É MEU

O texto discute a sensação de posse que surge em diversos tipos de relações — amorosas, familiares, de amizade e até virtuais — e questiona se isso é carência, egoísmo ou um comportamento social generalizado.
O autor argumenta que quase todos são, em algum nível, possessivos ou ciumentos, mesmo que não admitam, e que esse sentimento se intensifica quando se teme perder atenção ou afeto.
A reflexão final sugere que talvez não seja apenas ciúme, mas egoísmo disfarçado — um instinto de considerar algo ou alguém como “meu”.
NOTA 29

Mantenha o coração aberto e confie no ritmo da vida. Nem tudo acontece quando queremos, mas tudo chega quando faz sentido — sem pressa, sem forçar, sem desespero.
Respeitar o tempo é exercício de fé e maturidade. O que é seu não se perde: uma hora te alcança, do jeito certo, na hora certa.
ASSIM BEM SIMPLES

O poema é uma declaração de identidade que rejeita rótulos convencionais — como idioma, religião, cor, gênero ou orientação sexual — para afirmar uma essência feita puramente de afeto e presença.
O eu lírico se define como:
Amor, cheiro, pele e flor
Abraço, carinho, beijo, toque
Sussurro, língua, corpo quente e sombra
Coração, choro, sorriso e emoção
Sua existência se resume a ser “todo seu” — uma entrega total, física e emocional, que transcende qualquer categoria e se define apenas pela intimidade e promessa compartilhada.
NOTA 28

Pessoas seguras e resolvidas elogiam, apoiam e incentivam sem medo ou inveja, porque sabem que crescer junto é mais potente do que competir isolado.
Já quem tenta diminuir o outro está apenas expondo o próprio vazio e a falta de um chão firme. Quem está em paz consigo mesmo não precisa atacar ninguém.
Gente inteira soma, fortalece, inspira e constrói — o resto, infelizmente, só faz barulho.
ESTAÇÃO DO MEU EU

O poema compara o “eu” do autor a uma estação de trem, onde as pessoas são como passageiros que chegam e partem.
Alguns trazem novidades, outros ficam pouco tempo, alguns aguardam o próximo trem (uma nova etapa), e há os que passam apenas pela janela — observando sem parar.
A ideia central é a sensação de espera e passagem constante: a estação (o “eu”) permanece, observando os encontros e despedidas, sempre à espera de algo ou alguém que talvez nunca chegue para ficar.
DESCULPA PRA ISSO, PRA AQUILO, MAS REAGIR…

O texto critica o uso da “personalidade forte” como desculpa para a indecisão e o comodismo. O autor reconhece que também tem personalidade forte, mas defende que isso não impede mudanças, adaptações e transformações constantes — ao contrário da “pedra” que permanece imutável.
Ele vê a zona de conforto como uma escolha fácil, mas lamenta que muitos, mesmo conscientes da necessidade de mudar, permaneçam acomodados — inclusive fazendo terapia sem sair do lugar. Para ele, terapia deve ajudar a reagir, não a justificar a estagnação.
O tom é crítico e direto: a vida não é fácil, e se acomodar é mais simples do que evoluir. Ele reconhece que pode soar cruel, mas mantém sua posição: não tem pena de quem se acomoda.
NOTA 27

O que motiva o autor a levantar todos os dias é a gratidão por estar vivo e saudável, com a consciência de que o tempo é o bem mais precioso. Ele opta por viver com leveza, rir de si mesmo, manter uma visão positiva e encontrar aprendizados mesmo nos dias difíceis.
Viver bem, segundo ele, não significa ter uma vida perfeita, mas aproveitar cada instante com presença, bom humor e gratidão — sendo que até um sorriso é visto como uma forma bonita de agradecer.
TURCO

Um poema que fala sobre saudade e afeto direcionado a alguém chamado “Turco”. O texto evoca memórias sensoriais — cheiro, toque, calor, beijo — e descreve a pessoa como uma mistura de manhoso, encrenca e carente, mas também sincera, envolvente e encantadora.
A saudade se manifesta no desejo de reencontrar não apenas a presença física, mas toda a intimidade e doçura que essa relação trazia, simbolizada pelo “calor de amor com cheiro de flor”.
O SAGRADO PROFANO – RAPHAEL VINICIUS

O poema descreve um despertar sensual e espiritual por meio da dança, em que corpo e alma se libertam. O “menino” inicialmente contido, cheio de sustos e sentimentos contraditórios (soluços, deleites, ranço), aos poucos se solta — a música, o incenso, os pés em movimento geram uma explosão de harmonia e energia que depois acalma.
No clímax, a vergonha é perdida, e ele se entrega completamente: canta, dança com os pés, dança no ar, desfazendo todas as amarras sem cerimônia. O título “O Sagrado Profano” sugere a fusão entre o espiritual (sagrado) e o corporal/sensual (profano) nesse rito de libertação.
NOTA 26

A gratidão transforma a forma como vemos a vida: as pequenas coisas se tornam preciosas, o comum ganha brilho, e até dos dias difíceis podemos extrair aprendizado.
Essa prática dá um novo sentido à rotina, nos ensina a valorizar o que temos e transforma momentos simples em verdadeiros presentes. Com gratidão, vivemos com mais leveza, olhos atentos e o coração pleno.