TE BANHO, ALMA FOGOSA

O poema fala de um banho simbólico e afetivo, feito com raios de sol, que envolve o corpo, os pelos e os desejos do outro. É um gesto de entrega total: banhar o amado com carinho, amor, vontades e sentimentos.
A imagem final destaca a dualidade da pessoa amada — de alma bondosa e fogosa — que é acolhida por completo nessa comunhão de luz e afeto.
SENTINDO TEU CORPO

O poema expressa um desejo intenso de entrega física e afetiva — enroscar-se no corpo do outro, sentir seus braços, suas coxas, o sabor da boca e os pelos na pele. Há uma busca por intimidade total, misturada a ternura (“mimos e dengos”) e sensualidade.
O desejo se completa na imagem do “menino arteiro” — alguém que se quer por inteiro, com leveza e paixão.
MIL CORAÇÕES

O poema fala sobre a proteção da própria essência por trás de máscaras escolhidas. O eu lírico se despedaça em emoções, mas não quer amar — quer adorar, e só se entregará por completo quando a pessoa certa chegar.
Até lá, guarda seu eu mais puro e obscuro, esperando alguém que merezca sua paixão, amor, fogo e entrega total. É um texto sobre cuidado consigo mesmo e a espera ativa por quem realmente valha a pena.
ENTREGA

O poema descreve o início de uma conexão profunda — que nasce nos olhares que se permitem e nas mãos que se entregam. A partir daí, o eu lírico convida o outro a mergulhar em seus olhos, explorando sentimentos, desejos e emoções.
É um chamado para que o outro vasculhe esse universo interior até encontrar o que verdadeiramente o fascina, encanta, ensina e domina. A entrega é mútua: perder-se para achar-se no outro.
ON WHITE

O poema descreve um encontro íntimo e onírico, ambientado num café, onde duas línguas — português e inglês — se entrelaçam num clima suave e sensual. A comunicação vai além das palavras: é feita de silêncios, toques e envolvimento.
O corpo do outro é explorado como um território (“profundo”), e a figura amada é descrita como um “pequeno gigante” de passos errantes, mas constante na entrega amorosa. A cena mistura desejo, afeto e poesia num só instante.
SÓ NOS SEUS OLHOS

O poema explora a dualidade expressa no rosto e nos olhos da pessoa amada: neles, o eu lírico vê o amor puro e leve, como bolhas de sabão — transparente, delicado, possível. Mas também vê a cruz que julga, fere e destrói.
Apesar desse conflito, a boca da pessoa revela luta, esperança e a persistência da criança interior que ainda crê no amor como força construtiva, pacífica e recíproca. No fim, afirma que o amor, embora único, é feito de dois — uma unidade que só se completa na troca.
ACABOU

O poema expressa a postura de alguém que age, propõe, luta e persiste — em vez de ficar passivo, entregue ou abandonado. O eu lírico afirma sua existência e seu desejo, mas impõe uma condição essencial: é preciso que haja um ganho de alma, coração e emoção.
Se isso não acontece, a conclusão é direta e definitiva: “Acabou então!”. O texto celebra a entrega ativa, mas também a autopreservação diante do vazio afetivo.
NA MINHA PELE

O poema expressa o desejo de que a pele seja um registro vivo das melhores lembranças — um diário íntimo, testemunha da existência. O eu lírico quer despir-se das roupas e cobrir-se apenas com a própria pele, onde sangue, tecidos e veias formam um ser vivo em movimento.
A pele, então, se torna mais que superfície: é o que revela a essência, o que permite ser visto como alma transparente.
OWWW ME LEVA

O poema é um pedido intenso e afetivo de entrega e proximidade. O eu lírico clama para ser levado nos braços do outro, sentir seu calor, seu abraço, sua pele — ao mesmo tempo humana e profana.
Há um desejo de se perder nesse “emaranhado” de corpos e sentimentos, embalado no colo do amado, mergulhando no prazer que a vida oferece. É um convite à fusão sensual e emocional, repetido num apelo que é quase súplica: “Owwwwwwww me leva…”.
DEIXOU SÓ A DOR NO MEU CORAÇÃO…

O poema reflete sobre um amor intenso e profundo, construído na alma — entre carne e sentimento — que trouxe segurança, afeto e a sensação de plenitude. A figura amada é descrita em camadas: no corpo, o “J” da juventude aliado à maturidade do “H” de homem disposto a se casar.
Há também a lembrança do que esse amor representou no passado: foi encontro, valorização, surpresa e criação. Mas tudo isso, no fim, só deixou dor no coração — um amor que se viveu intensamente, mas cujo saldo final foi a saudade e o vazio.