NOTA 43

O texto redefine o que significa ser incrível: não está ligado à perfeição, mas à capacidade de superação. É sobre cair, levantar, enfrentar medos, aprender com os erros e seguir em frente com mais força.

Ser incrível é também se permitir viver o novo mesmo sem garantias, crescer no processo e evoluir a cada passo. No fim, o que importa não é nunca falhar, mas nunca desistir de si mesmo.

PENSAR… QUERER… DESEJAR… ESTAR… PRESENCIAR… ESPERAR PARA VIVER.

O poema constrói uma declaração de amor em seis verbos fundamentais que funcionam como etapas de um sentimento profundo e verdadeiro:

PENSAR na pessoa e imaginar uma vida inteira com ela.

QUERER compartilhar o passado, o presente e o futuro.

DESEJAR fazer o outro feliz e mantê-lo por perto, dia após dia.

ESTAR presente em todos os momentos — na alegria, na dificuldade, no simples e no intenso.

PRESENCIAR esse amor se tornar real.

ESPERAR PRA VIVER tudo isso única e exclusivamente com essa pessoa.

Mais que um sentimento, o amor aqui é um projeto de vida compartilhado, construído com entrega, presença e esperança ativa.

NOTA 42

O texto alerta contra o julgamento precipitado baseado em apenas uma versão dos fatos. Muitas pessoas distorcem a realidade para fazer com que outra seja vista como vilã.

Antes de tomar partido, é essencial escutar, observar e buscar entender todos os lados envolvidos. A verdade raramente está em uma única narrativa. Ter equilíbrio e discernimento é a melhor forma de evitar injustiças.

ENTRE IDAS E VENTOS

O poema expressa a angústia da espera e da incerteza em um relacionamento marcado pela ausência e por aparições repentinas. A pessoa amada oscila entre dizer que quer e desaparecer — como o vento ou a flor que cai e segue.

O desejo cresce, o medo segura, e o corpo anseia pelo toque, pelo beijo, pelo cheiro. Mas a pergunta final resume o vazio: “E cadê você? De novo…” — um coração velho e arisco que vagueia sem resposta, preso entre a esperança e a frustração.

ELO E MINÉRIO

O poema reflete sobre o fim de uma relação, usando a metáfora do minério e do elo — algo que pertence à terra, que foi apenas temporariamente compartilhado entre duas pessoas, mas que nunca foi propriedade de nenhuma delas.

O eu lírico aconselha: se o elo se rompeu, deixe-o ir e siga seu caminho. O tempo da união acabou, e ninguém é dono do outro. O que importa agora é reter as boas lembranças, as vivências e o que foi construído junto — o “nós” intenso, que agora se desfaz num “imenso mar vazio”.

A mensagem final é de desapego com afeto: fique com você, com as memórias boas, e permita que o outro siga — assim como você também seguirá.

NOTA 41

Sempre haverá quem comente, julgue ou observe você — por inveja, admiração ou qualquer outro motivo. Faz parte. Mas nem toda opinião merece espaço na sua mente.

Enquanto alguns falam, você segue construindo, evoluindo e fazendo seus planos acontecerem. Foque no seu caminho e no que realmente importa. Porque quem vive de opinião alheia não constrói nada — só assiste.

NOTA 40

Seja exemplo e inspiração para as pessoas — não pelo que você fala, mas pelo que você é. Suas atitudes, escolhas e forma de enfrentar a vida podem transformar alguém de maneiras que você sequer imagina.

Um dia, alguém dirá que foi por sua influência que encontrou força, evoluiu ou descobriu o melhor de si. Nessa hora, você entenderá: viver com verdade sempre deixa marcas bonitas no caminho.

FELICIDADE?

O poema expressa um ciclo de autoperda e aprendizado: o eu lírico sabe, racionalmente, que a felicidade é uma experiência pessoal e intransferível — “só nós podemos viver, só nós podemos querer”. Ainda assim, reconhece-se repetindo o padrão de abdicar da própria alegria para tentar garantir a felicidade de outra pessoa.

A vida, então, insiste em ensinar, principalmente nas “noites perdidas”, que entregar a própria felicidade a alguém não é amor, é abandono de si. A última estrofe funciona como um mandamento pessoal: não repita mais esse erro.

NOTA 39

Você nem sempre precisa contar sua versão da história — o tempo se encarrega disso. Ele revela intenções, expõe verdades e coloca cada pessoa no lugar que escolheu ocupar.

Nem tudo precisa ser explicado ou justificado: as atitudes falam, os comportamentos confirmam e a verdade sempre aparece. Por isso, preserve sua paz. Quem vive provando acaba se desgastando à toa. Confie — o tempo nunca falha: ele sempre revela quem é quem.

NO BICO, FLOR DE LARANJEIRA

O poema dá continuidade à simbologia da águia reluzente e da flor de laranjeira, agora entrelaçadas. O eu lírico pergunta por uma águia que voa serena e carrega no bico flores de laranjeira — imagem que representa um amor que atravessa distâncias, protegido e mantido vivo pela natureza.

Ele evoca essa águia como companheira fiel, pedindo que guarde o céu para o seu amor e que, nos campos, semeie afeto em forma de flor. A “chuva de flor de laranjeira” simboliza a mensagem de amor que molha e alcança o outro, tornando a distância irrelevante.

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