TEM GENTE QUE CHEGA E ACORDA TUDO NA GENTE

O poema descreve uma atração delicada e profunda despertada por alguém de aparência frágil como um cristal, mas cujo olhar leve e sorriso tímido provocam uma transformação intensa no eu lírico.
Há um desejo de imaginar o toque, o calor, o gosto e o cheiro do outro — uma sensualidade contida, mas genuína. O encontro com esse sorriso desperta algo que estava adormecido, e a comoção é tanta que a imagem do outro o “desmonta” por dentro.
FLOR DE LARANJEIRA E ANIZ

O poema é um diálogo afetuoso e leve com o próprio coração — angustiado, melancólico, preso a músicas tristes e à espera de um amor. O eu lírico o acalma, dizendo que sua hora vai chegar e que, quando acontecer, será de forma mansa, simples e verdadeira, sem forçar nada.
No fim, evoca a imagem da flor de laranjeira e do aniz como elementos simbólicos capazes de transformar a tristeza (“tardes cinza”) em felicidade duradoura — uma espécie de feitiço afetivo que perfuma e cura o coração.
INEXPLICÁVEL

O poema descreve o surgimento natural de uma conexão genuína entre duas pessoas. A atração inicial (“você gosta do que vê”) evolui para uma sintonia espontânea — nos gostos, nas ideias, nos olhares e nos detalhes do cotidiano.
Tudo acontece de forma fluida, como se já se conhecessem. Essa energia que nasce não precisa ser explicada; simplesmente aproxima, acontece e se transforma em verdadeira conexão.
FLOR DE LARANJEIRA, CUIDA DO MEU AMOR

O poema é uma invocação amorosa e simbólica dirigida à flor de laranjeira, pedindo que ela se torne mensageira e protetora de um amor à distância.
O eu lírico deseja que a flor una os dois corações (“faz do meu eu teu eu”) e perfume a ausência do amado, lembrando-o dos seus carinhos, beijos e sorrisos. Ele entrega a flor ao “menino” para que a leve ao amor distante, como um símbolo vivo do afeto que continua a crescer e florescer.
No fim, a flor é chamada a alimentar e aromatizar esse amor, transformando uma promessa não feita em palavras em um “grande amor” concreto, doce e duradouro — como os frutos saudáveis que virão.
FLOR DE LARANJEIRA

Um poema que pinta um cenário sensual e natural, onde uma tarde tranquila — com flores, borboletas e o pôr do sol — serve de fundo para um encontro íntimo e apaixonado. O corpo, a respiração, as mãos e os beijos se fundem numa harmonia perfeita com a natureza (jasmim, pássaro, vento, lua).
A flor de laranjeira é o símbolo central: perfuma o momento, representa o amor da vida do eu lírico e, no fim, se torna um convite à entrega total — “joga-te em meus braços”. O poema celebra a fusão entre desejo humano e beleza natural, tudo envolvido num aroma doce e inesquecível.
QUEM É VOCÊ?

O poema é uma reflexão sobre o impacto intenso de uma pessoa na vida do autor. Cada linha registra uma memória sensorial e emocional — da timidez e astúcia dela aos beijos, carinhos e momentos compartilhados — que geraram deleite, êxtase, emoção e, por fim, dor na despedida.
A pergunta final “Quem é você?” revela que, apesar de toda a experiência vivida, a pessoa permanece um mistério profundo, cuja verdadeira essência talvez nunca tenha sido totalmente compreendida, apenas sentida.
ASSIM BEM SIMPLES

O poema é uma declaração de identidade que rejeita rótulos convencionais — como idioma, religião, cor, gênero ou orientação sexual — para afirmar uma essência feita puramente de afeto e presença.
O eu lírico se define como:
Amor, cheiro, pele e flor
Abraço, carinho, beijo, toque
Sussurro, língua, corpo quente e sombra
Coração, choro, sorriso e emoção
Sua existência se resume a ser “todo seu” — uma entrega total, física e emocional, que transcende qualquer categoria e se define apenas pela intimidade e promessa compartilhada.
ESTAÇÃO DO MEU EU

O poema compara o “eu” do autor a uma estação de trem, onde as pessoas são como passageiros que chegam e partem.
Alguns trazem novidades, outros ficam pouco tempo, alguns aguardam o próximo trem (uma nova etapa), e há os que passam apenas pela janela — observando sem parar.
A ideia central é a sensação de espera e passagem constante: a estação (o “eu”) permanece, observando os encontros e despedidas, sempre à espera de algo ou alguém que talvez nunca chegue para ficar.
TURCO

Um poema que fala sobre saudade e afeto direcionado a alguém chamado “Turco”. O texto evoca memórias sensoriais — cheiro, toque, calor, beijo — e descreve a pessoa como uma mistura de manhoso, encrenca e carente, mas também sincera, envolvente e encantadora.
A saudade se manifesta no desejo de reencontrar não apenas a presença física, mas toda a intimidade e doçura que essa relação trazia, simbolizada pelo “calor de amor com cheiro de flor”.
ONDE ANDA O AMOR?

O texto descreve o amor de forma poética e despretensiosa: como algo que vagueia por aí — descamisado, embriagado, largado —, sem endereço fixo, mas que pode, inesperadamente, chegar ao seu lado a qualquer momento, hoje ou amanhã.
É uma imagem que mistura abandono e esperança, sugerindo que o amor não segue regras nem aparências, mas pode surgir de repente, na sua forma mais simples e verdadeira.