ME ENTREGO LOLA

Neste poema, o eu lírico oscila entre o desejo ardente e o medo visceral, criando uma tensão erótica e psicológica. A voz poética confessa fantasias “sórdidas” e uma submissão quase infantil a Lola, que o domina como uma carrasca e uma mãe punitiva ao mesmo tempo.

#NOMEUCONSULTORIO 46 – RESSACA SEXUAL, ISSO EXISTE?

O narrador relata duas situações distintas que envolvem o conceito de “ressaca sexual”:

Encontro com um homem não assumido e casado:

O narrador encontra um homem que inicialmente esconde seu relacionamento heterossexual e depois revela que é casado, mantendo encontros ocasionais com homens.

Apesar de terem ficado juntos, o homem diz que ficará um tempo sem relações com homens, deixando o narrador confuso sobre suas intenções.

Relato de Gustavo B. sobre uma experiência em grupo:

Gustavo participa de uma pegação em grupo numa piscina (um casal e outro homem) após beber e, apesar de ter curtido, fica mentalmente confuso e sem ereção devido ao desconforto.

No dia seguinte, sente uma forte “ressaca sexual” — arrependimento, enjoo e questionamentos sobre o que aconteceu.

O narrador sugere que o desconforto de Gustavo veio da falta de controle na situação, diferente de outras experiências em que ele dominava o cenário.

Reflexão sobre a “Ressaca Sexual”
O texto explora possíveis causas desse fenômeno:

Arrependimento por impulso: Fazer algo que, sóbrio ou em outro contexto, não faria.

Conflito com a “normalidade”: A situação foge do padrão de comportamento do indivíduo (como no caso do homem casado ou de Gustavo, que não costuma sair em grupos).

Autopunição: A culpa por ter cedido a desejos momentâneos (seja por tesão, álcool ou pressão social).

Conclusão
O narrador brinca dizendo que, apesar de não ser psicólogo, analisa bem as situações. A “ressaca sexual” parece ser uma mistura de culpa, confusão e questionamento pós-experiência, especialmente quando há perda de controle ou quebra de expectativas. A sugestão irônica de “abstinência sexual como Engov” encerra o texto com humor, mas sem uma resposta definitiva.

Ideia central: A ressaca sexual é menos sobre o ato em si e mais sobre o conflito interno entre desejo, moral e autopercepção.

OLHO NO OLHO, MANIA DE AQUARIANOS

O texto discute as características intensas e impulsivas dos aquarianos, que tendem a querer resolver tudo de forma direta, “olho no olho”, mesmo quando isso pode causar mais dor ou desgaste. O autor, também aquariano, reflete sobre como ele e outra pessoa do mesmo signo aprenderam a ser mais maleáveis com o tempo.

A mensagem principal é que nem sempre confrontar as situações de frente é a melhor solução — algumas coisas se resolvem sozinhas, e insistir pode ser inútil ou até prejudicial. O conselho é: se já desistiu de algo, não vale a pena voltar atrás só para confirmar o óbvio.

Por fim, o texto ressalta que algumas pessoas não merecem tanta consideração ou um confronto direto, pois certas batalhas não valem a pena ser travadas.

Ideia central: Aprendizado sobre quando é melhor deixar as coisas fluírem, evitando confrontos desnecessários, especialmente para personalidades intensas como a dos aquarianos.

MEU CONTO DE FADAS

O texto reflete sobre o desejo humano de viver um “felizes para sempre”, mesmo que racionalmente saibamos que os contos de fadas são fantasias. O autor conta que, assistindo a um filme romântico que já viu várias vezes (Encontro de Amor), percebeu-se torcendo pelo final feliz da protagonista, como se ainda acreditasse no amor idealizado.

Apesar de sempre ter dito a amigos que contos de fadas não existem e que é preciso encarar a realidade, ele se vê sonhando com um amor perfeito — um encontro, um olhar, um gesto de dedicação. Questiona-se: quem nunca desejou um final de conto de fadas, mesmo que pareça impossível?

No fim, reconhece que, por mais forte, prático ou maduro que alguém seja, ainda há dentro de si uma criança que sonha com a magia do amor. O texto é um desabafo sobre como, no fundo, muitos de nós guardamos a esperança de um amor de conto de fadas, mesmo que não admitamos.

#NOMEUCONSULTORIO 45 – VOCÊ SAI DA SUA ZONA DE CONFORTO OU SE ACOMODA E ESCORA NELA?]

O texto discute a dificuldade das pessoas em sair da zona de conforto para construir relacionamentos, usando exemplos de dois homens: Marcelo, que só acredita em namoro presencial (mesmo nunca tendo namorado), e Samuel, um ruivo charmoso que reclama da solidão, mas não toma atitude.

O autor critica a repressão emocional que leva muitos a evitar compromissos, resultando em solidão, ansiedade e depressão. Ele contrasta isso com o caso de uma mulher que antes tinha um “coração peludo” (resistente a amar), mas hoje está em um relacionamento feliz, mostrando que vale a pena arriscar.

