COM SAUDADES

O poema expressa uma profunda nostalgia, capturando a saudade de cheiros, toques, momentos e pessoas que marcaram a vida do eu lírico. A repetição de “Acordei com saudades” reforça a intensidade dessa falta, que vai desde memórias afetivas — como abraços, beijos, sorrisos e silêncios compartilhados — até sensações cotidianas (o cheiro de rosas, o barulho do rio, o aroma da cozinha). Há também uma saudade das palavras e da arte que emocionam, além de uma reflexão melancólica sobre o passado e até sobre si mesmo.
EU E MINHAS LOUCURAS

O texto é um hino à liberdade criativa e ao poder transformador da imaginação, onde o eu lírico celebra a loucura do sonhar como refúgio e força vital.
QUANDO JULHO CHEGAR

O poema é um convite ao amor e ao aconchego, onde o eu lírico espera o inverno (julho) como um marco para reencontrar-se com o amado e viver momentos de doçura, calor e renovação.
LOLA

O poema é um apelo sensual e visceral, onde o eu lírico implora por intimidade física e simbólica, representada por couro, amarras e prisões efêmeras de prazer. A voz poética não pede amor romântico, mas sim a experiência crua do desejo — beijos longos, toques que apertam, a textura do couro na pele.
SEU PECADO SOU EU

O poema “SEU PECADO SOU EU” é uma declaração intensa de amor e desejo. O eu lírico, como um amante ardente, busca entrar na vida da “mulher sedenta” com fervor. A linguagem é sensual, revelando um desejo profundo pelos beijos e pela proximidade física.
A ideia de “segurar o coração” sugere vulnerabilidade, enquanto a promessa de saciar a “sede de pecado” enfatiza a conexão entre desejo e prazer. As imagens de se perder nas curvas da mulher e adormecer em seus braços refletem uma busca por intimidade e entrega total. O poema encapsula a essência do amor e da atração física, celebrando a entrega ao amor e à conexão emocional.
JANELAS D’ALMA

O poema retrata um êxtase espiritual e emocional, onde o eu lírico é transportado por um “espírito leve” — talvez o amor, a inspiração ou um encontro transcendental — e depois devolvido ao mundo comum, mas transformado.
MENINO DO RIO

Este poema retrata a figura do “menino do rio”, uma personagem que mistura a inocência e a travessura da infância com a maturidade de um homem. A partir das histórias contadas pela professora, o narrador descobre esse menino, que é descrito como alguém que chega e se espalha, às vezes atrapalhando, mas sempre com um jeito infantil que pede colo e apronta. Ele é ao mesmo tempo um homem e um menino, um amigo que traz consigo lembranças e imagens simples, mas marcantes.
O menino do rio simboliza a dualidade entre a seriedade da vida adulta e a leveza da infância, representando também a passagem do tempo e as memórias que ficam. Ele vem como uma viagem ao passado e vai como uma brincadeira, deixando saudades e a sensação de que a infância, embora distante, sempre permanece viva em algum lugar dentro de nós.
FOTOGRAFIAS

Este texto reflete sobre o poder emocional das fotografias, que são capazes de transportar-nos no tempo e reviver sensações, sentimentos, risos e lágrimas. O autor descreve como um simples pedaço de papel com formas e cores pode invadir nosso ser de maneira inesperada, despertando emoções profundas, desde alegria até saudade e dor.
Ao revisitar uma caixa cheia de fotografias, o autor experimenta uma mistura de sentimentos: as imagens trazem lembranças felizes e momentos importantes, mas também provocam uma certa melancolia ao lembrar que esses instantes já passaram. As fotografias são registros de experiências significativas, que marcaram a vida de quem as viveu, e servem como testemunhos de um passado que, embora distante, continua vivo na memória e no coração.
AMENDOEIRA EM FLOR

Este poema é uma expressão de amor e devoção, utilizando a imagem da amendoeira em flor como símbolo de beleza e entrega. A voz poética floresce e se exalta apenas para o ser amado, oferecendo-lhe ramos de afeto e dedicação. A relação é retratada como uma troca de carinho e inspiração: dos ramos recebidos, a poeta cria flores e amores, transformando a beleza compartilhada em momentos de alegria, beijos e conexão profunda. O texto celebra a exclusividade e a intensidade de um amor que é fonte de vida e inspiração.
JAKUTINGA

O texto é um manifesto vibrante e humorado sobre a pluralidade da mulher, que pode assumir inúmeras identidades — desde a “MORTADELA” até a “MULHER MARAVILHA”, passando por papéis como mãe, amante, professora ou a “ovelha negra”. Cada rótulo citado (mesmo os absurdos, como “Doutorado em BETACAROTENA”) brinca com estereótipos para destacar uma verdade central: ela é simplesmente o que é, sem precisar se encaixar em expectativas alheias.