QUEM TEM ALMA NÃO TEM CALMA – RAFA DO RIO

O texto celebra a urgência de quem tem alma — uma inquietude que recusa a calma e abraça a vida com fome de intensidade. Não há tempo a perder: cada instante deve ser memorável, cada gesto (um passo, um abraço, um olhar) carregado de significado.

QUANDO JULHO CHEGAR

O poema é um convite ao amor e ao aconchego, onde o eu lírico espera o inverno (julho) como um marco para reencontrar-se com o amado e viver momentos de doçura, calor e renovação.

LOLA

O poema é um apelo sensual e visceral, onde o eu lírico implora por intimidade física e simbólica, representada por couro, amarras e prisões efêmeras de prazer. A voz poética não pede amor romântico, mas sim a experiência crua do desejo — beijos longos, toques que apertam, a textura do couro na pele.

#NOMEUCONSULTORIO 42 – EU REALMENTE ME PERMITI VIVER O AMOR OU ARRUMEI DESCULPAS PARA NÃO SAIR DA MINHA ZONA DE CONFORTO?

O texto começa com o diálogo entre o narrador e Lola, uma mulher cansada de amar sem se sentir correspondida. Ela questiona se é possível ser amada de verdade quando se sente só, levando o narrador a refletir sobre os limites do amor: até onde vale a pena lutar, abrir mão de si mesmo, ou quando é hora de desistir?
Por que o amor morre?
O amor não acaba por “causas naturais”, mas por:
• Falta de cuidado (ninguém reabastece sua fonte).
• Falta de diálogo e paciência (preferem brigas a conversas).
• Orgulho, traição e desleixo (feridas que viram mágoas).
• Substituição (quando coisas ou pessoas tomam o lugar do parceiro).
• Falta de esforço (promessas não cumpridas, conflitos não resolvidos).
Amar é difícil, mas pode ser diferente
Muitos acreditam no amor, mas não estão dispostos a abrir mão de vaidades, orgulho ou comodismo. O problema não é a falta de amor, mas a falta de disposição para cultivá-lo.
A chave: “Os dispostos se atraem”
Não são os opostos que se atraem, mas aqueles que estão verdadeiramente dispostos a lutar pelo amor. Se não há entrega, o amor se esvai. O narrador então questiona Lola:
“Você foi amada, mas será que deixou esse amor chegar até você?”
Conclusão
O amor vale a pena quando há entrega genuína — sem orgulho, sem medo de vulnerabilidade. Não é sobre sofrer infinitamente, mas sobre escolher estar presente, mesmo quando é difícil. A pergunta final não é “até onde aguentar?”, mas “você está disposto a amar de verdade?”.

SEU PECADO SOU EU

O poema “SEU PECADO SOU EU” é uma declaração intensa de amor e desejo. O eu lírico, como um amante ardente, busca entrar na vida da “mulher sedenta” com fervor. A linguagem é sensual, revelando um desejo profundo pelos beijos e pela proximidade física.
A ideia de “segurar o coração” sugere vulnerabilidade, enquanto a promessa de saciar a “sede de pecado” enfatiza a conexão entre desejo e prazer. As imagens de se perder nas curvas da mulher e adormecer em seus braços refletem uma busca por intimidade e entrega total. O poema encapsula a essência do amor e da atração física, celebrando a entrega ao amor e à conexão emocional.

#NOMEUCONSULTORIO 41 – QUANDO A SUA ROCHA SE PARTE EM DUAS E VOCÊ NÃO SABE QUE PARTE SEGURAR, OU, SE DEIXA AS DUAS ROLAREM MORRO ABAIXO

O texto é uma reflexão profunda sobre vulnerabilidade, autoconhecimento e a dualidade entre força e fragilidade. O autor fala sobre cancelar “consultas” externas para se encontrar consigo mesmo, reconhecendo suas próprias inseguranças e loucuras. Ele descreve a “síndrome da casca grossa” — uma aparência de resistência que, com o tempo, se rompe, revelando a fragilidade interior.
Apesar da dificuldade em admitir fraquezas, ele ressalta que todos somos humanos, passíveis de erros e dores. Compara-se a uma rocha que, mesmo sólida, tem fendas por onde a vida penetra, até que um dia racha — e questiona como lidar com essas partes divididas de si mesmo.
Com referências à música de Mart’nália e uma declaração poética sobre amor e desejo (“Queira sempre a lua e muito mais”), o autor celebra a escrita como forma de expor emoções sem medo, mesmo na vulnerabilidade. O texto termina com uma afirmação de autenticidade: suas emoções, expostas e plenas, são a essência de quem ele é.

