CORAGEM
O texto fala sobre um menino que sempre hesitava por excesso de medo — de errar, de cair, de não ser suficiente. Enquanto outros tentavam, ele calculava. Mas chegou um momento em que a vida não aceitou mais adiamento: a guerra não estava do lado de fora, mas dentro dele, e ninguém podia lutar por ele.
Coragem, para ele, não veio como impulso heroico, mas como uma decisão silenciosa: escolher ir mesmo com medo, aceitar o risco de falhar para não carregar a certeza de não ter vivido. E ele não estava sozinho: havia uma presença firme e constante disposta a caminhar ao lado, segurar quando preciso e lembrar que desistir também é escolha — e quase nunca a melhor.
No fim, coragem nunca foi sobre não ter medo — foi sobre decidir que, apesar dele, era hora de seguir.









