SÓ A FLOR… DE LARANJEIRA

A flor de laranjeira tornou-se uma fonte contínua de inspiração para o eu lírico — seja por paixão, encantamento ou simples desejo de expressar algo bonito. Ele brinca com os possíveis destinos dessas flores poéticas: talvez se tornem livro, exposição ou apenas flores num convite de casamento. O importante, no fim, é que estejam onde haja emoção. O poema celebra o poder simbólico e afetivo dessa flor, que transcende o objeto e viva em arte, amor e celebração.

NOTA 38

Sonhar é essencial para dar direção e propósito à vida, mas só isso não basta. É preciso planejar, agir e enfrentar o medo — porque nada acontece sem movimento.

O caminho pode ter erros e recomeços, e isso faz parte do processo. O importante é persistir, aprender com cada tentativa e seguir em frente. No final, são as atitudes que realmente transformam sonhos em realidade.

#NOMEUCONSULTORIO 70 – SURPRESAS DO APLICATIVO + CIÚMES

O autor relata uma conversa com Vítor, um rapaz ruivo que conheceu por aplicativo — possivelmente o ruivo que uma cartomante previu em 1991. Vítor reclamava do ciúme excessivo do ex-parceiro, que vigiava seus passos e transformava qualquer novidade sexual em briga, querendo saber onde ele havia aprendido.

O autor defende que ciúme pode ser saudável, desde que dosado. Sugestões sexuais novas devem ser bem-vindas, não motivo de desconfiança. Ele critica a insegurança de quem não aproveita a intimidade e, em vez disso, cria conflito.

Para ele, o ciúme também depende do comportamento do parceiro: se ele dá abertura para investidas externas, aí não é ciúmes — é motivo para terminar. O importante é que tudo — inclusive o ciúme — faça bem à relação, e não a destrua.

NOTA 37

O texto propõe um exercício de autoconhecimento por meio da imaginação: se pudesse voar, para onde iria e por quê? Ao investigar as razões por trás das escolhas, é possível descobrir desejos, carências e anseios profundos.

Mais do que um jogo, esse questionamento ajuda a acessar partes de si que estavam ocultas. E revela que, muitas vezes, o que buscamos no mundo já está dentro de nós — apenas esperando para ser reconhecido.

FLOR DE LARANJEIRA QUE O VENTO LEVOU

A “flor de laranjeira” levada pelo vento é uma metáfora para o amor que partiu — levado com leveza, mas deixando saudade. O eu lírico conversa com essa flor, pedindo que, ao sentir a brisa ou ver o entardecer, se lembre dele e dos beijos trocados.

Ela também representa a doçura das palavras e do sorriso do amado, que conforta e afasta a dor. Há um apelo para que ela volte e possa ser acolhida novamente com carinho e afeto.

A imagem final da águia reluzente que serpenteia os céus dos pampas sugere uma busca incansável e esperançosa por esse amor — uma procura que atravessa paisagens e persiste, mesmo diante da distância.

TEM GENTE QUE CHEGA E ACORDA TUDO NA GENTE

O poema descreve uma atração delicada e profunda despertada por alguém de aparência frágil como um cristal, mas cujo olhar leve e sorriso tímido provocam uma transformação intensa no eu lírico.

Há um desejo de imaginar o toque, o calor, o gosto e o cheiro do outro — uma sensualidade contida, mas genuína. O encontro com esse sorriso desperta algo que estava adormecido, e a comoção é tanta que a imagem do outro o “desmonta” por dentro.

NOTA 36

O rumo da sua vida não é fruto do acaso ou do destino, mas sim da energia que você vibra e das atitudes que assume. Somos nós quem criamos a própria roda da vida — por meio das escolhas, palavras e da forma como tratamos os outros e a nós mesmos.

Tudo o que plantamos, mais cedo ou mais tarde, volta. Por isso, é essencial cuidar da energia, alinhar as atitudes e ter consciência do que entregamos ao mundo. A vida responde na mesma medida — quem planta tempestade não colhe bonança.

FLOR DE LARANJEIRA E ANIZ

O poema é um diálogo afetuoso e leve com o próprio coração — angustiado, melancólico, preso a músicas tristes e à espera de um amor. O eu lírico o acalma, dizendo que sua hora vai chegar e que, quando acontecer, será de forma mansa, simples e verdadeira, sem forçar nada.

No fim, evoca a imagem da flor de laranjeira e do aniz como elementos simbólicos capazes de transformar a tristeza (“tardes cinza”) em felicidade duradoura — uma espécie de feitiço afetivo que perfuma e cura o coração.

NOTA 35

Nem toda resposta vem em palavras — as atitudes falam mais alto. Elas se revelam no silêncio, na ausência, nos gestos que faltam e na forma como o outro age (ou não age) quando poderia ser diferente.
Quem quer, demonstra; quem se importa, faz acontecer.

Por isso, é preciso observar mais e insistir menos. Muitas coisas já estão sendo mostradas — saber enxergá-las é uma forma de proteger seu tempo, sua energia e, principalmente, seu valor.

INEXPLICÁVEL

O poema descreve o surgimento natural de uma conexão genuína entre duas pessoas. A atração inicial (“você gosta do que vê”) evolui para uma sintonia espontânea — nos gostos, nas ideias, nos olhares e nos detalhes do cotidiano.

Tudo acontece de forma fluida, como se já se conhecessem. Essa energia que nasce não precisa ser explicada; simplesmente aproxima, acontece e se transforma em verdadeira conexão.

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