TALVEZ EU SEJA O ÚLTIMO ROMÂNTICO

O texto é uma reflexão sobre o romantismo como escolha de vida — mesmo que pareça coisa do passado, o autor descobre que ainda há outros como ele, que acreditam e sonham com o amor. Para viver assim, foi preciso abandonar velhas crenças e certezas, fazendo da vida um caminho aberto, mas também íntimo e único.

Ele se declara talvez “o último romântico dos litorais do Atlântico”, consciente de que ainda falta querer, ganhar e talvez perder — e depois, mesmo sendo adulto, poder chorar. Porque romântico sente tudo, sem vergonha.

O pedido final resume o essencial: um beijo sem pressa, um abraço de despedida do mundo, viver pelo coração. Se isso for loucura, que assim seja — melhor não ter razão e ter amor.

CADÊ VOCÊ?

A busca acontece em um espaço vazio e silencioso — corredor, portas, janelas. Quem procura sente falta de alguém que ao mesmo tempo se esconde e provoca, misturando desejo e irritação. No fim, o tom muda: o desejo se revela num gesto leve e brincalhão, como um bocejo ou um gracejo.

O NOVO OU O VELHO?

O poema contrapõe o novo e o velho. O novo atrai pelo glamour, pela expectativa e pelo desejo de perfeição. O velho conquista pelo charme da história vivida, pelas experiências acumuladas — e, ao final, revela-se o preferido: o eu lírico lista com afeto seus pertences envelhecidos, destacando que o velho tem vivência e memória, enquanto o novo nada sabe, nada tem.

AH… NÃO CHORA…

Um consolo amoroso. Quem fala se oferece como abrigo, força e beleza para o outro, pedindo que não chore e lembrando a promessa feita.O eu lírico consola alguém que está chorando, afirmando que está ao seu lado para amparar, acariciar, abraçar e cuidar. Declara-se como porto seguro, força e beleza para a pessoa amada. No final, lembra uma promessa feita e reafirma que seu amor pertence a ela, pedindo mais uma vez que não chore.

NA MINHA VARANDA

O eu lírico imagina sua velhice, sentado na varanda em tardes de verão. A chuva chega e ele fecha os olhos para recordar os momentos vividos com alguém especial. No final, chama por “Jakutinga” e pergunta por onde essa pessoa anda, revelando saudade e distância.

EU TE DESEJO

O poema repete “Eu te desejo…” seguido de várias palavras que rimam com “desejo” (poejo, cortejo, vilarejo, etc.). A repetição esvazia o sentido do desejo, transformando-o em algo mecânico, disperso e até irônico.

VERBO AMAR

O poema mostra que há três formas de “amar”:

Eu amo — é a declaração, o que se diz, mas pode ser só palavras.

Estar amando — é a ação contínua, o sentimento vivido no presente, que nem sempre acontece.

Que eu ame — é a possibilidade, o desejo, aquilo que ainda não se concretizou.

No fim, o poema revela que declarar amor não significa vivê-lo, e vivê-lo não significa que ele seja real ou duradouro.

O TEMPO

O poema reflete sobre a natureza incontrolável do tempo — senhor de verdades e mentiras, alegrias e sofrimentos, curas e feridas. O eu lírico deseja manipulá-lo, mas reconhece que isso é impossível: o que passou, passou.

Diante disso, a saída não é tentar dominá-lo, mas entendê-lo e aceitá-lo. Estar aliado ao tempo — respeitando seu fluxo e aprendendo com ele — é a verdadeira salvação.

MATE O MEU AMOR

O poema expressa o conflito de um amor que ainda existe, mas não pode mais ser vivido sem causar mais dor. As cicatrizes são recentes, e ambos sabem que se machucam ao se aproximar. A razão diz para parar, mas o coração insiste — e a confusão entre emoção, paixão e ilusão só aumenta.

Há um pedido contraditório: se não pode tê-lo, por que luta? Se não o quer, por que preserva o sentimento? O eu lírico se sente anulado, como se já não vivesse a própria vida.

A saída dolorosa é pedir para ser abandonado, anulado, “morto” — para que, com o tempo, o que era belo se apague e, assim, ele possa finalmente se libertar.

ESTAMPA

O poema descreve a admiração por um rosto bonito e marcante — que “estampa a estampa”, como se fosse uma obra de arte viva. O sorriso maroto e o olhar sincero despertam desejo imediato, mesmo à distância.

É uma celebração da atração instantânea e do encantamento visual que logo se transforma em vontade de proximidade.

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