Há também uma reflexão sobre liberdade e compromisso: o autor admira quem ama sem possessividade, permitindo que o parceiro viva experiências, mas confessa que, pessoalmente, não divide afeto ou sexo com outras pessoas. Ele reconhece que, apesar de ser aquariano (associado a liberdade), tem limites e prefere relacionamentos exclusivos.

Por fim, questiona: “Você está solteiro por querer ou por medo de sair da zona de conforto?” Relacionamentos exigem abertura, risco e renúncia—e só quem se dispõe a isso encontra algo verdadeiro.

(E ainda brinca com sua “maldição do ruivo” e a ironia de ser chamado de psicólogo.)

#NOMEUCONSULTORIO 44 – SALUM, CONHECI ALGUÉM E ACHO QUE ESTOU APAIXONADO, DIZ ELE SAINDO DA SALA. EU NÃO ME LEMBRO DE MICHEL TER FICADO SOLTEIRO POR MAIS QUE UM MÊS

Michel, agora com 39 anos, está solteiro e enfrenta a solidão de maneira crítica. Ele sempre foi um namorador, mesmo quando se assumia como hétero, e raramente ficava sozinho por muito tempo. Seus relacionamentos eram marcados por paixões arrebatadoras, geralmente com homens mais jovens, e ele sempre seguiu seus desejos sem medo.

No entanto, após uma grande decepção amorosa — uma traição que o abalou profundamente —, Michel entrou em um luto emocional. Ele criou uma barreira inconsciente, afastando possíveis novos amores e justificando suas recusas com desculpas. Apesar de dizer que está bem e focado em outras coisas, ele demonstra medo de se entregar novamente.

O narrador observa que Michel, antes destemido e corajoso no amor, agora parece hesitante e inseguro. Ele até tentou reatar com um antigo amor, mas sem sucesso. Apesar de tudo, há sinais de que Michel ainda deseja se abrir para alguém.

No final, quando o narrador menos espera, Michel anuncia que conheceu alguém e pode estar apaixonado, mostrando que, mesmo após a dor, há esperança de recomeçar. O texto encerra com o narrador reafirmando, com ironia, suas habilidades psicológicas.

SAUDADES DE QUEM NÃO SE CONHECE

O poema explora a contradição melancólica e doce de sentir saudade de alguém que ainda não se conhece pessoalmente. O eu lírico descreve essa nostalgia como uma série de imagens vívidas e sensações íntimas—o sorriso, o abraço, o beijo, o olhar ao acordar—que parecem reais, mas pertencem a um amor ainda não vivido.
A saudade se transforma em desejo de um futuro compartilhado, com planos, cumplicidade e consolo nos momentos difíceis. Apesar da distância física ou do desconhecimento real, o sentimento é profundo e palpável, como se o coração já reconhecesse o que os olhos ainda não viram.

ALGUÉM DE NINGUÉM

O poema brinca com as palavras “alguém” e “ninguém” para explorar a ideia de amor, pertencimento e valorização. Ele questiona:

O que significa ser “alguém” para outra pessoa?

E se esse “alguém” já pertence a outro ou a ninguém?

Será que, no fim, todos têm um “alguém”, mesmo que não percebam?

No final, há uma reflexão triste: muitas pessoas deixam “alguéns” especiais passarem, subestimando seu valor, como se fossem “ninguém”—até que seja tarde demais.

ESCOLHI VOCÊ PARA SER FELIZ

O poema expressa um amor profundo e intenso, revelado por meio de gestos, sensações e emoções cotidianas. O eu lírico descreve seu afeto através do toque, do cheiro, do sorriso matinal, do abraço aconchegante e da admiração pela pessoa amada. O “eu te amo” vai além das palavras—é uma promessa de vida compartilhada, confiança, admiração e felicidade duradoura. No final, reforça a escolha consciente pelo amor e o desejo de que o outro sinta essa paixão com a mesma intensidade.

A VIDA COMO ELA É, OU COMO ACHAMOS QUE SEJA – SUAS COMPRAS PODEM TE DENUNCIAR

O narrador, em um hipermercado num domingo à tarde, observa os hábitos de compra e o comportamento das pessoas, tirando conclusões sobre suas vidas.

O “tiozão” divorciado: Reconhecível pelo visual típico (bermuda xadrez, camiseta preta), ele parece recém-separado, já que agora faz compras sozinho no domingo.

O “gordo feliz”: Com Coca-Cola e bolacha recheada, ele demonstra não se importar com julgamentos, vivendo como quer.

O possível casal gay: Dois homens bem cuidados (depilados, tatuados) com compras sem itens femininos levantam a suspeita de serem um casal, já que nenhuma mulher deixaria o marido ir ao mercado sem uma lista.

Os recém-casados: Atentos um ao outro, compram alimentos saudáveis e congelados, mostrando a fase romântica inicial, que logo se transformará em desinteresse (“Vai você, eu quero descansar”).

O senhor do fermento: Compra apenas um item, claramente enviado pela esposa no meio do preparo de um bolo.

O próprio narrador observado: A atendente nota sua aliança, revelando que ele também está sendo analisado.

Conclusão: Observar a vida alheia pode ser revelador, mas é bom lembrar que também somos observados. A diferença está em observar, não fofocar.

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