ALIANÇA DO PRAZER – SERÁ QUE AQUI NASCEU OUTRO FETICHE MEU?

O autor, em tom descontraído e bem-humorado, conta como conheceu um homem atraente do Sul em 2014 e, após uma troca de mensagens e um telefoneme, descobriram várias coincidências curiosas: mesmo número de roupa, gostos semelhantes e até preferências sexuais alinhadas.
A conversa levou ao assunto de cock rings (anéis penianos), algo que o narrador nunca havia experimentado, mas que decidiu comprar por influência do novo interesse. Ao usar o acessório de couro com tachas, descreve a sensação de prazer constante durante o dia, brincando que o homem em questão “planejou” isso para ocupar seus pensamentos.
Apesar da atração e da química, ainda não se encontraram pessoalmente, mas o narrador já encomendou mais modelos do acessório, fazendo uma piada sobre substituir o “anel de noivado” por um “anel peniano de brilhantes” entre homens.

UMA VEZ… DE JANEIRO A JANEIRO

O texto é uma reflexão profunda e poética sobre o amor, suas intensidades e suas impermanências. O autor relembra uma promessa de amar alguém “de janeiro a janeiro” (ou seja, eternamente), mas reconhece que, na realidade, esse amor durou apenas de “abril a setembro”. Com o tempo, os ciclos se repetem, e o amor se reinventa em diferentes estações, mas nem sempre permanece.

Amar é descrito como um ato de entrega total, de transformar dor em alegria e de viver sem medo. No entanto, também significa aprender a deixar ir, a cuidar de longe e a aceitar que nem todos os amores são eternos. O autor questiona se as dores do amor valem a pena, se são “pétalas ou espinhos”, mas mantém a certeza de que seu sentimento foi verdadeiro.

Apesar das despedidas e das mudanças, o texto encerra com a persistência do amor—uma crença de que ele perdurará “até o mundo acabar”, mesmo que não mais da forma que um dia se imaginou.

Ideia central: O amor é intenso, mutável e muitas vezes passageiro, mas a experiência de amar—com toda a sua dor e beleza—é eterna em sua essência.

NO MAR

O poema “No mar…” evoca a experiência de estar à beira-mar, onde o eu lírico busca relaxamento e uma conexão profunda com a natureza. As ondas do mar são apresentadas como um convite para a luta e a exploração, simbolizando tanto a força da natureza quanto a liberdade de se deixar levar pelos sentimentos.
A linguagem é rica em imagens sensoriais, transmitindo a ideia de prazer e deleite nas pequenas coisas, como brincar e beijar. A relação com o mar é uma metáfora para a vivência intensa e passageira dos momentos, ressaltando a importância de aproveitar o presente. O poema celebra a beleza do ambiente natural e a capacidade de se deixar envolver por ele, transformando cada experiência em um sentimento pleno e vibrante.

#NOMEUCONSULTORIO 38 – CRISE DE ATIVOS

Este texto humorístico e reflexivo, escrito em tom descontraído, aborda a “crise de ativos” no contexto das relações afetivas e sexuais, usando a história de Miguel como ponto de partida. Miguel, um homem solteiro há seis meses, está passando por uma fase de frustração e confusão emocional, o que o leva a comportamentos exagerados e até agressivos, como dar um soco em um saleiro e pimenteiro por representarem um “par perfeito”. Ele também faz comentários ácidos sobre casais, revelando sua inveja e desconforto com a própria solidão.

O narrador, que se identifica como psicólogo (embora brinque com a descrença das pessoas sobre sua profissão), reflete sobre as responsabilidades e pressões que os “ativos” enfrentam nas relações, desde a iniciativa sexual até a culpa por um possível insucesso na intimidade. Ele também comenta sobre a falta de ativos no mercado afetivo e sugere que isso pode estar relacionado ao peso das expectativas e ao desgaste emocional que esse papel acarreta.

A história de Miguel serve como um exemplo de como a solidão e a transição para uma nova fase da vida podem ser confusas e dolorosas, especialmente quando se está cercado por casais aparentemente felizes. O texto termina com uma mensagem esperançosa, sugerindo que, assim como uva passa, essa crise também vai passar, e Miguel (e outros na mesma situação) encontrarão seu caminho, sem precisar agredir simbolicamente os pares que encontra pela frente.

O tom leve e irônico do texto mistura humor com uma análise social sobre relacionamentos, papéis de gênero e as complexidades da vida afetiva moderna.

VAMOS FALAR DOS MEUS FETICHES?

Este texto é um relato pessoal e descontraído sobre fetiches e sexualidade, escrito de forma aberta e sem pudores. O narrador, que se descreve como alguém que sexualiza quase tudo, decide finalmente falar sobre seus próprios fetiches, algo que costumava evitar. Ele começa contando sobre um relacionamento casual de longa data com um homem, com quem mantém uma conexão que vai além do sexo, incluindo jantares, filmes e conversas profundas.
Durante um encontro recente, o narrador decide se abrir sobre seus fetiches, revelando que tem um interesse específico por homens usando calcinha. Ele assume que isso pode gerar julgamentos, mas defende que cada um tem suas preferências e que o importante é o respeito e o consentimento entre os envolvidos. Ele também menciona outro fetiche: o prazer em proporcionar dor (não em sentir), destacando que isso deve ser feito com cuidado e limites claros.
O texto termina com um suspense sobre o conteúdo de uma mochila que ele levou para o encontro, sugerindo que há mais detalhes sobre o que aconteceu, mas que serão revelados em outro momento. O tom do texto é leve, mas ao mesmo tempo provocativo, incentivando a reflexão sobre tabus, julgamentos e a importância de explorar a sexualidade de forma livre e respeitosa.

