SABE POR QUE TE AMO?

O poema é uma celebração de um amor que liberta, alegra e rejuvenesc, escolhido conscientemente como caminho para a felicidade. A sensação geral é de êxtase, leveza e gratidão.

ME LEIAM

O texto é uma reflexão sobre o ato de escrever como um meio de expor sentimentos, medos, loucuras e paixões — seja no papel, na tela ou em qualquer superfície. O autor descreve a escrita como um processo de desnudamento emocional, onde palavras se tornam um canal para dores, amores, desejos e fraquezas.

Embora às vezes haja receio de como o escritor será interpretado, a escrita flui de forma espontânea, misturando imaginação e experiências pessoais. O texto questiona o que significa ser “escritor”: uma figura paradoxal, vista ora como intelectual, ora como arrogante, louco ou santo. Os leitores criam suas próprias concepções sobre quem escreve, julgando, amando ou odiando sem realmente conhecer a pessoa por trás das palavras.

Apesar disso, o autor assume que prefere continuar escrevendo, mesmo sabendo que será rotulado e interpretado de mil formas. No fim, o que importa é a liberdade de brincar com as palavras, deixando que elas façam sentido (ou não) para quem as lê.

CARTA PARA ROMEU

O texto é uma carta emocionada dirigida a alguém que partiu, expressando a dor da ausência e a dificuldade de se adaptar à rotina sem essa pessoa. O autor descreve pequenos gestos cotidianos que ainda remetem à presença do ente querido, como ouvir sua voz, sentir seu cheiro e manter seus hábitos. Apesar da dor, ele aceita a partida, compreendendo que era necessária, e pede permissão para sofrer, transformando essa dor em amor.

O autor reconhece que, com o tempo, a ferida cicatrizará, mas a lembrança permanecerá viva. Ele relata tentar seguir os planos que fizeram juntos, repetindo rotinas sozinho, como forma de lidar com a saudade. Mesmo em meio à tristeza, ele encontra conforto na ideia de que a pessoa amada continua a espalhar amor e luz, ajudando outras almas.

A carta termina com um pedido: que sua dor seja convertida em mais amor, honrando a memória de quem se foi. O autor ainda fala com a pessoa, questionando se é ouvido, e agradece o apoio de outros, embora desconfie da sinceridade de alguns. A mensagem final é de resignação e amor eterno, mesmo em meio às lágrimas.

LOLA, LOLA

O poema é um apelo paradoxal a Lola, onde o eu lírico suplica por dominação total — desde violência física até abandono emocional —, mas teme a indiferença. O corpo e a alma são oferecidos como sacrifício, desde que haja presença, mesmo que cruel.

LOLA, RASGA MEU CORPO

Um poema curto e incisivo que transforma o desejo em violência controlada. O eu lírico não quer ser um brinquedo passivo, mas uma arma ativa — uma lâmina que corta, penetra e provoca o prazer como uma explosão.

ME ENTREGO LOLA

Neste poema, o eu lírico oscila entre o desejo ardente e o medo visceral, criando uma tensão erótica e psicológica. A voz poética confessa fantasias “sórdidas” e uma submissão quase infantil a Lola, que o domina como uma carrasca e uma mãe punitiva ao mesmo tempo.

ALGUÉM DE NINGUÉM

O poema brinca com as palavras “alguém” e “ninguém” para explorar a ideia de amor, pertencimento e valorização. Ele questiona:

O que significa ser “alguém” para outra pessoa?

E se esse “alguém” já pertence a outro ou a ninguém?

Será que, no fim, todos têm um “alguém”, mesmo que não percebam?

No final, há uma reflexão triste: muitas pessoas deixam “alguéns” especiais passarem, subestimando seu valor, como se fossem “ninguém”—até que seja tarde demais.

ESCOLHI VOCÊ PARA SER FELIZ

O poema expressa um amor profundo e intenso, revelado por meio de gestos, sensações e emoções cotidianas. O eu lírico descreve seu afeto através do toque, do cheiro, do sorriso matinal, do abraço aconchegante e da admiração pela pessoa amada. O “eu te amo” vai além das palavras—é uma promessa de vida compartilhada, confiança, admiração e felicidade duradoura. No final, reforça a escolha consciente pelo amor e o desejo de que o outro sinta essa paixão com a mesma intensidade.

LOLA, ME BEIJA A VAGINA

Um poema erótico que transforma o ato sexual em um ritual de entrega total, onde o corpo e o prazer são sagrados. A voz lírica suplica por uma experiência que vá além do físico — um êxtase que a desfaça e a reconstrua, deixando marcas mesmo após o fim.

MENINO, MOÇO, HOMEM

O poema descreve a jornada de crescimento de um homem em três atos simbólicos, marcados pela transformação da natureza e da própria essência:
1. A Criança no Campo Verde
o Pureza, transparência e inocência.
o O mundo é um lugar de verdades simples, confiança e presentes (presentes como dádivas e também como “agora”).
o O vento leve e o capim verde representam a leveza da infância.
2. O Moço no Capim Amarelado
o A adolescência: hormônios, intensidade e descobertas brutas.
o Emoções extremas (amor, traição, dor) que deixam cicatrizes como “lição de casa”.
o Tudo é rápido, imenso e avassalador — como um campo que já não é verde, mas ainda não é ouro.
3. O Homem no Capim Dourado
o Frieza e dureza de ouro: brilho superficial, mas interior sólido e frio.
o Descrença em pureza e promessas; a experiência o transformou em uma “rocha” que machuca sem querer.
o O esplendor esconde a perda da leveza — agora, ele “seduz”, mas não se entrega.

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