenos gestos cotidianos que ainda remetem à presença do ente querido, como ouvir sua voz, sentir seu cheiro e manter seus hábitos. Apesar da dor, ele aceita a partida, compreendendo que era necessária, e pede permissão para sofrer, transformando essa dor em amor.

O autor reconhece que, com o tempo, a ferida cicatrizará, mas a lembrança permanecerá viva. Ele relata tentar seguir os planos que fizeram juntos, repetindo rotinas sozinho, como forma de lidar com a saudade. Mesmo em meio à tristeza, ele encontra conforto na ideia de que a pessoa amada continua a espalhar amor e luz, ajudando outras almas.

A carta termina com um pedido: que sua dor seja convertida em mais amor, honrando a memória de quem se foi. O autor ainda fala com a pessoa, questionando se é ouvido, e agradece o apoio de outros, embora desconfie da sinceridade de alguns. A mensagem final é de resignação e amor eterno, mesmo em meio às lágrimas.

LOLA, LOLA

O poema é um apelo paradoxal a Lola, onde o eu lírico suplica por dominação total — desde violência física até abandono emocional —, mas teme a indiferença. O corpo e a alma são oferecidos como sacrifício, desde que haja presença, mesmo que cruel.

NA BALANÇA

O texto reflete sobre como a vida nos coloca à prova diariamente, apresentando situações novas que exigem decisões incertas e situações antigas que trazem medo de repetir erros ou falsas certezas. Nossos sentimentos são constantemente julgados pelos outros, enquanto as mudanças internas muitas vezes passam despercebidas.

O autor questiona até que ponto os sentimentos podem equilibrar a vida, argumentando que não devem ser o único contrapeso. É preciso considerar também prioridades, tranquilidade, liberdade e bem-estar, pois esses fatores geram sentimentos positivos. A vida é descrita como uma balança imprevisível, cheia de incógnitas e contradições — uma “constante inconstante”.

Em resumo, o texto aborda a complexidade das escolhas, a pressão externa sobre nossas emoções e a necessidade de buscar equilíbrio não só no coração, mas também em valores práticos e pessoais.

LOLA, RASGA MEU CORPO

Um poema curto e incisivo que transforma o desejo em violência controlada. O eu lírico não quer ser um brinquedo passivo, mas uma arma ativa — uma lâmina que corta, penetra e provoca o prazer como uma explosão.

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