PASSAM-SE OS DIAS

Um poema que celebra o amor renovado a cada dia, fortalecido pela convivência e pelo tempo compartilhado. O eu lírico descreve um sentimento que amanhece mais calmo, leve e compreensivo, mas sempre intenso — e que se renova em cada beijo, abraço e olhar trocado.

Há um desejo de que o mundo reconheça a permanência desse amor, e um receio de que o amado não perceba sua profundidade. A passagem do tempo não enfraquece, mas confirma o vínculo, encerrando com a promessa de um amor eterno: “Passam-se os dias e, a cada amanhecer, vou te amar… até o mundo acabar!”.

FLORBELA ESPANCA

Um poema inspirado em Florbela Espanca que celebra o amor recíproco e ativo. Ele contrapõe a dor de amar sozinho à beleza de um amor compartilhado, onde dois se tornam um — “nem um, nem dois, só uma cama”.

A mensagem é um chamado para transformar o amor em luta ativa, onde dar e receber se equilibram, levando à felicidade plena.

ON WHITE

Um sonho lúcido sobre um encontro íntimo e cultural. A cena se passa em um café, onde línguas diferentes (português, inglês) se fundem no clima envolvente. A atração é física (“língua e boca quente”, “corpo profundo”) e emocional, retratando o amado como um “pequeno gigante” de passos errantes, cuja presença é constante e cuja conexão transcende fronteiras, unindo os amantes além do mundo percorrido.

OS 7 PECADOS CAPITAIS

O poema subverte o conceito tradicional dos sete pecados capitais, transformando cada um em um ingrediente de paixão e desejo dentro de uma relação intensa. O eu lírico deseja libertar o “animal” interior e usar os “pecados” do outro — como a ira, a gula, a inveja, o orgulho, a avareza, a preguiça e a luxúria — como combustível para versos, loucuras, cumplicidade, atenção, entregas corporais e êxtase sexual.

A visão é de uma comunhão transgressora, onde os vícios se tornam expressão de um amor arrebatador, carnal e eternamente fascinado.

PARIS…PARIS…PARIS…

Um poema que captura o encantamento e a nostalgia vividos em Paris. O eu lírico descreve a cidade em suas “tardes gris” (cinzentas), suas luzes, aromas e o clima de paixão que flutua no ar, onde as pessoas se misturam e se enamoram.

No entanto, mesmo imerso nessa beleza, surge a saudade do Brasil. O poema termina com a promessa de um retorno futuro, não apenas para rever, mas para ficar e viver definitivamente na cidade-luz, unindo o amor pelos dois lugares..

FELICIDADE?

Este breve poema, “FELICIDADE?”, é um momento de insight e autoavaliação crítica. O eu lírico confronta a contradição entre o que ele sabe ser verdade e o que ele pratica.
Aqui está a essência da sua mensagem:
O poema parte de um ensinamento já conhecido: a felicidade é uma escolha e uma responsabilidade pessoal (“só nós podemos viver, só nós podemos querer”). No entanto, o próprio eu lírico se flagra repetindo um padrão antigo: sacrificar a própria felicidade em busca da felicidade de outra pessoa.
Ele se vê “mais uma vez no perder”, tentando “obter” ou “fazer” a felicidade alheia, algo que ele já sabe ser uma tarefa impossível e autodestrutiva.
A conclusão é uma lição aprendida pela experiência, um lembrete urgente consigo mesmo: “Não deixe a sua felicidade pela felicidade de ninguém”. É um aviso sobre os perigos do altruísmo excessivo e a importância de preservar o próprio bem-estar emocional. O poema, portanto, é sobre reconhecer um erro cíclico e firmar um propósito de mudança para quebrar esse padrão.

SEU OLHAR TRISTE

Um poema dirigido a alguém de “olhar triste” e “bom coração”, que sofre imerso em suas cores vivas e mágicas. O eu lírico questiona a origem da dor (uma perda, promessa ou paixão) e a exorta a erguer os olhos, buscar força nos arcanjos e libertar-se da tristeza. A razão final é revelada: a alegria daquela pessoa é vital, pois contagia e alimenta a alma, o coração e a magia de quem a observa. É um apelo pela restauração de uma luz compartilhada.

FACES DO AMOR

O texto descreve as múltiplas faces do amor — desde o amor familiar e de amizade até aquele que nasce dentro de nós e só faz sentido quando encontramos a “outra parte”.

A declaração principal é um amor incondicional: amar o outro exatamente como ele é, com qualidades e defeitos, acertos e erros, loucuras e responsabilidades.
O amor, aqui, não busca mudar, mas aceitar e celebrar a essência única do ser amado: “Amo você porque você é você!”.

PENSAR… QUERER… DESEJAR… ESTAR… PRESENCIAR… ESPERAR PARA VIVER.

Este é um texto que constrói uma declaração de amor progressiva e completa, usando uma sequência de verbos-chave para estruturar o sentimento. Em essência, o texto descreve o amor não como um simples sentimento, mas como um projeto de vida conjunto, construído com pensamento, vontade, desejo, presença, realização e esperança dedicados a uma única pessoa. É a definição de um amor total e dedicado.

MELANCIA

Que jogo de palavras encantador! Esse pequeno poema, “MELANCIA”, é uma peça lúdica e afetiva que brinca com os sons para construir seu significado.

Aqui está a análise do seu efeito:

Desmontando a Palavra: O poema começa desconstruindo “Melancia” em “Mel ansia”. Isso transforma a fruta em um sentimento: a ânsia por algo doce (mel).

Associação de Sons: A sequência “Melancia. Melão, cia.” cria um ritmo musical, como uma cantiga, ligando afetivamente as frutas pelo seu som.

O Clímax Afetivo: A linha final, “Meu amor… mia”, é a chave de tudo.

“Meu amor” direciona todo o jogo anterior para uma pessoa amada.

O verbo “mia” (de miar) é genial. Ele personifica o amor, dando-lhe uma voz doce, terna e suplicante. É como se o amor estivesse “miando” de carinho ou saudade.

Em resumo: O poema usa a brincadeira com as palavras “mel”, “melancia” e “melão” para criar uma atmosfera doce e lúdica, que culmina em uma declaração de amor terna e inventiva. É como se o falante estivesse tão cheio de um amor doce que ele transborda em um jogo de sons carinhosos, chamando seu amor de forma única e poética.

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*Confira se o computador não é compartilhado com menores de idade.