PRESENTES DESEJADOS

Um conselho sobre estar atento aos presentes que a vida oferece, mesmo quando eles não chegam no “embrulho” esperado. Muitas vezes, o que desejamos se concretiza de forma diferente da imaginada, e cabe a nós reconhecê-lo — ou perdê-lo para quem vier depois.
A segunda parte ilustra isso com uma experiência pessoal: depois de muito procurar, o autor quase não viu o que estava tão perto, mas não vacilou, abriu o presente, e encontrou algo para ver, sentir, gostar e amar. É uma mensagem sobre atenção, coragem de receber o inesperado e a felicidade de descobrir o amor onde menos se espera.
CAIR NOS TEUS ENCANTOS

O poema descreve a atração por alguém com uma “cara de moleque” e jeito brincalhão, que também carrega as múltiplas faces de um poeta. O eu lírico expressa medo de cair nos encantos dessa pessoa, fascinado especialmente por seus cabelos grisalhos e pela boca desenhada que convida a beijos demorados, intensos e cheios de furor.
É um retrato de desejo e admiração, onde a combinação de jovialidade e maturidade (no jeito e nos cabelos) cria uma sedução irresistível e temida.
PARTIR

Um poema sobre partir, mesmo sem saber para onde. O narrador, imerso em pensamentos alheios ao redor, observa as luzes dos faróis como testemunhas silenciosas de sua despedida. Na bagagem, leva memórias de alegrias e tristezas e um coração que chora — chora por amar sem ter mais a quem dar esse amor, e por deixar para trás uma metade que nunca quis abandonar.
A partida é descrita como uma escolha necessária e dolorosa, um movimento rumo ao desconhecido, carregado de dúvida, mas inevitável. É um texto sobre a dor do desapego e a coragem de seguir em frente, mesmo quando o destino é incerto.
ASSIM TE AMO

Um relato intenso e corporal sobre um amor que se expressa através do desejo físico avassalador e da conexão emocional profunda. O narrador descreve a agonia de estar perto do amado sem poder tocá-lo, imaginando em detalhes sensoriais um encontro ardente onde roupas são arrancadas, corpos se colam e se confundem, e o prazer se torna uma linguagem comum.
O amor é apresentado como uma força dupla: a animalidade do sexo e a pureza do sentimento, fundidos em uma experiência única, simples e sincera. No fim, amar assim é ser “um em dois” — completo no corpo e no coração.
MEU SORRISO SEU

O poema brinca com a lógica circular do amor e da identidade compartilhada. O sorriso do outro seduz e liberta, fazendo com que os dois se tornem “um” único ser, que ainda guarda suas individualidades (“partes, sentimentos, metades”).
A magia está no ciclo diário: mesmo unidos, cada entardecer traz a possibilidade de reencontrar-se como “um” e, ao mesmo tempo, como indivíduos únicos. No fim, o sorriso — símbolo de alegria e identidade — é ao mesmo tempo meu e seu, num jogo de pertencimento mútuo que não apaga a singularidade de cada um.
QUERO SER NA SUA VIDA

Um poema que expressa o desejo de ocupar três papéis complementares na vida da pessoa amada: o menino que encanta, brinca e busca aconchego; o moleque que fascina, corre, ensina e admira; e o homem que enlouquece, vê a amada como igual, a ama verdadeiramente e sente que a merece.
É uma declaração de amor que une ternura, cumplicidade e paixão, mostrando o desejo de estar presente em todas as dimensões do viver a dois — do lúdico e protetor ao intenso e maduro.
ENCANTO

Um poema sobre desejar que o encanto que se transmite ao outro nunca se torne motivo de pranto, espanto ou excesso, mas sim de alegria, luz e equilíbrio.
O eu lírico pede que esse encanto traga apenas coisas boas e leves, que some sem nunca subtrair, e que possa ser usado para construir algo bonito. A ideia final é transformar esse encanto em um “canto” — uma melodia harmoniosa e compartilhada, onde entre dois, tudo possa ser bom.
SÓ

Uma reflexão solitária sobre o paradoxo de tornar outros felizes e, no fim, ser deixado para trás. O eu lírico questiona por que as pessoas que ama estão sempre distantes ou o abandonam, e se seu propósito seria justamente amar, aproximar, fazer feliz… e depois seguir só.
Há um tom de melancolia e resignação: após ensinar e dar amor, ele se vê esquecido, enquanto os outros seguem amando. O poema encerra com uma pergunta dolorida sobre se sua jornada será sempre esta — uma caminhada solitária após semear a felicidade alheia.
EU TÔ AÍ.

Um poema que transmite uma presença intensa e sensorial, mesmo na ausência física. O eu lírico afirma que, embora esteja saindo, sua alma permanece ao lado do amado, sentindo cada detalhe: a respiração, a pele, o calor, o desejo, o cheiro.
A conexão é descrita como mútua e tranquilizadora — ambos sabem que desejam estar juntos. É uma declaração de amor que ultrapassa a distância, mantendo vivos o toque, o abraço, o beijo e o amor desejado.
E EU CANTO PARA VOCÊ

Uma declaração de amor dedicada e ansiosa, que afirma que o sentimento sempre existiu — “só faltava você chegar”. O eu lírico descreve a intensidade de seu amor e desejo, com imagens sensoriais (perfume, gosto da boca) que expressam o anseio físico e afetivo.
A luz do amado é apresentada como guia e iluminação, e o coração confirma que “igual a ti não tem ninguém”. É um canto de entrega total, expectativa e celebração do encontro finalmente concretizado.