LAMENTO DE UM AQUARIANO

O poema expressa uma profunda nostalgia e um anseio por um lugar que simboliza conforto e felicidade, evocando a ideia de “casa” como um refúgio emocional. Através de imagens sensoriais, o eu lírico recorda momentos de alegria e liberdade vividos, destacando a importância do silêncio e do toque da presença amada.
A saudade é palpável, refletindo não apenas a falta do espaço físico, mas também da conexão íntima e dos prazeres compartilhados. As palavras transmitem um desejo intenso de retorno a essa sensação de lar, sugerindo que a presença da pessoa amada é essencial para a plena felicidade. A simplicidade e a profundidade das emoções tornam o poema uma ode à lembrança e à busca por reconexão com aquilo que é querido e significativo.

LOBA

“O poema ‘Loba’ é uma celebração da liberdade e da força feminina, personificada na figura da loba. A autora destaca a natureza selvagem e instintiva desse animal, que, apesar de sua ferocidade, também possui uma doçura e uma sensibilidade ao sentir o carinho dos outros. A loba é retratada como um ser único, que brilha mesmo na escuridão, simbolizando a beleza, a sensualidade e o encanto inerentes à sua essência.
A mensagem central do poema é que a verdadeira loba não pode ser domesticada ou contida; ela precisa viver livre, sem amarras, para expressar sua verdadeira natureza. A afirmação final, ‘Você é loba e sabe disso’, é um chamado à autoaceitação e ao empoderamento, incentivando as mulheres a abraçar sua força e individualidade.”

#NOMEUCONSULTORIO 37 – QUANDO VOCÊ GOSTA E SENTE ATRAÇÃO POR UM AMIGO E NÃO SABE O QUE FAZER

O texto aborda a complexidade de sentimentos amorosos e atração sexual entre amigos, explorando as dúvidas e questionamentos que surgem quando esses sentimentos se desenvolvem. O autor reflete sobre a possibilidade de namorar um amigo, destacando que a amizade já estabelece uma base de sinceridade e compreensão mútua, o que poderia ser benéfico para um relacionamento amoroso. Ele compartilha sua própria experiência de já ter se imaginado em situações íntimas com amigos, mas reconhece o receio de arriscar a amizade.

O autor também menciona a história de Álvaro, que sente atração por um amigo próximo, e questiona se essa atração poderia evoluir para algo mais. Ele defende a ideia de que, com maturidade e consentimento mútuo, um relacionamento amoroso e sexual entre amigos pode ser algo positivo e até mesmo “divino”. No entanto, ressalta a importância de ambos estarem preparados para a possibilidade de o relacionamento não dar certo, sem que isso afete a amizade.

Por fim, o autor encoraja as pessoas a se permitirem viver intensamente seus sentimentos, sem medo de arriscar, pois o tempo é precioso e as oportunidades podem não se repetir. Ele encerra com uma provocação humorística, questionando aqueles que duvidam de suas habilidades como psicólogo.

#NOMEUCONSULTORIO 36 – QUANDO UM EX APARECE E NA SUA CARA DIZ QUE VOCÊ NÃO FOI ESQUECIDO

O texto narra a experiência de ouvir de um ex-companheiro que se declara ainda sentir muito por ele. O ex expressa que nunca o esqueceu, que ainda o observa e pensa nele, mas não toma nenhuma atitude concreta para reatar o relacionamento. Ele questiona como alguém pode nutrir tanto sentimento e, ainda assim, não fazer nada para mudar a situação.

O autor reflete sobre a complexidade do amor, questionando se é possível amar alguém à distância, sem tocar ou sentir o outro fisicamente. Ele também pondera sobre a possibilidade de reatar com um ex, desafiando a ideia de que “ex é ex” e que não há volta. Para ele, o amor é livre e pode ser tentado quantas vezes for necessário, desde que ambas as partes queiram. Ele critica a passividade do ex, que, apesar de declarar seus sentimentos, não age para reconquistá-lo.

No final, o autor conclui que o amor deve ser vivido sem medo do que os outros vão dizer, e que a felicidade deve ser perseguida ativamente, sem esperar que o tempo resolva tudo. Ele brinca com a ideia de que, apesar de sua opiniao, ele também se vê envolvido em dilemas emocionais complexos, mostrando que ninguém está imune às dores e incertezas do amor.

QUATRO ANOS ZECA?

O texto expressa um reflexo sobre os quatro anos de relacionamento, onde o tempo parece ter passado rapidamente, mas a sensação é de que já estão juntos há muito mais. O autor questiona a ideia de almas gêmeas, pensando se a conexão profunda e a sensação de já se conhecerem são reais. Ele compartilha que o relacionamento trouxe felicidade e aprendizado, ensinando a valorizar a rotina, a compartilhar sentimentos e a apostar no amor e nas pessoas. Destaca a importância de se comunicar, de arriscar e de seguir em frente juntos, com a promessa de que os quatro anos iniciais são apenas o começo de um relacionamento que continua a evoluir e a enriquecer.

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