NÃO TENHO TEMPO PARA TE ENSINAR A AMAR

Este é um poema de despedida e autoafirmação. O eu lírico dirige-se a alguém que sente apenas “distância” e não consegue amar de forma plena e recíproca. Ele declara que não tem tempo para ensinar o outro a amar, a dar atenção e respeito, pois sua vida segue em frente, na luta por algo verdadeiro.
Em contraste, ele descreve o que busca: uma outra metade que o complete, não pela perfeição ou beleza, mas por ser companheira, cúmplice, surpreendente e capaz de oferecer atenção e carinho genuínos no cotidiano — algo que a pessoa a quem se dirige não foi. É um texto sobre reconhecer o próprio valor e seguir em busca de um amor que some, e não que subtraia.
PELOS TEUS OLHOS

O poema descreve a observação profunda e afetuosa de alguém que vê a pessoa amada relaxando na água. O eu lírico expressa o desejo de entrar nos olhos do outro para ver os mundos, memórias e emoções que eles guardam — especialmente a tristeza que percebe em sua expressão.
É um convite silencioso para compartilhar o universo interior do amado, seguindo seus pensamentos e encontrando seu “eu” mais íntimo. O poema termina com o anseio de permanecer sempre nesse lugar privilegiado de conexão: dentro do olhar do outro.
FLORBELA ESPANCA

O poema celebra o amor recíproco e ativo. Ele contrasta a solidão e a saudade de um amor não correspondido (“Se eu amo, Reclamo…”) com a plenitude de um amor compartilhado, onde ambos dão e recebem (“Amo você e você me ama”).
A mensagem central é um chamado à ação: em vez de se perder em mistérios ou sofrer por um amor desigual, a beleza verdadeira está no encontro de duas vontades. O amor deve ser uma “luta ativa” de entrega mútua, que é o que garante sua felicidade e continuidade.
A SUA, A MINHA COLHEITA

O texto usa a metáfora da agricultura para tratar da responsabilidade individual e do livre arbítrio. Nele, afirma-se que, ao nascer, cada pessoa recebe um “terreno” (a vida) e a liberdade de escolher que “sementes” plantar (suas decisões e ações). Como cada um escolhe o que plantar, também será responsável por colher os frutos correspondentes.
A principal mensagem é um conselho focado na autogestão: cada indivíduo deve cuidar apenas da sua própria plantação, sem interferir ou julgar as escolhas dos outros. Se os frutos do vizinho forem doces ou amargos, a consequência será exclusivamente dele, pois não somos nós quem os provaremos.
Em síntese, o texto defende que devemos concentrar nossa energia em nossas próprias escolhas e assumir suas consequências, respeitando a jornada e as responsabilidades alheias.
O QUE É VERDADE?

O texto defende que a única verdade absoluta e inquestionável é o próprio indivíduo (“Você”). A partir dessa premissa, o autor afirma que todas as dúvidas existenciais perdem a importância, pois o ser humano tem liberdade total para agir de acordo com sua vontade — seja criar, viajar, recordar o passado ou planejar o futuro.
Embora reconheça ser impossível agradar a todos, o texto incentiva a autenticidade como forma de inspirar e atrair os outros. Ele descreve um ciclo natural de ação, pausa e retorno, sempre mantendo o “Você” como a única certeza duradoura.
No fim, essa constatação se torna uma declaração de fé: a crença no próprio eu é apresentada como a única verdade em que vale a pena acreditar, promovendo uma visão de empoderamento, subjetividade e liberdade pessoal.
PASSAM-SE OS DIAS

Um poema que celebra o amor renovado a cada dia, fortalecido pela convivência e pelo tempo compartilhado. O eu lírico descreve um sentimento que amanhece mais calmo, leve e compreensivo, mas sempre intenso — e que se renova em cada beijo, abraço e olhar trocado.
Há um desejo de que o mundo reconheça a permanência desse amor, e um receio de que o amado não perceba sua profundidade. A passagem do tempo não enfraquece, mas confirma o vínculo, encerrando com a promessa de um amor eterno: “Passam-se os dias e, a cada amanhecer, vou te amar… até o mundo acabar!”.
FLORBELA ESPANCA

Um poema inspirado em Florbela Espanca que celebra o amor recíproco e ativo. Ele contrapõe a dor de amar sozinho à beleza de um amor compartilhado, onde dois se tornam um — “nem um, nem dois, só uma cama”.
A mensagem é um chamado para transformar o amor em luta ativa, onde dar e receber se equilibram, levando à felicidade plena.
ON WHITE

Um sonho lúcido sobre um encontro íntimo e cultural. A cena se passa em um café, onde línguas diferentes (português, inglês) se fundem no clima envolvente. A atração é física (“língua e boca quente”, “corpo profundo”) e emocional, retratando o amado como um “pequeno gigante” de passos errantes, cuja presença é constante e cuja conexão transcende fronteiras, unindo os amantes além do mundo percorrido.
OS 7 PECADOS CAPITAIS

O poema subverte o conceito tradicional dos sete pecados capitais, transformando cada um em um ingrediente de paixão e desejo dentro de uma relação intensa. O eu lírico deseja libertar o “animal” interior e usar os “pecados” do outro — como a ira, a gula, a inveja, o orgulho, a avareza, a preguiça e a luxúria — como combustível para versos, loucuras, cumplicidade, atenção, entregas corporais e êxtase sexual.
A visão é de uma comunhão transgressora, onde os vícios se tornam expressão de um amor arrebatador, carnal e eternamente fascinado.
PARIS…PARIS…PARIS…

Um poema que captura o encantamento e a nostalgia vividos em Paris. O eu lírico descreve a cidade em suas “tardes gris” (cinzentas), suas luzes, aromas e o clima de paixão que flutua no ar, onde as pessoas se misturam e se enamoram.
No entanto, mesmo imerso nessa beleza, surge a saudade do Brasil. O poema termina com a promessa de um retorno futuro, não apenas para rever, mas para ficar e viver definitivamente na cidade-luz, unindo o amor pelos dois lugares..