AMOR = CICLO MENSTRUAL

O texto “AMOR = CICLO MENSTRUAL” é uma reflexão criativa e bem-humorada que traça paralelos entre o ciclo menstrual e as fases de um relacionamento amoroso. O autor compara o processo de cura emocional após um término com o desenvolvimento do óvulo, que se prepara para uma nova oportunidade. Assim como o óvulo espera pelo espermatozoide, as pessoas também passam por momentos de adaptação e expectativa antes de se abrirem novamente para o amor.
O texto aborda a dificuldade de encontrar relacionamentos sérios em um mundo onde muitos buscam apenas diversão. O autor compartilha suas experiências de estar aberto a novas conexões, enfrentando o medo e a insegurança que muitas vezes cercam esses momentos. Ao descrever o surgimento de uma nova paixão, ele destaca a importância de se jogar na vida e nas relações, sem deixar que as oportunidades passem.
O clímax da narrativa é a celebração do amor e da conexão emocional, enfatizando que, mesmo diante das incertezas, é fundamental viver plenamente e aproveitar os momentos de felicidade. O autor conclui com uma mensagem encorajadora sobre a importância de não se deixar paralisar pelo medo e de buscar constantemente novas experiências e alegrias, valorizando cada momento feliz que a vida oferece

JANELAS D’ALMA

O poema retrata um êxtase espiritual e emocional, onde o eu lírico é transportado por um “espírito leve” — talvez o amor, a inspiração ou um encontro transcendental — e depois devolvido ao mundo comum, mas transformado.

#NOMEUCONSULTORIO 40 – CHUVA DOURADA

O autor, com seu humor característico, discute os fetiches de Tiago, que tem medo de se relacionar com pessoas “caretas” por ter desejos considerados tabus, como:
• Homem suado (pós-treino ou trabalhador braçal)
• Chuva dourada (urina como fetiche)
• Pés, meias sociais e meias femininas
• BDSM leve (tapas, cuspe)
Tiago realizou o fetiche da chuva dourada com um ex-namorado que também tinha essa vontade. O autor defende que, desde que haja consentimento e prazer, não há motivo para julgamentos (“o mijo foi em vocês?”).
Outro fetiche que Tiago queria explorar era sexo pós-academia (com o parceiro suado), mas o relacionamento acabou antes. Ele também tentou introduzir bolinhas tailandesas (brinquedo erótico), e o parceiro, apesar de inicialmente chocado, acabou gostando — tanto que enviou foto para um amigo, sugerindo um ménage (que não aconteceu).
O texto questiona a hipocrisia em torno dos fetiches: como alguém pode achar normal um ato (como a chuva dourada) mas se assustar com um brinquedo sexual? O autor reforça que cada um tem seus desejos, e o importante é realizá-los sem culpa, desde que com consentimento.

MENINO DO RIO

Este poema retrata a figura do “menino do rio”, uma personagem que mistura a inocência e a travessura da infância com a maturidade de um homem. A partir das histórias contadas pela professora, o narrador descobre esse menino, que é descrito como alguém que chega e se espalha, às vezes atrapalhando, mas sempre com um jeito infantil que pede colo e apronta. Ele é ao mesmo tempo um homem e um menino, um amigo que traz consigo lembranças e imagens simples, mas marcantes.

O menino do rio simboliza a dualidade entre a seriedade da vida adulta e a leveza da infância, representando também a passagem do tempo e as memórias que ficam. Ele vem como uma viagem ao passado e vai como uma brincadeira, deixando saudades e a sensação de que a infância, embora distante, sempre permanece viva em algum lugar dentro de nós.

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