FLOR DE LARANJEIRA, CUIDA DO MEU AMOR

O poema é uma invocação amorosa e simbólica dirigida à flor de laranjeira, pedindo que ela se torne mensageira e protetora de um amor à distância.

O eu lírico deseja que a flor una os dois corações (“faz do meu eu teu eu”) e perfume a ausência do amado, lembrando-o dos seus carinhos, beijos e sorrisos. Ele entrega a flor ao “menino” para que a leve ao amor distante, como um símbolo vivo do afeto que continua a crescer e florescer.

No fim, a flor é chamada a alimentar e aromatizar esse amor, transformando uma promessa não feita em palavras em um “grande amor” concreto, doce e duradouro — como os frutos saudáveis que virão.

NOTA 34

Ninguém se torna melhor ou conquista seu espaço diminuindo os outros. A essência de cada pessoa é única — e brilhar não exige apagar ninguém. Quem precisa desprezar o outro para se destacar ainda não descobriu o próprio valor.

Quando entendemos que ser quem somos não pede crítica, comparação ou competição, a vida fica mais leve. As conexões se tornam verdadeiras e o pertencimento acontece naturalmente. Afinal, quem é de verdade não precisa rebaixar ninguém para crescer.

FLOR DE LARANJEIRA

Um poema que pinta um cenário sensual e natural, onde uma tarde tranquila — com flores, borboletas e o pôr do sol — serve de fundo para um encontro íntimo e apaixonado. O corpo, a respiração, as mãos e os beijos se fundem numa harmonia perfeita com a natureza (jasmim, pássaro, vento, lua).

A flor de laranjeira é o símbolo central: perfuma o momento, representa o amor da vida do eu lírico e, no fim, se torna um convite à entrega total — “joga-te em meus braços”. O poema celebra a fusão entre desejo humano e beleza natural, tudo envolvido num aroma doce e inesquecível.

NOTA 33

Quando alguém te vê de longe e finge que não te viu, não é acaso — é escolha e fuga. Por trás disso, geralmente há algo mal resolvido: orgulho, inveja ou falta de coragem para enfrentar o que sente.

Olhar nos olhos exige maturidade, e nem todos têm. Mas isso não é sobre você — é sobre as limitações de quem prefere evitar. Gente segura não se esconde, não finge. Quem age assim apenas revela o tamanho do próprio incômodo.

EU TE QUERO ATÉ A ALMA – CÁSSIO JUNQUEIRA

Este poema joga com a estrutura circular da repetição para expressar um desejo absoluto e paradoxal. A frase “Eu te quero até” se desdobra em situações opostas — desde o infinito da alma até a ausência, do riso ao choro, do gozo ao abandono.

O clímax está no jogo de palavras:
“Eu te quero até pra te deixar me deixar” e “pra não te deixar me deixar” revelam um amor que tanto segura quanto liberta, num ciclo de posse e desapego.

No fim, o desejo retorna ao início, completando-se na espera pelo retorno do outro, como se o amor fosse um movimento infinito entre encontrar, perder e reencontrar.

NOTA 32

O comportamento é o verdadeiro termômetro das relações. Mais do que palavras bonitas ou promessas, são as atitudes diárias que revelam prioridades, intenções e o real valor que o outro te dá.

Quem quer estar, demonstra. Quem valoriza, cuida. Por isso, é importante observar as ações com atenção — elas nunca mentem e deixam claro, no dia a dia, quem realmente faz questão de permanecer.

TRAIÇÃO, DESEJO E HIPOCRISIA: UM DESABAFO MASCULINO

O texto questiona o conceito tradicional de traição, defendendo que amor e sexo podem ser experiências separadas. O autor critica a hipocrisia social que prega a monogamia, mas não a pratica, e defende a normalidade de desejos e fantasias — incluindo masturbação pensando em outras pessoas — sem que isso signifique trair o parceiro.

A ideia central é que a traição é subjetiva e deve ser definida dentro de cada relacionamento, com honestidade e diálogo. O autor argumenta que a sociedade reprime o instinto sexual humano, e que a culpa ou o ciúme muitas vezes nascem mais de inseguranças internas do que de uma quebra real de compromisso.

QUEM É VOCÊ?

O poema é uma reflexão sobre o impacto intenso de uma pessoa na vida do autor. Cada linha registra uma memória sensorial e emocional — da timidez e astúcia dela aos beijos, carinhos e momentos compartilhados — que geraram deleite, êxtase, emoção e, por fim, dor na despedida.

A pergunta final “Quem é você?” revela que, apesar de toda a experiência vivida, a pessoa permanece um mistério profundo, cuja verdadeira essência talvez nunca tenha sido totalmente compreendida, apenas sentida.

NOTA 31

Desejar que tudo dê certo é diferente de esperar que tudo esteja certo. O erro faz parte da caminhada e, muitas vezes, ensina um novo caminho ou revela um ângulo ainda não visto.

Antes de reclamar, observe com calma o que foi feito, dito ou escolhido. Depois, refaça. Errar não é motivo para desistir — é um convite para melhorar.

NOTA 30

Nem toda regra precisa ser seguida à risca. Há momentos em que é preciso parar, refletir e usar o bom senso — muitas regras exigem ajuste, porque ninguém é igual a ninguém e a vida ensina a lidar com as diferenças.

Saber ler o contexto, equilibrar e se adaptar também é uma forma de evoluir. Isso, também, é crescer e amadurecer.

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